Casal Aventura

Casal Aventura

29 de abril de 2015

Encontro do CHOIKES - Comodoro Rivadavia

Dia 07/dez
ENCONTRO CHOIKES
Comodoro Rivadavia

No dia seguinte, um domingo, dormimos até tarde. Levantei lá pelas 9:30, tomei café da manhã e dei uma volta pelos arredores do hotel a pé. Lucas continuou no quarto dormindo. Ele tiraria o dia para descansar e reorganizar seus planos.

Perambulei por 2 horas a pé, apesar de ainda estar mancando devido à torção do tornozelo esquerdo ocorrida poucos dias antes do início da viagem (conforme contado no início deste relato).

Pensei bastante na vida. Estava bem chateado, não pela moto ter quebrado, mas por eu não ter tido o cuidado de providenciar algumas peças de reposição como tinha feito das outras vezes, de ter sido relapso com a revisão da corrente ainda na Bahia, sentia falta da minha esposa e parceira e co-pilota para me dar apoio nessa hora de tristeza pela constatação de que o principal objetivo da viagem, Ushuaia, não seria alcançado. Momento de avaliação de tudo que tinha rolado nesta viagem até ali.

O cansaço do dia anterior foi tão grande que ainda estava dolorido e me sentindo cansado. Voltei para o hotel e fui dormir novamente.

Levantei lá pelas 14:00hs e resolvi ir até o encontro dos Choikes (https://www.facebook.com/choikes.mc) ver o que estava rolando. Chamei o Lucas, que também estava dormindo, mas ele não quis ir. Preferiu continuar descansando, pois no dia seguinte ele continuaria viagem com seu próprio plano B.


Chegando no local do encontro fui novamente muito bem recebido pelo pessoal dos Choikes MC, que estavam preparando 3 cordeiros patagônicos (churrasco de carneiro assado inteiro) ao lado do salão que servia de bar e refeitório para o encontro, e tomando vinho. Fiquei por lá até as 22:00hs conversando com todo mundo, fazendo amigos, trocando experiências. 


Foi muito legal passar aquele dia com eles. O dia foi tão divertido que eu já nem estava chateado de ter abortado a ida até Ushuaia. Me senti um velho amigo daquele pessoal divertido. Fiquei tão amigo do pessoal que eles até improvisaram uma cerimônia de aceitação minha no Moto Clube e me declararam “Presidente da sucurssal Bahia dos Choikes no Brasil”!!!

Um outro companheiro motociclista que tinha vindo de Santiago, no Chile, especialmente para este encontro, também foi declarado presidente da sucurssal Chile dos Choikes. Foi muito legal e divertido.

Sinto-me honrado de agora fazer parte daquela verdadeira família de motociclistas argentinos.

Não poderia encerrar o relato deste dia sem agradecer a todos os integrantes e amigos do Choikes Motoclub Comodoro Rivadavia. Galera nota 1000 !!!

Muito obrigado ao presidente Jose Luis, ex-presidente Marcelino Mansilla (grande cara, literalmente), Alejandro Juárez (fala português e foi meu intérprete nos momentos em que o portunhol fracassou-hehehe), Daniel (mecânico), Pablo (de Trelew), a Gladys e o Fijo (casal de Gal.Roca - super legais), o Claudio Alejandro, Carlos Alberto, e mais um monte de amigos que não vou conseguir lembrar dos nomes, mas que com certeza ficarão guardados em minha lembrança como meus queridos amigos argentinos e que espero reencontrar um dia. Seja na Argentina, seja no Brasil!

Assista em vídeo mais este dia de aventura.

17 de abril de 2015

Puerto Madryn à Comodoro Rivadavia

Dia 06/dez
Puerto Madryn - Comodoro Rivadavia

Este foi um dia de fortes emoções, e o relato desse dia vai ser longo...

Como de costume, saímos do hotel por volta das 9:00hs depois daquele desayuno fraquinho.

De tanque e galões cheios do líquido precioso, voltamos para a Ruta 3, sempre para o sul. O destino do dia seria Caleta Olivia. Passamos direto pela pequena Trelew sem abastecer pois tínhamos rodado apenas uns 70 kms. Eu pretendia fazer um desvio no caminho para visitar a pinguineira localizada em Punta Tombo (eu disse PUNTA!).


