Casal Aventura

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29 de junho de 2015

Região de Bariloche - Villa Traful e Villa La Angostura



Dia 17/dez


San Carlos de Bariloche 
Villa Traful e Villa La Angostura

Acordamos cedo, tomamos nosso maravilhoso café da manhã e Jorge foi procurar um lugar para trocar o óleo da moto, mas combinou de levar na volta, no fim da tarde. Ficamos, então, a postos esperando o carro que viria nos buscar para o passeio pelas Villa Traful e La Angostura.

A Van chegou por volta das 9h, trazendo nossa guia do dia, Angela, uma pessoa mega simpática e que parece amar sua terra, que, ao longo de todo caminho, nos explicou tudo sobre a região de Bariloche.



O passeio sai de Bariloche e vai beirando o Rio Limay, um dos rios mais importantes da região Patagônica, pois é responsável não apenas pela água doce da região, mas também pelo abastecimento de energia, já que guarda uma das maiores hidrelétricas da Argentina.


Nossa primeira parada foi no Anfiteatro, uma formação natural, constituída pela força da passagem do rio ao longo do tempo. A paisagem é belíssima e realmente lembra um grande teatro. Segundo nossa guia, o grupo Pink Floyd disse ter vontade de tocar nele, porém isso nunca foi realizado.




Nossa segunda parada foi na Villa Llanquín, que tem uma população de pouco mais de 200 habitantes que vivem de suas próprias atividades produtivas e se utilizam de uma ponte de pedestres ou de uma balsa para atravessar o rio. A ponte muito bonita e com um visual incrível e uma balsa “marona”, dos anos 60, ainda em atividade.


O passeio beirando o rio Limay é fantástico, pois as paisagens ao redor são lindíssimas e sua água cristalina deixa tudo ainda mais bonito. 


Após cerca de 60 kms chegamos ao Valle Encantado. O Valle fica às margens do Rio Limay, e tem esse nome, pois suas formações rochosas, de origem vulcânica, lembram imagens e permitem aos visitantes voar na imaginação, alguns dizem ver leões, castelos, torres e até o “dedo de Dios”. Vale o quanto encantado ficamos com o lugar e com suas formas.

O passeio pode ser feito de várias formas, por vários roteiros, mas nossa guia, Angela, nos indicou que visitássemos primeiro Traful, onde almoçaríamos, para depois passar por La Angostura, local, segundo ela, ótimo para um café da tarde. E foi assim...

Logo ao passar o Valle Encantando, chegamos à Confluencia, que leva este nome por ser o encontro do Rio Limay com o Rio Traful.  Após uma parada para um chocolate quente, seguimos por uma estrada de terra batida em direção à Villa Traful, com direito a uma ponte tão estreita que dá a impressão de que o carro não conseguirá passar, além de visuais incríveis.

O caminho de terra agora é beirado pela floresta, uma floresta que serve de pulmão para a região, chamado de Bosque Andino Patagônico, responsável pela limpeza do ar e que tem a capacidade de se adaptar a mudanças climáticas como o calor e a neve, características dessa região.

Após passarmos pela floresta quase encantada, começamos a subir, subir, sempre beirando o Rio Traful, e, em poucos minutos, chegamos ao Mirador Traful. Nele nos deparamos com uma das imagens mais lindas da viagem. Uma paisagem de tirar o fôlego, uma vista deslumbrante do que a região pode oferecer aos seus visitantes. 


Difícil não fotografar cada pedacinho deste lugar fantástico. As paisagens são realmente fascinantes, para onde se olha é possível ver beleza, a combinação de cores continua sendo o ponto alto desta região da Patagônia. Ainda bem que agora as máquinas são digitais rsrsrsrsrsrsrsr



Depois de pararmos no mirante, de “sacar” várias fotos, seguimos em direção à vila que leva o nome do rio. Villa Traful é uma pequenina vila, escondida no meio da floresta, que, em 2001, data do último censo, tinha apenas 503 habitantes. Hoje se estima o dobro, em virtude de muitas famílias que se mudaram para a cidade buscando uma vida distante dos centros urbanos, famílias que se tornaram proprietárias de pousadas, albergues e campings espalhados pela região. A vila vive, basicamente, do turismo de aventura, com suas cachoeiras, lagos e trilhas, e da pesca esportiva. Por fazer parte do Parque Nacional Nahuel Huapi, Villa Traful, tornou-se um ponto excelente para quem quer conhecer a região.

Almoçamos no restaurante Aiken e aproveitamos para comer um peixe típico da região: a truta. Servida de diversas formas no único restaurante em funcionamento durante nossa visita. Atendimento perfeito, comida de qualidade e preço justo. Difícil imaginar isso em algum estabelecimento no Brasil, quando se é a única opção aos turistas. Novamente outra lição a aprender com os vizinhos.










Depois do almoço fomos caminhar um pouco pela vila, fotografar a igreja, o posto policial (especializado em queimadas) e seu “muelle” (píer, pequeno porto). 


Mais belas e inesquecíveis paisagens. Com certeza, em nossa próxima viagem à San Carlos de Bariloche, ficaremos alguns dias em Traful para conhecer mais os encantos deste lugar “naturalmente mágico”.



Voltamos à estrada e à floresta encantada, depois pegamos a estrada de asfalto que nos levou até Villa La Angostura, passando pelo lago Correntozo, com suas fantásticas paisagens, que paramos para fotografar.






Antes de chegar à vila, visitamos a Residencia El Messidor, um pequeno castelo, construído em 1942 em estilo francês, com belos jardins ao seu redor, que foi residência oficial do governo da Província de Neuquén (http://www.villalaangostura.com.ar/paseo-residencia-el-messidor.html). De carro, é possível andar ao redor da propriedade para fotografar sua beleza.



