Casal Aventura

Casal Aventura

31 de janeiro de 2013

Vida de turista

2º. Dia – 16.12.2012
Arraial d´Ajuda



"Estando dois padres em Arraial d´Ajuda, fundando uma Casa e não tendo água que fosse boa para beber, desejando ali uma fonte, quis Deus que neste caminho caiu um monte e com o abrir da terra se abriu a mais formosa fonte que agora há naquela terra. E porque a casa que fundavam é de invocação de Nossa Senhora d´Ajuda, se chama a fonte da mesma Senhora". 
José de Anchieta


Esta é uma das versões oficiais para o nascimento deste vilarejo Arraial de Nossa Senhora d´Ajuda, em 1549, com o início da construção da Igreja dedicada a Nossa Senhora d´Ajuda, marco mais antigo da história da vila. Muitas são as histórias de milagres atribuídas à Fonte de Nossa Sra, o que passou a atrair muita gente, fazendo que com os jesuítas abrissem suas portas para alojar os romeiros. Juntou-se a eles, no final da década de 70, os hippies (que estavam a caminho de Arembepe – Litoral Norte de Salvador) e os europeus, que foram chegando e formando esta mistura característica do lugar até os dias atuais.


A aldeia foi batizada com esse nome em homenagem a Tomé de Sousa e aos primeiros jesuítas que chegaram ao local por volta de 1549, com suas três naus: Conceição (nome da Igreja da Conceição da Praia em Salvador, padroeira da cidade), Salvador (nome dado à primeira cidade) e Ajuda, a padroeira do vilarejo. Com a legalização do Distrito, o nome definitivo ficou Arraial d´Ajuda.


Arraial está no topo das falésias coloridas, rodeada pela Mata Atlântica e pelos 28 km de belas praias de águas mornas e tons de verde e azul. Arraial tem a mesma latitude de outros lugares místicos espalhados pelo mundo, como Bali, na Indonésia, o que atraem esotéricos e aventureiros.


Depoimento Andréa: “Assim como na Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador, as grades que enfeitam a volta da Igreja de Nossa Senhora d´Ajuda ficam repletas de fitinhas. Diz a lenda que você, ao amarrar a fita, pode fazer um pedido. Eu acredito!!! Em minha primeira visita à Arraial pedi para ser feliz na Bahia, e eis que ele tem se realizado! Atrás da igreja é possível ver uma das mais belas paisagens de Arraial, que dispensa comentários. Parece que a Igreja está a abençoar aquela terra fantástica e tão bela.”



No meio de sua praça principal vemos o antigo cemitério de Porto Seguro, agora desativado, embora pessoas tenham sido enterrados ali, mais uma interessante peculiaridade de Arraial.






Rua Mucugê, principal rua do vilarejo, já foi uma estrada que levava ao rio Mucugê. Atualmente é onde se concentram as lojas, bares, restaurantes e pousadas da região. Ao final da rua o viajante tem acesso às praias de Mucugê e de Pitinga.

No primeiro dia como “turistas”, os viajantes acordaram cedo e decidiram ir para a praia, entre as inúmeras opções de belas praias de Arraial e Trancoso, sua vizinha, escolheram ficar na praia principal de Arraial, Praia de Mucugê. Uma praia agitada na alta temporada, local de festas e baladas, mas que nesta época do ano, mesmo cheia, ainda tem certa tranquilidade.

Mucugê é um nome dado a uma árvore indígena, quando os índios desciam em direção à praia, passavam debaixo destas árvores, hoje extintas. A praia é em forma de meia lua e é a mais próxima ao povoado. As ondas são fracas, pois se quebram nos inúmeros recifes próximos da costa, o que lhe confere muitas piscinas naturais e um mar calmo, ótimo pra banho.


Escolheram a barraca Arapati, boa comida e ótimo atendimento, mas os preços não são muito atrativos, depois descobriram que era a barraca mais cara da praia, mas algumas regalias compensam.

Quando a maré está muito baixa as piscinas ficam rasas e é possível deitar no mar e curtir a vista belíssima dos recifes que se mostram sobre as águas.




Passando o dia na praia é possível acompanhar a entrada e a saída da maré e as mudanças de um visual encantador.





Na Rua Mucugê, é possível se misturar aos moradores, índios, hippies, e turistas nacionais e estrangeiros, em uma mistura de sons e tons. Mucugê é chamada de “esquina ou o cantinho do mundo” em virtude de receber pessoas de todos os cantos do planeta. Nesta rua é possível comer de cachorro-quente e espetinho, na praça, ao mais sofisticado prato feito por chef´s de todas as partes do mundo. A diversidade gastronômica é um dos seus pontos fortes e a beleza e o cuidado na decoração de seus bares, restaurantes, lojas, encantam e a fazem, ainda mais charmosa.


Os “turistas” comeram no Restaurante Pizzaria do Binho, um rodízio de pizzas diferente, você escolhe o sabor das pizzas que deseja comer no rodízio. Esta moda podia pegar pelas bandas de Lauro de Freitas. Um senhor muito simpático, que não se sabe se é o Binho, fica na porta convidando os clientes para comer a “melhor pizza de Arraial”.







Depois de jantar, decidiram passear um pouco e descobriram a loja Teima Kasih (http://www.terimakasih.com.br/), que significa “muito obrigado”, em indonesiano. A loja é um passeio à parte. Traz belezas inacreditáveis em arte, artesanato, vestuário, entre tantas coisas, de Bali, na Indonésia.




A loja em si já é um espetáculo, com uma riqueza de detalhes que valem a pena. Um olhar mais atento vai se deparar com objetos belíssimos e encantadores. O preço é sedutor, pois não é tão caro quanto parece ao se olhar para a loja, ainda bem que os viajantes andam de moto. Enfim, um ponto turístico que vale a pena ser conferido!!!



Foram também ao Projeto Coral Vivo (http://coralvivo.org.br/), onde é possível ver diversas espécies de corais de diversos tamanhos e formas. Um visual diferente e incrível do fundo do mar! Em Arraial fica a primeira base do projeto, que está localizada no Parque Marinho do Recife de Fora (destino de alguns passeios de barco).


O Projeto Coral Vivo iniciou suas atividades em 2003, trabalhando com pesquisa e educação para a conservação e uso sustentável dos ambientes recifais e das comunidades coralíneas brasileiras, atuando de forma integrada, multidisciplinar e multi-institucional. Tem foco em três vertentes: geração de conhecimento (pesquisa); ensino e educação ambiental; e sensibilização e mobilização da sociedade. Em 2006, o projeto integrou-se à Associação Amigos do Museu Nacional (Samn), organização não governamental sem fins lucrativos, localizada no Rio de Janeiro, fundada em 1937 e detentora de título de utilidade pública estadual desde 1966. O projeto possui unidades de conservação que reúnem uma das maiores biodiversidades de ambientes coralíneos do Brasil.


Depois de tanta beleza, só restou aos viajantes descansar e pensar nos passeios do dia seguinte.

Para saber mais:


Mais imagens pra você se divertir!!

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