Entramos à esquerda quando vimos a placa indicando a  piguineira e rodamos 75 kms por uma estradinha deliciosa onde não tinha absolutamente nada. Achei que haveria ali um vilarejo ou pelo menos uma estacion de serviços (é assim que os argentinos chamam os postos de gasolina). Demos de cara com uma porteira de fazenda com placas indicando que dali até a tal pinguineira seria mais 20kms de rípio.

Lucas logo precisaria abastecer, como sempre. Ficamos um tempo parados ali pensando: vamos ou não vamos? Seriam 40 kms de ripo entre ida e volta, mais 75kms para voltar para a ruta 3 e mais sabe-se lá quanto até o próximo posto de abastecimento. Nisso vem da estrada de rípio um caminhão num pau só e levantando um poeirão danado. Fizemos sinal e ele parou ao lado do Lucas. Era um casal de alemães de meia idade que estavam fazendo turismo por toda a America do Sul num caminhão 4X4 super alto com uns pneus enormes e a carroceria era um motor-home (os encontraríamos de novo, acreditem!). Deve ser muito legal viajar por aqueles lugares num troço desses.

Lucas pediu informações ao alemão, em inglês – é claro – e o cara foi muito solícito e atencioso. Disse que o rípio realmente era muito ruim, e procurou o posto mais próximo no GPS dele. Foi aí que eu descobri como se fazia isso. Que burro que eu sou! Chegamos à conclusão de que mesmo colocando o galão de 10 litros na XT ele não conseguiria ir até a pinguineira. Na verdade, mesmo seguindo direto ao posto ele teria de fazer a gasolina render para conseguir chegar. Eu mesmo teria de usar meus 5 litros na Strom e ainda rezar. Resolvemos ali que ele voltaria até a ruta 3 e eu tentaria visitar os pinguins. Nos encontraríamos novamente no próximo posto.


Entrei rípio adentro bem devagar, e depois de uns 2 kms me convenci de que isso não daria certo. O rípio estava realmente muito solto, com pedras grandes misturadas, e se eu caísse ali, o que não estava nem um pouco difícil, talvez não conseguiria levantar a moto sozinho. O Lucas tinha de estar junto, mas a autonomia da XT não permitiu. Dei meia volta e lá se foi meu passeio. Fiquei puto.

Voltei devagar pela estradinha, pensando em como esta viagem tão desejada estava se desenvolvendo, e não fiquei muito contente. Acho que não planejei tão bem quanto deveria, foi o que me veio na cabeça naquela hora. Mal sabia eu que ainda neste dia eu teria a constatação de que minha preparação feita às pressas para esta viagem me cobraria um preço alto.

Quando cheguei de volta à Ruta 3, que fica numa planície mais alta, o vento estava me esperando.

Um vento forte que soprava da direita para a esquerda e cheio de rajadas traiçoeiras que tentavam passar uma rasteira nas rodas da moto. Quem me visse balançando a moto daquele jeito acharia que eu estava completamente bêbado. A moto ia de um lado ao outro da pista e o esforço em mantê-la na pista correta, sem invadir a contra mão, era enorme. Mas aos poucos eu fui acostumando e balançava menos. Assim foi até chegar à estacion de serviços. Lucas também tinha acabado de chegar. Cheguei no cheiro. Dos 22 litros de capacidade do tanque, entraram 21,5! Mas ainda tinha o galão de reserva.

Depois de abastecermos encostamos as motos em frente à lojinha para comprar um Gatorade.

Na saída tinha um argentino chegando numa Falcon, o Pablo. Era um cara muito simpático, puxou conversa com a gente, mas eu ainda estava puto com o lance da pinguineira e não quis muita conversa. Quanta grosseria a minha. Depois fiquei até com vergonha.

O Lucas conversou com ele e disse que iríamos até Caleta Olivia. Então ele nos disse: no, ustedes tienen de ir a Comodoro Rivadávia!!! Está tiendo um encuentro de motos de los Choikes!!!

Fiquei meio sem entender nada, pois não tinha prestado muita atenção à conversa, mas o Lucas veio me explicar: naquele fim de semana haveria um Moto Encontro do Choikes MC na cidade de Comodoro Rivadávia e o Pablo estava nos convidando para participar. Como eu não estava num momento muito bom para fazer amigos, disse que seguiríamos com o planejado e o destino do dia seria Caleta Olívia.

