Casal Aventura

Casal Aventura

29 de março de 2015

Cañuelas à Bahia Blanca



Dia 04/dez
Cañuelas - Bahia Blanca
650 KMs



Depois de eu consertar a corrente da minha moto e o Lucas ‘seu cano de descarga’, finalmente poderíamos colocar o pé, digo as rodas, na famosa Ruta 3 e começar a ter contato com as longas retas que nos aguardavam.





Este dia transcorreu tranquilo. Tempo bom e bastante calor. Até agora tinha sido uma boa ideia usar jaqueta e calça de cordura modelo verão, da Riffel. Ventila pra caramba. Vamos ver como será quando ficar frio, mais ao sul.




Apesar de rodarmos por uma única estrada o dia todo, na sua maior parte em retas sem fim, e com tempo bom, o dia não rendeu muito bem e chegamos à Bahia Blanca no início da noite.


Lucas estava preocupado com o consumo da XT, que era alto em velocidades superiores, e acabamos rodando devagar.

Resultado: chegamos tarde ao destino do dia e não tivemos tempo de conhecer a cidade, o que me deixou um pouco frustrado.  Além disso, ele precisava trocar o óleo do motor da moto agora.

Resolvi que necessitávamos lavar a roupa suja.

Foi então que perguntamos no hotel onde havia uma lavanderia de roupas e nos indicaram uma perto do hotel.  Era daquelas que você compra a ficha da máquina e enfia tudo lá dentro e espera o processo terminar. Depois enfia tudo na secadora e espera de novo. Enquanto eu bancava uma prendada dona de casa, ele saiu atrás de uma oficina para trocar o óleo da XT.

Uma hora e meia depois, ele retornou à lavanderia sem ter conseguido realizar a troca, pois a oficina havia fechado. Teria de fazer isso na manhã seguinte, o que geraria atraso no trajeto do dia seguinte.

Eu juro que não teria ficado chateado com isso, não fosse o fato de ter estado por 5 longas horas numa oficina um dia antes, trocando o óleo!

Hotel Patagonia Sur – Excelente – Valor da diária: $320 pesos
Gasto Combustível: $525 pesos

Assista ao vídeo do quarto e quinto dias de viagem...

28 de março de 2015

Zarate à Cañuelas


Dia 03/dez
Zarate - Cañuelas
142 KMs


Na manhã seguinte, após o “desayuno” que até que era legalzinho, saí perguntando no hotel se alguém conhecia alguma loja de peças e oficina que pudesse ter a corrente para minha moto.

Algum tempo se passou entre eu explicar a eles que precisava de uma loja de peças, que tivesse uma corrente, e eles entenderem que eu procurava um “repuesto” para adquirir uma nova “cadena” para la “mota”! 

Mas o que importa é que acabamos nos entendendo... hehehe

O dono do hotel apareceu e sugeriu que eu fosse falar com o Fábio, aquele que conheci ontem, pois ele tinha moto grande também, o que era raro lá na Argentina, e deveria conhecer algum repuesto.


Dando a volta no quarteirão encontramos a loja do Fábio e conversei com ele. Ele pegou o celular dele e começou a ligar pra tudo quanto era loja, digo, repuesto, atrás da minha “cadena”, visto que na Argentina, e em especial naquela região, as motos são todas abaixo de 300cc. e é muito difícil encontrar peças para motos acima disto.

Fábio fuçava na internet e ligava pelo celular. Fez isso por uma hora, talvez. Insistiu tanto que acabou encontrando uma loja na cidade vizinha, Campaña, que tinha uma corrente que servia.  Encontrou no Google Maps o caminho que deveríamos fazer para encontrar a loja, me ajudou a programar o GPS e não poupou esforços para me ajudar.

 

Se fosse aqui no Brasil, dificilmente alguém se dedicaria tanto a ajudar alguém que acabou de conhecer. Eu já tinha tido contato com essa solidariedade argentina na minha outra viagem, em 2010, quando atravessei o norte da Argentina para chegar a San Pedro de Atacama, no Chile, e pude ver, por mim mesmo, que os brasileiros são muito injustos quando falam mal de argentinos. Eles estão anos luz à nossa frente em relação à educação, solidariedade e bons modos. Você percebe isso até na limpeza das ruas, no respeito às leis de trânsito, em praticamente tudo. Temos muito a aprender com nossos hermanos...


