Casal Aventura

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28 de maio de 2015

Passeando por El Calafate




Dia 13/dez
Passeando por El Calafate

Este seria nosso último dia em El Calafate, já estava dando saudades antes mesmo de irmos embora, mas ainda tínhamos alguns lugares pra conhecer...

Saímos logo após o delicioso café da manhã... nova maratona, colocar toda roupa de frio, afinal 13 graus de moto é uma temperatura bem geladinha para quem está acostumado aos 30 graus na sombra, da Bahia. Destino inicial: Glaciarium.

O Glaciarium fica a uns 10 minutos de El Calafate, é também conhecido como “Museo del Hielo Patagonico”, foi inaugurado em Janeiro de 2011, é um museu de interpretação dos glaciares, um dos poucos e mais modernos do mundo, devido a sua interatividade com os visitantes, que transmite informação, com entretenimento, sobre o gelo (Glaciologia) e sobre a formação dos glaciares.

Nós fomos de moto, mas tem transporte gratuito do centro da cidade, em determinados horários, durante o dia todo. A visita dura cerca de duas horas e vale a pena cada minuto. Neste espaço é possível compreender como se formam os grandes glaciares, a formação do gelo, com um painel lindíssimo das inúmeras “formas” dos flocos de gelo, que nunca se repetem. Além de uma reflexão sobre o aquecimento global e suas consequências para a vida na Terra, tudo com apresentação de vídeos e materiais em três dimensões, o que torna o passeio mais interessante.


Dentro do museu tem um bar de gelo, mas estava fechado no momento da nossa visita, ficou para a próxima ida à El Calafate, afinal dizem que é assim, temos que deixar coisas por fazer, para voltar um dia.



Curiosidade: o direcionamento para os banheiros é super engraçadinho e as cabines são feitas de aço, mesmo material utilizado nas estações de pesquisa no Alasca. Acho que o objetivo é nos fazer pensar que estamos em uma destas estações.


“O passeio é bem divertido e diferente, afinal não é sempre que estudamos sobre gelo e glaciares. Sem contar a paisagem em torno do museu que é fantástica e incrivelmente linda, o azul-esverdeado das águas do Lago Argentino contrastando com os tons de amarelo das plantas, tons de cinza das montanhas e com o branco do gelo que insiste em permanecer nos altos cumes dos morros. Imagem que mais parece uma pintura” (Andréa).


Saindo do museu, fomos dar uma volta pela “orla” da cidade, margeando o Lago Argentino, por uma avenida que parece recém-inaugurada e que tem estruturada de ciclovia, algumas praças e espaços de convivência. Na avenida podemos ver casas de madeira, que devem proporcionar um visual incrível no inverno, já que as margens do lago ficam completamente congeladas, permitindo até mesmo a patinação no gelo.


Fomos conhecer a Laguna Nimez, um dos pontos altos de El Calafate. É uma reserva ecológica protegida por leis ambientais, que tem uma infinidade de aves e de flora típica da região patagônica.



A Laguna fica entre a cidade de El Calafate e o Lago Argentino. 



O passeio dura cerca de duas horas, de pura caminhada por trilhas bem delimitadas e organizadas, com informações sobre as aves e sobre a fauna que pode ser vistas ao longo do caminho. 





Algumas paradas permitem contemplar melhor o visual e fotografar imagens incríveis. O visitante se surpreende ao se deparar com aves belas e exóticas, que ficam bem próximas dos visitantes, além das diferentes plantas que se espalham por toda a reserva.











A Laguna tem uma saída para uma praia do Lago Argentino, que vale para os mais corajosos, pois colocar os pés nas areias e nas águas geladas do lago não é pra qualquer um. Nós não tivemos esta coragem!!!!!!