Villa La Angostura é famosa por seus “muelles” e por sua beleza natural, além de sua vila, repleta de lojas de marcas famosas e casas de “té” e “confiterias”, construídas em madeira, dando um ar romântico ao lugar.



Descemos da van no Muelle Bahia Brava. O puerto é rodeado por uma praia belíssima, que contava com vários banhistas que aproveitavam o sol de verão. Nós, baianos quase legítimos, não tivemos coragem nem de colocar os pezinhos na água fria do lago. Nem nós e nem nenhum de nosso grupo de turistas.

Fomos caminhando até a Bahia Mansa, no Muelle Modesta Victoria, também uma praia linda, com suas águas verdes azuladas, rodeadas por montanhas e florestas. Imagens que valem fotografar e guardar.

Em ambos os puertos, saem os barcos para a visita ao Bosque Los Arrayanes, umas das principais atrações turísticas da vila. Infelizmente não tivemos tempo de fazer esse passeio, mas dizem ser incrível e está em nossa lista para a próxima visita.

Villa La Angostura também é uma pequena vila, maior e mais famosa que sua vizinha Traful. Tinha cerca de 12.000 habitantes em 2001, porém tem crescido anualmente, com o aumento do turismo. A vila fica às margens do lago Nahuel Huapi, do lado norte e bem pertinho da divisa com o Chile. É rodeada de belezas naturais, com lagos, cachoeiras e florestas, também tem a pesca esportiva como uma de suas atrações. É considerada o “Jardim da Patagônia”, por suas flores exuberantes e bem cuidadas.

Recentemente (Abril de 2015), a vila relembrou seus piores momentos, com a erupção do vulcão Calbuco La Angostura voltou no tempo, voltando a temer o que vivenciaram anos atrás. Em 2011, o vulcão Puyehue cobriu a cidadezinha com suas cinzas. 

A cidade foi a mais afetada pela erupção e sofreu com as cinzas que levaram à cidade aos momentos mais difíceis de sua história, deixando os moradores ilhados em suas casas e na pequena vila (http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/12889/galeria+de+imagens+nuvem+de+cinzas+vulcanicas+isolou+villa+la+angostura.shtml). Mas os habitantes não se deixaram abater e cuidaram para que o paraíso surgisse novamente entre as cinzas, dando uma demonstração de superação e, principalmente, criatividade (http://www.lanacion.com.ar/1480631-villa-la-angostura-como-convertir-las-cenizas-en-una-oportunidad).


Criatividade usada também pelos seus governantes, que tiveram a ideia de criar uma competição de jardins, levando seus moradores e comerciantes, a cultivarem as mais belas flores, que embelezam todos os espaços públicos e privados da aconchegante e belíssima vila.




Depois de passearmos pela vila, apreciando suas incríveis construções em madeira, decidimos confirmar se Angela estava certa quanto ao café e aos doces, deliciosos, segundo ela. Escolhemos a Casa de té Cuc£ Schulz, logo na entrada da avenida principal. 


Realmente Angela tinha razão, comi a torta de chocolate com nozes, mais gostosa de minha vida.

Nosso passeio pelas vilas chegou ao fim e retornamos felizes para Bariloche, novamente com aquela sensação boa de carregar na memória imagens fascinantes e inesquecíveis.




Enquanto Jorge foi trocar o óleo da moto, eu aproveitei para fotografar mais o Centro Cívico e para andar mais um pouco por suas ruas e lojinhas. 




Nesta hora é que pesa estar de moto, novamente minhas comprinhas se resumiram a imãs de geladeira e marcadores de livro. Mas o que importa?!?!? O melhor ninguém tirará de nós: o que levaremos na memória de tudo que vivenciamos aqui.






Depois de um bom banho, e de banheira, fomos jantar. Esta seria nossa última noite na cidade e, por isso, escolhemos um jantar romântico para nos despedir desse lugar encantador. Comemos no Restaurante La Alpina (http://www.laalpinabariloche.com.ar/), um delicioso fondue de queijo e um maravilhoso vinho.

Quando achamos que o dia já tinha terminado e que iríamos dormir para acordar cedo no dia seguinte, para seguir viagem, eis que encontramos nossos “Angeles” novamente. Acreditem, estávamos saindo do restaurante, depois do jantar e ao abrirmos a porta nos deparamos com Max e Laura olhando o cardápio, que fica na porta. Imaginem nossa alegria, o inesperado, encontrarmos nossos novos amigos em nossa última noite, em uma cidade com tantos restaurantes.

Como disse Laura: “teníamos que compartir algo, una cerveza ou um té, pouco importava lo que, pero teníamos”. Fomos a outro restaurante tomar um café quentinho e conversar, afinal pouco sabíamos uns dos outros. Conversamos por quase duas horas, uma pena, mas tínhamos que seguir viagem, e bem cedo, no dia seguinte e já passava da uma da manhã. Foi fantástico reencontrá-los, mas pasmem, novamente não fotografamos. Esperamos um dia revê-los, recebê-los em nossa casa ou, quem sabe, visitá-los em Rio Grande, pertinho do Ushuaia. E temos certeza de que este dia chegará.

 
Ao irmos para o Hotel, aproveitamos para tirar umas fotos da noite de Bariloche, já que escurece tão tarde que não tínhamos visto a cidade iluminada até agora.


Deitamos com a certeza de que um dia “volveremos a Bariloche, por supuesto!!!!!”


Assista ao vídeo de nossos passeios:


Para conhecer mais:
http://www.villatraful.gov.ar/

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