Depois das fotos tiradas em frente ao seu comércio, seguimos viagem curta, de uns 60kms, até chegarmos em Campaña, uma cidade pequena, menor até que Zárate, mas, mesmo assim, conseguimos nos perder por meia hora, aproximadamente, até encontrar a loja de repuestos.



Chegamos lá quando eles estavam fechando para o almoço e só voltariam a trabalhar às 15h, por causa da siesta. Ficamos horas parados lá e aproveitamos para almoçar. Costume local, temos de respeitar.



Finalmente troquei a porcaria daquela corrente que já vinha me dando trabalho há tempos por uma nova. Aproveitei e troquei óleo e filtro do motor. Sugeri ao Lucas que ele fizesse isso também, mas ele disse que ainda iria esperar mais 1000 kms para trocar o óleo.


Um dia depois eu aprenderia mais uma lição nessa viagem: Já que uma moto está parada, fazendo manutenção, façam a manutenção das outras também. Isso economiza tempo e não causa desentendimentos...

Finalmente conseguimos por o pé na estrada, mas já eram umas 17h e o dia já estava comprometido.


Conseguimos rodar apenas uns 80 kms e paramos em Cañuelas, pois já era tarde e Lucas estava com um desarranjo intestinal daqueles.

Melhor não arriscar, pois poderia dar merda... literalmente! Kkk.


Hotel Libertá – Muito bom - $ 560 pesos
Gasto Combustível: $100 pesos

As imagens você poderá assistir na próxima postagem... aguarde!!!!

25 de março de 2015

São Borja -RS à Zárate - AR

Dia 02/dez
São Borja -RS - Zárate - AR
686 KMs

Dia confuso. Assim eu posso resumir bem o que foi o terceiro dia desta viagem.

Depois de um ótimo café da manhã no hotel (coisa de que sentiríamos falta daqui por diante na Argentina), saímos já com chuva de São Borja, procurando um posto de abastecimento.

Ontem, chegamos tão cansados, molhados, sujos e querendo logo um bom banho que nem nos preocupamos em abastecer as motos.

Lucas ainda estava bastante aborrecido com o roubo do celular dele.

Saímos da pequena São Borja sem avistar nenhum posto de gasolina. Pensei com meus botões: ‘na estrada deve ter algum, provavelmente logo no trevo de entrada/saída da cidade’. Estava errado...

Depois de rodar 80 kms, sem ver absolutamente nada além de floresta e mato, a XT parou: pane seca!


Vale a pena citar aqui que, até então, este burrão que vos escreve não sabia que era possível pesquisar os postos de combustível no GPS! “Pontos de interesse: o que é isso???”... Como pode, né?!?...


Ah, vale a pena citar também que Lucas, já sabendo que a autonomia da XT é quase a metade da V-Strom, estava levando consigo um tanque reserva de 10 litros. Pena que ainda estava vazio...

E foi assim que os dois abestalhados resolveram fazer o óbvio: Lucas ficar lá na estrada parado, debaixo de garoa, enquanto eu ia seguir adiante à procura do líquido precioso.

17 quilômetros depois, eu encontrei um posto de gasolina e lá comprei um galão extra de 5 litros para minha própria reserva de segurança.

Entre parar sem gasolina na estrada e continuar a viagem, já com as duas motos e seus respectivos galões abastecidos no posto, se passaram 1h30m, de atraso.

Chegamos à aduana ao meio dia. Estacionamos as motos próximas da fila de imigração e lá vamos nós com os documentos em mãos. Entre aduana e imigração não se passaram mais de 15 minutos. Sensacional!

Quando fomos pegar as motos no estacionamento, um cara, dentro de um Renault ‘véio’ pra cacete, me chamou pra perto da janela do carro e perguntou se eu queria “cambiar” reais por pesos. Fiquei desconfiado e disse para ele que não precisaria.


Na verdade iríamos trocar uma boa quantia de reais por pesos, pois o peso argentino, desvalorizado como está, é propício para este tipo de troca para quem vem com reais. Dessa forma, pagando tudo em “efetivo” (como eles chamam pagamento em dinheiro), a viagem sairia uns 30% mais barata para nós.