Depois da caminhada, resolvemos dar umas voltas de moto pela cidade de El Calafate, para conhecer mais esta cidadezinha deliciosa. Depois de umas voltinhas nas ruas arborizadas, decidimos conhecer o Libro-Bar, que fica na Aldea de los Gnomos, onde pensamos em almoçar, mas o cardápio não apeteceu, então optamos apenas por beber um drink, já que tinham vários com nomes de autores, de obras e tudo ligado à literatura, que estavam mais bonitos que gostosos. O bar é como uma livraria gigante (minha cara, sem dúvida) e suas paredes são repletas de fotos, quadros e frases, um lugar incrível que vale a pena mesmo que seja só pra olhar.


Depois de bebericar, fomos almoçar, escolhemos o mesmo restaurante da noite anterior, comido boa, preço justo e ambiente super agradável, La Lechuza, localizado na avenida principal.

Para fazer a digestão decidimos andar pelo centro, conhecer alguns pontos turísticos, como a Primeira casa da cidade, que está um pouco abandonada, mas não perdeu o encanto, pois revela como eram as coisas por aqui no início... mostrando que muito pouco mudou!!! Também fomos até a Paróquia de Santa Teresita, uma capela bonitinha e bem aconchegante. 

Para chegar à capela passamos pela Plazoneta Perito Moreno (o que não faltam são praças, ruas, avenidas com o nome dele). Nela tinha uma grande aglomeração de gente, adultos, crianças, idosos, e estava acontecendo uma apresentação de uma banda de rock, tudo por um movimento pela Democracia. Temos realmente muito que aprender com nossos vizinhos.

Neste passeio por El Calafate algo não poderia faltar: o sorvete de Calafate. Diz-se na região: "... el que come calafate ha de volver”, por isso não poderíamos deixar de experimentar este fruto que dá nome à cidade, considerado um fruto “silvestre e ancestral”, já que faz parte da história do povo patagônico. O sorvete é uma delícia, não dá pra comparar com nada, mas lembra vagamente o fruto do açaí, ficamos até pensando se não seriam da mesma família, mas não conseguimos descobrir.


Diz a lenda: “que quando uma tribo de tehuelches saiu em busca de melhores pastagens, deixaram para trás uma velha curandeira de nome Koonex. Como ela não podia caminhar mais, as mulheres da tribo lhe montaram uma tenda e deixaram alimento e lenha suficientes para o passar o inverno. Com a chegada do frio, todos os seres vivos se foram e a pobre Koonex atravessou sozinha toda a estação. Quando a primavera chegou, os pássaros começaram a cantar em cima da tenda de Koonex que os repreendeu por a terem abandonado durantes os meses gelados. Um dos pássaros respondeu a velha curandeira: “Nós partimos porque no inverno não há nenhum fruto para nos alimentar”. A velha índia pensou um pouco e disse: “Isto não vai mais acontecer. A partir de agora vocês terão alimento no outono e abrigo no inverno e eu nunca mais vou ficar só”. A velha feiticeira entrou na sua tenda e nunca mais saiu. Quando a tribo voltou, encontrou dentro da tenda uma nova planta, que chamaram de Calafate. Desde então, nunca mais os pássaros migraram, pois os frutos do Calafate amadurecem no outono dando alimento a todos eles”.

Com o fruto do Calafate também é possível fazer perfume, creme hidratante, sabonetes (aliás, no Parque Nacional do Glaciar o sabonete dos banheiros era de Calafate). O perfume é incrível, muito agradável.

“Minha única tristeza foi não ter conseguido trazer um pote de hidratante, pois o frasco era de vidro e ficamos com receio de ele quebrar ao longo da viagem. Mais um motivo pra voltarmos...” (Andréa).


Nosso maravilhoso dia acabou com uma comidinha leve no Hotel, um belo pôr do sol às 22 horas e cama, no dia seguinte sairíamos cedo para seguir viagem, já com o coração apertado e cheio de saudades deste lugar encantador.


Assista ao vídeo e aproveite o passeio.



Para saber mais:

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