Lucas percebeu que eu não estava legal e concordou comigo. Nos despedimos do Pablo e voltamos para a estrada.

O vento.

Agora o vento tinha despirocado de vez! Quanto mais a gente descia para o sul, piorava. Já tinha lido em vários relatos de quem foi a Ushuaia pela Ruta 3 que o vento castigava, mas não estava preparado para aquilo. Era um vento constante, que não dava trégua, e a cada 2 ou 3 segundos batia uma rajada que parecia ter o dobro da força e fazia com que a moto, que já estava andando inclinada a uns 20 graus, deitasse até quase raspar a pedaleira no chão! Era como se estivesse fazendo uma curva muito fechada em alta velocidade, só que tentando manter em linha reta. Muito doido. O esforço no pescoço (por causa do vento empurrando o capacete contra o rosto) e nos ombros e braços para tentar segurar no braço a moto na pista certa, era punk!

Passamos por uma região que tinha várias turbinas eólicas ao lado da estrada e pensei comigo: se este treco é movido a vento, está no lugar certo. Vá ventar assim lá na @#$%&...

Mas ainda iria piorar!

Em dado momento parei no acostamento para descansar um pouco os braços (faço isso a cada 1 hora para descansar a bunda também - faz parte do meu ritmo de viagem) e o Lucas veio falar comigo sobre o vento.

Estávamos assustados com a força daquele vento e também com o perigo daquela situação. Era muito tenso quando tentávamos ultrapassar algum caminhão ou veículo grande, porque o vento era bloqueado de repente, e se não levantássemos a moto muito rapidamente, iríamos parar em baixo das rodas traseiras. Às vezes o vento dava a volta por cima do veículo e vinha pelo outro lado, fazendo-nos inclinar para o lado contrário, e ao passar pelo veículo o vento vinha da direita com mais força ainda devido ao deslocamento de ar natural do veículo. Insano!!!

Numa dessas ultrapassagens o vento que peguei depois da ultrapassagem foi tão forte que me mandou quase para o limite do acostamento da pista contrária (que era de rípio fofo e ainda tinha um desnível para a pista) e eu não conseguia voltar, mesmo vendo que vinha um caminhão no sentido contrário. Quando iniciei a manobra de ultrapassagem vi que havia uma distancia enorme para executá-la, mas como não conseguia voltar para a minha pista o caminhão foi se aproximando, aproximando, e quando consegui arrastar no braço a moto de volta para a pista certa, já estava em cima. Não pude nem me dar ao luxo de ficar com tremedeira, tamanha a dificuldade em segurar a moto na pista.

Parados no acostamento, tínhamos de ficar em pé ao lado da moto para que ela não caísse, de tanto que balançava.

Numa dessas paradas vi que havia algo escorrendo pelas bengalas da Strom. Olhei mais de perto e era exatamente o que eu estava torcendo para não ser: óleo das bengalas, vazando absurdamente, dos dois retentores!

Não era um vazamentinho. Estava tudo babado de óleo. A impressão que deu era que todo o óleo tinha sido jogado pra fora. Não faço ideia de quando tinha começado aquele vazamento, mas certamente um retentor estourou e o esforço que eu estava fazendo com a moto andando inclinada numa espécie de contra-esterço para mantê-a em linha reta deve ter forçado as bengalas, e logo o outro retentor estourou também. Isso talvez até explicava um pouco por que eu estava tendo tanta dificuldade em segurar a danada no braço. Pensei comigo: agora fudeu!

O jeito era tentar chegar do jeito que desse à primeira cidade para ver o que faria da vida. E não é que a próxima cidade era Comodoro Rivadávia? Lá estaria havendo o encontro de motos!!!

Mas ainda faltavam uns 100 kms, que sinceramente, não sei como consegui chegar, naquelas condições. Não sei o que estava mais difícil de superar. Se era o vento, que só piorava à medida que íamos para o sul, se era aquela frente pulando feito cabrito pela falta do óleo que faz o serviço de amortecedor, a combinação dos dois deixando a pilotagem quase impossível, ou minha cabeça dando voltas pensando que talvez eu não encontrasse os retentores para trocar, e desta vez – ao contrário da viagem ao Atacama – eu não estava levando nenhuma peça de reposição, inclusive os malditos retentores! Que merda! Que vento! Que moto pesada! Que dor nos braços!