Saímos da aduana, abastecemos e tomamos um lanche rápido no posto Esso que fica em frente e seguimos para dentro da cidade de Paso de Los Libres, procurando um tal “container” que servia de escritório de um cara que troca dinheiro – indicação de um caminhoneiro que conheci ainda na Bahia e que sempre faz frete para a Argentina passando por aquela fronteira de Uruguaiana.

Não encontrei o tal trailer no local indicado, mas tinha um monte de caras fazendo sinal para parar para fazer cambio de dinheiro. No meio deles, o cara do estacionamento, aquele do Renaut ‘véio’.  Resolvi parar e falar direito com ele. O cara trabalha nisso, troca dinheiro na fronteira.

Estávamos há não mais de uns 500 metros da aduana, que era cheia de policiais e gente do exército, e tinha um monte de caras fazendo isso. Depois de negociarmos um pouquinho, a cotação ficou em 1 real X 4,50 pesos. No câmbio oficial seria 1 X 3,20 aproximadamente.

Foi no mínimo estranho a gente contando aquele monte de dinheiro no meio de uma rua horrorosa, num lugar que parecia uma favela. Saímos de lá com um verdadeiro tijolo, feito de notas de 100 pesos argentinos, cada um.

Voltamos para a aduana para usarmos o banheiro (que era arrumado e relativamente limpo) apenas para dividir a pacoteira de dinheiro em várias partes e espalhar cada uma delas por vários lugares diferentes.

E, desse jeito, com dinheiro em tudo que era espaço, seguimos viagem até Zárate, arredores de Buenos Aires, chegando lá já à noite. Arrumamos um bom hotel com um preço razoável, mas pareceu ser o melhor hotel da cidade, que é pequena, mas muito agitada e arrumada.

Em frente ao hotel, enquanto Lucas foi na recepção negociar o pernoite, um argentino veio puxar conversa comigo, o Fábio. Disse que tinha uma Versis 650 e também adorava viajar de moto. Sonhava em ir conhecer Bonito, no Mato Grosso do Sul. Ele perguntou bastante sobre a nossa viagem e ficou surpreso quando disse a ele que iríamos ao Ushuaia. Detalhe: ele nunca foi ao Ushuaia.  Mas queria ir à Bonito. Realmente a grama do vizinho sempre é mais verde... rsrs

Ele é proprietário de um chaveiro e casa de ferragens naquela mesma quadra do hotel. Enquanto eu estava lá fora, cuidando das motos e conversando com o meu novo amigo Fábio, o Lucas voltou e disse que poderíamos ficar lá em dois quartos single (eu não dividia mais quarto com ele por causa do ronco Caterpillar dele), mas que o preço era um pouco salgado para nós. Foi aí que o Fábio disse que o dono do hotel era amigo dele e foi lá conversar com o cara. Voltou depois de meio minuto e disse que conseguiu um bom desconto pra gente.

Acabou ficando bem mais barato do que seria. Uns 30% menos. Valeu Fabio!!! Kkk   Motos abastecidas e guardadas nas “cocheras”, um bom banho e fomos comer algo.


Depois de uma pizza deliciosa e uma ou duas garrafas de 1 ltr de Quilmes bem geladas, na mesa da calçada de uma lanchonete, ao lado do hotel, fomos dormir.


Na manhã do dia seguinte eu teria de achar um lugar para mexer naquela maldita corrente remendada que não parava de estralar e me preocupar.



Hotel Zárate Palace – Muito bom – Valor da diária: $300 pesos

Gasto Combustível: $554 pesos


Você pode assistir ao vídeo do segundo e do terceiro dia....

Concórdia - SC à São Borja - RS


Dia 01/dez
Concórdia - SC - São Borja - RS
565 KMs




Hoje o dia amanheceu bastante nublado, mas com temperatura amena, bom para andar de moto.

Antes de partirmos para a estrada eu fui até uma mecânica de motos para dar uma olhada na corrente e nada foi encontrado de errado. Depois de uma boa engraxada, ela parou de fazer o barulho.

Botamos o pé na estrada com esperança de conseguir chegar a Uruguaiana para pernoitar lá e fazer os trâmites de aduana e imigração logo cedo no dia seguinte, mas o dia não rendeu bem.




A combinação de chuva (durante quase todo o percurso), pista simples (sem duplicação) e o grande fluxo de caminhões fez com que o dia não rendesse o que esperávamos, de forma que não conseguimos chegar a Uruguaiana.

