Casal Aventura

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23 de outubro de 2012

Cachoeira do Buracão: momento mágico!



2º. Dia – 08.09.2012

Cachoeira do Buracão

Os aventureiros tinham programado realizar uma trilha rumo à Cachoeira do Buracão, uma das principais atrações da Chapada Diamantina, mas infelizmente somente Jorge e Andréa puderam cumprir com o planejado, pois Catarina não passou bem de saúde e, junto com Motta, decidiu ficar por perto da cidade. No entanto, Motta, como bom motociclista que é, acompanhou o casal até a cidade vizinha, Ibicoara, que fica cerca de 90 km de Mucugê e de onde os turistas saem em direção à estrada de terra que leva à cachoeira.

Ibicoara é uma cidade da região conhecida pelas suas plantações de café e fábricas de cachaça. Duas iguarias apreciadas e exportadas para o mundo. Ibicoara é um vocábulo tupi que significa “buraco na terra”. A cidade surgiu no início do século XIX com a chegada de alguns garimpeiros. O povoado de São Bento, nome inicial, passou a ser ponto de descanso de tropeiros e garimpeiros que viajavam pela estrada de Mucugê para Andaraí. Surgem, então, a cultura do café e a criação do gado. O povoado passa a se chamar Igarassu, e na década de 1940, passa a distrito, com o nome de Ibicoara, sendo emancipado de Mucugê em 1962.

Ao entrar na cidade, os visitantes já se deparam com a Associação de Condutores de Visitantes de Ibicoara (ACVIB – (77)3413-2048), onde guias da região estão autorizados a levar os visitantes para conhecer as cachoeiras e trilhas da região.

A trilha para a Cachoeira do Buracão tem 3km, fica a trinta quilômetros do centro da cidade, e é considerada nível leve, por ser praticamente plana, mas surpreende ao apresentar duas escadas de madeira, que possibilitam descer pelos paredões do cânion que a envolve. Durante a caminhada é possível ver as belas paisagens de outras pequenas quedas d´água, dos Rios Manso e Espalhado, formados por pequenos poços deliciosos pra banho e pelo Rio Buracãozinho, que forma uma piscina em meio a um cânion, além das belíssimas cachoeiras das Orquídeas e do Recanto Verde, que faz o viajante maravilhar-se com sua beleza e com mistura perfeita de pedras, vegetação rasteira, árvores gigantescas e as águas cristalinas que caem dos paredões e que são coloridas pelo brilho do sol.



Seu final, com certeza, é a parte mais difícil, pois para chegar à cachoeira, o visitante tem que atravessar um cânion de dez metros de largura, 90 de altura e mais de 100 metros de comprimento, e para isso tem apenas duas opções: colocar o colete salva-vidas e nadar contra a correnteza pelo rio de água gelada ou escalar os paredões de cânion, subindo e descendo agarrado às pedras do caminho. 









Mas a visão depois dos obstáculos é inacreditável, uma queda d´água de 90 metros de altura, que deixa pra trás todas as dificuldades vividas até ali. Para os mais corajosos e “atléticos” é possível nadar até a cachoeira, ficando abaixo de sua queda. Para os que preferem apenas admirá-la, sentar em sua frente e sentir sua força, já é suficiente para não esquecê-la jamais.








Na volta é possível parar em dois mirantes naturais que possibilitam ver a queda e o “buracão” de cima, outro ponto emocionante do passeio e que deixam ainda mais deslumbrados os que a viram tão de perto. Toda a caminhada e o cansaço parecem desaparecer diante da imagem da água caindo por aquele paredão. Mas é preciso coragem para se deitar na beira do penhasco, só assim o aventureiro consegue a melhor imagem da Cachoeira do Buracão.
No caminho de volta também é possível parar para apreciar a Cachoeira do Buracãozinho, e tomar banho nas piscinas naturais formadas pelas pedras.

















Depoimento Jorge: “Ir para a chapada Diamantina, especialmente para Mucugê e não visitar a Cachoeira do Buracão é como ir a Roma e não ver o Papa... rs. Apesar de a trilha ser considerada leve, é necessário estar em boa forma física para conseguir escalar a descida (e consequentemente a subida na volta) sem colocar literalmente os bofes pra fora. Mas garanto que nadar na piscina natural formada pela queda d’agua desta enorme cachoeira e ficar admirando-a durante algum tempo é algo que renova as energias e recarrega as baterias por um bom tempo. Sem dúvida nenhuma, vale a pena todo o sacrifício”.


Depoimento Andréa: “Realizamos esta trilha pela segunda vez, mas a emoção e a tensão de percorrê-la, e se deparar com suas maravilhosas paisagens, é algo que podemos fazer um milhão de vezes e teremos novas sensações diante beleza da natureza que se impõe. Chegar à cachoeira é uma aventura única (mesmo que feita por mais de uma vez) e o impacto de ver aquela gigantesca queda d´água é algo que emociona e nos permite estar mais próximo das energias do Universo”.



Acompanhe mais desta aventura!!!


Para saber mais:

Um comentário:

  1. Rapaz .. passeando pela internet, olha quem eu acho.. Jorge e Andréa. Foram então pro Atacama, muito bom! Lembram de nós? Daniel e Flávia. Fomos os seus vizinhos cariocas aí no condomínio. Como vão as coisas em Lauro de Freitas?

    Também fizemos um "pequeno passeio" na terra dos hermanos. Dá uma olhada..

    http://doisemduasrodas.blogspot.com.br/

    Grande abraço!
    Daniel

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