Seguimos a uns 80 km/h até chegar em Comodoro Rivadávia. Deus sabe como consegui chegar lá, pois ele ficou o tempo todo grudado em mim naquela garupa, me tranquilizando e protegendo. Só assim mesmo.

Chegamos e já fomos procurar hotel. Ou estava lotado, ou era muito caro, ou era péssimo. Resolvemos ir até o tal encontro dos Choikes MC, pois lá eu deveria encontrar motociclistas que conhecessem as lojas de repuestos para motos grandes, mecânicos, e talvez até ajuda para encontrar algum hotel, bom e barato.


O encontro dos Choikes

Rodamos um pouco até encontrar o lugar, que era meio afastado do centro da cidade, e quando entramos no lugar, que parecia ser um parque municipal, todos ficaram nos olhando e quando viam que as motos tinham placas do Brasil, ficavam impressionados e chamavam a atenção dos outros para a nossa chegada.


Pensei comigo: acho que vamos apanhar aqui! (brincadeira, pois já tive a oportunidade de vivenciar o respeito e a amizade que os argentinos tem pelos brasileiros, especialmente os motociclistas).

Assim que paramos as motos, lado a lado, bem no meio do agito do encontro, o Pablo, aquele cara da Falcon que veio falar com a gente no posto da ruta 3, veio nos receber e fez a maior festa.

Já começou a avisar pra todo mundo que éramos do Brasil, estávamos a caminho do Ushuaia, e que ele tinha nos convidado ao encontro. Virou uma festa, e em 5 minutos já estávamos até falando no microfone para todos os presentes, ao melhor estilo Porgunholês! Agora o encontro do Choikes MC era um evento internacional!!! Fomos cumprimentados e até abraçados pelos presentes. Quando dissemos então que tínhamos saído da Bahia para vir fazer moto-turismo no país deles, em especial o Ushuaia, quase fomos ovacionados.


Passado o frenesi inicial da nossa chegada, pedi ao Pablo me apresentar a algum mecânico que estivesse ali presente para eu expor minha situação. Ele estava bebendo uma mistura de Fernet (que é uma espécie de vermuth com teor alcoólico bem alto misturado com coca-cola) e insistiu para eu experimentar. Até que era gostoso. Ele disse que iria procurar um cara lá no bar, que estava instalado dentro de um salão (a única construção dentro daquele parque) e quando voltou me trouxe um copo de uns 700 ml daquele troço que ele estava tomando. Trouxe também o Daniel para me apresentar. Ele era mecânico nas horas vagas e foi altamente recomendado por todos com quem conversei a respeito do meu problema mecânico.

Depois de dar uma olhada nas “canelas” da V-Strom, o Daniel tinha uma notícia boa e uma ruim para me dar.

A boa é que eu não teria grande dificuldade para encontrar os tais retentores, desde que as lojas de repuestos estivessem abertas, o que me leva à notícia ruim.

A ruim é que aquele dia era um sábado, e já era tarde. Umas 21:00 talvez, e as lojas e mecânicas estavam todas fechadas. Domingo elas não abririam. Segunda elas também não abririam, visto que seria feriado (Dia da Virgem, Padroeira da Argentina, o mesmo de Nossa Sra. Aparecida no Brasil) e eu só conseguiria consertar a moto na terça feira.

Assim sendo, cheguei à brilhante conclusão de que só poderia seguir viagem na quarta-feira.

Fiquei em estado catatônico durante alguns minutos. Este atraso de 3 dias na programação, além do dia que eu já estava atrasado por causa da troca da corrente em Campaña, fariam com que toda a programação da viagem fosse para o espaço, pra não falar outra coisa.

Ainda ficamos lá no encontro durante mais uma hora e meia talvez. Foi o tempo que levei para conseguir tomar todo aquele Fernet com coca-cola, que não acabava nunca.

Estávamos extremamente cansados da viagem e da batalha árdua contra o vento. Ao menos o Fernet me fez não sentir mais dores no pescoço. Nem nos braços. Na verdade, não sentia mais nada, estava tudo anestesiado.

Seguimos algumas dicas que nos deram sobre hotéis e encontramos o Hotel Encina. O preço e o quarto eram medianos, mas a recepção e o restaurante eram legais. Resolvemos ficar lá mesmo. Estávamos cansados demais para tentar procurar outra coisa, e já era muito tarde.
Cada um pegou um quarto, mas tivemos uma rápida conversa antes de ir dormir.