Paramos para pernoitar em São Borja, cidade pequena, porém pareceu arrumadinha.

Achamos um hotel bom com um preço mais ou menos. Porém logo na chegada tivemos um problema sério. Enquanto tirávamos as coisas das motos e colocávamos no sofá da recepção, para poder levar tudo para os quartos, o telefone celular do Lucas (que também servia de câmera fotográfica, GPS e meio de comunicação com a família) desapareceu. Procura daqui, procura dali, e nada. Deve ter sido roubado por alguém que estava passando pelo saguão de entrada naquele momento em que estávamos distraídos pegando as coisas nas motos. Lucas ficou muito chateado, e com razão. Fazer o quê? Bola pra frente...

Depois do merecido banho quente, desci e tomei um sopão servido no próprio hotel. Lucas estava tão puto que nem jantou.

Hotel Obino – Muito bom – Valor da diária: R$ 124,00
Gasto Combustível: R$ 100,00

Foram poucas imagens...que você poderá ver na próxima postagem, junto com o terceiro dia!!!!

24 de março de 2015

São Paulo - SP à Concórdia - SC



Dia 30/nov
São Paulo - SP – Concórdia - SC
860 KMs





Jorge e Lucas saíram de São Paulo por volta das seis e meia da manhã, começava a nova aventura!!!!!



A ideia, nesta primeira etapa, era parar em Porto União, mas como chegaram cedo, pois o ritmo de viagem foi bom, resolveram esticar mais um pouco e chegaram até Concórdia, em Santa Catarina.




Quem vai contar esta nova aventura pra vocês, a partir de agora, é Jorge.





Dia perfeito para viagem de moto. Clima agradável, céu com nuvens que amenizam o sol, mas com muita claridade e sem chuvas. Perfeito. Junte isso às boas estradas do sudeste brasileiro e, como resultado, andamos mais de 850 kms numa boa. Logo na entrada da cidade de Concórdia encontramos um apart hotel arrumado e com bom preço.

Durante o trajeto percebi que a corrente da moto dava uns estalos quando reiniciava a andar, depois de alguma parada. Parecia ter um elo engripado. Este problema na corrente já existia antes do início da viagem e a opção do mecânico foi de troca do pinhão e troca de “alguns gomos” da corrente, tentando aproveitar a corrente que ainda era relativamente nova.

Hotel Zanardi – Bom – Valor da diária: R$ 135,00

Gasto Combustível: R$ 150,00

Assista ao vídeo do primeiro dia de viagem!!!!!!!!!!!!!


Antes de começar a aventurar-se

Antes de começar a aventurar-se

Como já foi dito antes, preparar-se para uma viagem longa é essencial se você quer realizar uma viagem tranquila e se o seu objetivo é realizar um sonho, evitando, ao máximo, sustos e preocupações, aproveitando cada momento apenas para curtir o passeio.

Já é sabido que viagens de moto podem ser realizadas de várias formas, com vários modelos de motos e com uma infinidade de diferenças, diferenças de tempo, de grana, de objetivo, de desgaste físico e mental, de lugares para conhecer, de coisas a fazer, etc. etc. Jorge e Andréa optaram por viajar de forma mais tranquila, menos exaustiva e desgastante, para isso, investem tempo pra se organizar e guardam uma grana, que gastam com roupas, hospedagens legais, alimentação e bebericação, pois o objetivo é se divertir, é curtir as férias anuais, sem passar “perrengues” pelo caminho.

Preparação para colocar as rodas na estrada...

Documentação

Esta parte é muito importante quando se pretende viajar para fora do país. Fazer um seguro que cubra a América Latina é algo que dá certa tranquilidade, pois caso a moto quebre ou ocorra algum acidente, sabemos que tanto moto quanto os viajantes chegarão ao Brasil, por via área ou terrestre, a depender do tipo de seguro e da distância da ocorrência.

Para circular na Argentina é preciso ter a Carta Verde, um seguro obrigatório exigido por lá. Normalmente as empresas de seguros resolvem isso com facilidade e por um preço justo.