Mudança de planos.

A espera de 3 dias para consertar a moto (talvez mais) faria com que eu tivesse de abortar a ida até Ushuaia, pelo motivo de que havia uma data certa para eu chegar à El Calafate encontrar com Andréa, que estava vindo de avião. Definitivamente, eu tinha de traçar um plano B.

Conversei com Lucas e de comum acordo resolvemos que ele tentaria seguir viagem solo, rumo à Ushuaia.
Não fazia sentido ele ficar lá parado sem fazer nada, só me esperando. Na verdade, antes de começar a viagem, eu já tinha combinado com ele que se algum de nós resolvesse mudar os planos durante a viagem, desde que não fosse devido a alguma emergência por motivo de doença ou acidente grave (que necessitasse da ajuda e apoio do parceiro) o outro seguiria conforme o planejamento da viagem.

E como o que é combinado não sai caro, decidimos nos separar a partir dali.

Hotel Encima – Médio – Valor da diária: $430 pesos
Gasto Combustível: $433 pesos

O vídeo você poderá assistir na próxima postagem....... aguardem!!!!

3 de abril de 2015

Bahia Blanca à Puerto Madryn





Dia 05/dez

Bahia Blanca - Puerto Madryn
693 KMs



Saímos do hotel por volta das 9h e fomos direto à oficina. Às 10h30m o óleo da XT já estava trocado, mas eu queria comprar uma coroa nova para a V-Strom, que eles não tinham, mas indicaram onde eu conseguiria comprar, num repuesto na saída da cidade. Coroa comprada, eram 11h e, finalmente, estávamos novamente na Ruta 3.

Neste trecho, a Ruta 3 segue sentido oeste para depois virar à esquerda e seguir por mais uns 3000kms para o sul.

Tivemos nosso primeiro contato com os ventos. A maior parte do tempo eram ventos de frente, fazendo com que a moto ficasse pesada, o consumo foi ao espaço. Às vezes, ele pegava a gente de lado, da esquerda para a direita, fazendo com que andássemos de lado. O problema eram as rajadas. Parecia que tinha alguém chutando as rodas da moto, como que tentando dar uma rasteira nela.

Depois que a estrada apontou para o sul, os ventos diminuíram, e pudemos impor um bom ritmo.

Agora a paisagem era de uma estepe com arbustos baixos, planícies sem fim, a se perder pelo horizonte.

Definitivamente, estávamos na Patagônia!


Na saída da Ruta 3, para acesso a Puerto Madrin, nosso destino do dia, havia uma espécie de mirante de onde podíamos ver toda a cidade e o oceano Atlântico à sua frente. Ficamos um tempo parados ali, tirando fotos e observando a proteção natural que os “cerros” davam à cidade contra os ventos patagônicos.



Encontramos um hotel muito bom a um preço justo. Havia vários restaurantes ao redor.


Depois de instalados, resolvemos dar uma volta de moto pela cidade.


Fomos seguindo pela orla, que era muito bonita e arrumada. A avenida da orla terminava num morro e tinha um monte de carros e motos subindo para lá. ‘Vamos ver o que tem lá, então’! Encontramos um mirante fantástico de onde podíamos ver toda a orla da cidade e o oceano à nossa frente, majestoso.


Uma escultura enorme de um índio observava o oceano, como que tentando ver o que havia depois dele. Chegamos exatamente no momento do pôr do sol. Como se ainda faltasse alguma coisa para aquela paisagem ser surreal, a lua acabava de nascer de dentro do mar e deixava nele um rastro de luz.

Nem vou tentar explicar a beleza daquele momento.

Vejam as imagens no filme!!!!!

Hoje a Quilmes book desceu bonita, 2 litros dela.

O fato de ter chegado ao destino do dia com tempo suficiente para dar uma volta pela cidade e ver aquele espetáculo da natureza me deixou extremamente feliz.

Mesmo tendo sido apenas uma horinha de city-tur, consegui, ao menos, dar uma olhadinha na cidade por onde estava passando nesta grande viagem, e não apenas ficar andando de moto, o tempo todo por dias e dias.

Apart Hotel Patagonia – Muito bom – Valor da diária: $300 pesos
Gasto Combustível: $545 pesos

Para conhecer mais:
http://madryn.travel/

Assista ao filme deste incrível dia de viagem....