Como Jorge iria passar pelo Chile (mesmo que só por um pedacinho dele), verificamos que o país tem nova exigência, uma tal de SOAPEX (Seguro Obligatorio de Accidente Personales para vehiculos motorizados con matricula extranjera, que pode ser adquirido no site https://www.magallanes.cl/venta/Index.aspx, de forma tranquila e segura. O pagamento pode ser feito com cartão de crédito e assim que contabilizado, o site libera a emissão do documento.


Revisão da moto

Toda viagem requer uma boa revisão do meio de locomoção que irá te carregar por quilômetros e quilômetros. Não economize e nem se deixe enganar pela economia do seu mecânico (mais adiante vocês entenderão por que).

Vocês verão que esta viagem teve alguns percalços por conta de uma “economia burra” do mecânico, que não trocou peças solicitadas por Jorge, acreditando estarem em perfeito estado. Peças que quebraram ao longo do caminho e acabaram atrapalhando um pouco a viagem.

Mas não podemos, de forma alguma, reclamar da Strom, temos que lembrar que esta é sua quarta longa aventura, terceira para fora do país e ela tem aguentado bem o tranco, pois em nenhuma outra viagem ela apresentou problemas mecânicos, e olhe que o peso que ela carrega é “bravo”, juntando os viajantes e as malas, deve suportar mais de 200 quilos. Realmente esta moto é valente!!!!




Equipamentos eletrônicos

Testar a máquina fotográfica, gravador, GoPro, GPS, também faz parte da preparação, afinal você não quer perder imagens inesquecíveis.

O GPS usado foi o Garmin velho de guerra e ele não decepcionou. Os mapas feitos no MapSource ficam excelentes e desta vez deram bem menos problema que na viagem do Uruguai.

Jorge pensou em gravar em voz, alguns momentos da viagem, vocês verão nos vídeos que no início ele fez isso, mas com os dias, desistiu da ideia, ideia que será retomada na próxima aventura.

A GoPro tem um cartão de memória de 8G, percebemos que o ideal é, no mínimo, o dobro, pois para fazer boas imagens é preciso qualidade melhor e isto acaba usando mais a memória. Mas aviso: se puder comprar uma câmera com comandos menos manuais, mais “tecnos”, vale a pena investir nisso.


Arrumação das malas

Esta viagem foi atípica, pois cada um viajaria em um momento diferente, mas a bagagem já teria que estar pronta desde o início da viagem. Organizaram de forma que toda roupa necessária para a viagem fossem nas malas traseira e lateral e que Andréa levasse somente seu capacete e sua roupa de motociclista, ou melhor, de garupeira.

Como em viagens anteriores, pediram socorro aos bons sacos a vácuo. Desta vez, compraram sacos menores, sacos de tamanho médio e sem válvula (o ar é retirado se enrolando o saco), o que facilita bem a retirada do ar. Estes sacos ajudam a carregar mais roupas, principalmente as de inverno, que nesta aventura teriam que ser em maior quantidade, pois já sabiam que pegariam temperaturas bem baixas.

Aliás, vale a pena investir em poucas, mas boas, roupas de frio. Comprar segunda pele de qualidade pode ser uma boa saída. Desta vez, o casal também levou roupas 'fleece' que aquecem e diminuem a entrada de vento.

Os viajantes de moto sabem, mas a maioria das pessoas não faz ideia, do quanto é possível colocar dentro destas malas!!!!! Mas é sempre bom repetir: viajar de moto é uma grande forma de treinar o desprendimento material rsrsrsrsrsr

“Percebemos que podemos viver bem e com muito pouco e que não é preciso comprar “lembrancinhas” para levar um lugar contigo. As imagens que ficam em sua mente (e em sua máquina fotográfica), além do que vivenciam em cada momento da viagem, é que te fará lembrar pra sempre de onde esteve” - Andréa


Parceria

Jorge iniciaria a viagem sozinho, até que poucas semanas antes da viagem,  Lucas, um colega de trabalho, se animou em acompanha-lo. Ele iria de moto até São Paulo, onde encontraria Jorge, um dia antes do início da aventura. Tudo combinado e acertado. Porém, nunca terem viajado juntos e não conhecerem o ritmo de viagem um do outro trouxe algumas dificuldades.

Jorge teve que parar por 3 dias por causa de um defeito na moto e de comum acordo decidiram que Lucas continuaria solo. Dali em diante cada um seguiria seu próprio roteiro, em seu próprio ritmo.