Casal Aventura

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11 de outubro de 2012

A caminho da Chapada Diamantina - BA


1º. Dia – 07.09.2012

Lauro de Freitas – Mucugê

O dia ainda não tinha acordado quando os motociclistas saíram em direção a mais uma aventura. Agora na companhia especial de Motta e Catarina, vizinhos e amigos de motociclismo.






As estradas até Mucugê já são velhas conhecidas dos viajantes. A diferença estava no meio de locomoção: a moto!

Decidiram sair cedo tentando evitar o trânsito que se forma nestes feriados rumo ao interior do Estado da Bahia. Diante da fila que se formava no pedágio, paulistanos que são, Andréa e Jorge brincaram sobre terem descoberto a verdadeira diferença entre paulistas e baianos: os primeiros pegam longos congestionamentos para chegar à praia; os segundos pegam este mesmo congestionamento para fugir dela. Algo em comum: todos estão em busca de novas emoções!!!


A primeira parada foi para o Café da Manhã. Afinal, o caminho era longo e não basta abastecer somente as motocas.









Durante a viagem puderam ver de perto os estragos causados pela seca do Nordeste e os mistérios que não se explicam com a razão: mesmo em meio ao solo árido, o verde se impõe e brota do solo seco.


Uma parada imperdível para quem viaja em direção à Chapada Diamantina é o Posto de Santa Helena em Itaberaba (www.postosantahelena.com.br). Local agradável e limpo, bom para um bom descanso e com excelentes opções de alimentação. Este posto se destaca em meio a tantos outros das estradas baianas que não apresentam qualquer estrutura para os viajantes. Vale conhecer!



Por volta das 12h30m entraram no Parque Nacional da Chapada Diamantina.





A primeira parada na região foi para experimentar a famosa esfiha de Palma, vegetação típica da região que serve de base para diversos pratos.

A Chapada Diamantina é uma região de serra, situada no Estado da Bahia e constitui, com outras serras, o Maciço do Espinhaço (Serra do Espinhaço), que se estende até Belo Horizonte – MG. Suas altitudes variam entre 800 a 1.700m. Nesta região nascem os rios das bacias do Rio de Contas, do Paraguaçu, do Jacuípe e de afluentes do Rio São Francisco. Essas correntes brotam nos cumes e deslizam pelo relevo, criando belíssimas cachoeiras e piscinas naturais.

 A Chapada Diamantina nem sempre foi uma cadeia de serras. Há cerca de um bilhão e setecentos milhões de anos, iniciou-se a formação da bacia sedimentar do Espinhaço, a partir de uma série de extensas depressões que foram preenchidas com materiais expelidos por vulcões, areia soprada pelo vento e cascalhos que caíam de suas bordas. Estes sedimentos, sob a influência de rios, depositaram-se na região em forma de bacia. Posteriormente, aconteceu o soerguimento, fenômeno que eleva as camadas de sedimentos acima do nível do mar, pressionada pela força epirogenética, erguendo-se ao longo dos milhões de anos. As inúmeras camadas, hoje expostas por toda Chapada Diamantina, representam os depósitos sedimentares primitivos e são produtos das atividades dos agentes climáticos ao longo do tempo geológico. As ruas e calçadas, características das cidades desta região, com suas lajes de superfícies onduladas, revelam a ação dos ventos e das águas que passaram sobre este solo. Os maciços de quartzito resistiram à erosão iniciada no Pré- Cambriano formando torres minerais ou morros. Os índios Maracás e Cariris dominaram a região antes da chegada dos primeiros bandeirantes por volta de 1750.


Os primeiros garimpos se instalaram por volta de 1844, ocasião em que foram descobertos os primeiros valiosos diamantes nos veios do Riacho Mucugê. Os garimpeiros, compradores, vinham de Minas Gerais e de outros centros de mineração de ouro e diamante. Os caminhos criados pelos garimpeiros hoje levam a belas cachoeiras, poços, praias fluviais, grutas, sítios históricos, que garantem ao local uma excelente atividade eco turística. As cidades que rodeiam o Parque Nacional abundam em prédios de arquitetura colonial, lembranças vivas da riqueza do ciclo do diamante que fez do Brasil o primeiro produtor mundial no início do século XX.

O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em setembro de 1985, através do Decreto n.º 91.655, com o objetivo de proteger amostras dos ecossistemas da Serra do Sincorá, assegurando a preservação de seus recursos naturais, além de proporcionar oportunidades controladas para uso público na educação, na pesquisa científica e, sobretudo, contribuindo para a preservação de sítios e estruturas de interesse histórico-cultural existentes naquela região. Porém, o grande objetivo da manutenção desta área está na conservação das suas nascentes, com destaque para o principal rio baiano, o Paraguaçu, responsável pelo abastecimento de 60% da população da capital baiana. Além de resguardar um banco genético importantíssimo para a pesquisa científica e conservação da biodiversidade. A cada ano, pelo menos quatro ou cinco novas espécies de plantas endêmicas e três espécies de animais são descobertas na região.

Situado numa área de, aproximadamente, 152.000 hectares, o Parque Nacional compreende os municípios de Lençóis, Andaraí, Palmeiras, Mucugê, uma faixa estreita de Ibicoara, além da proximidade das localidades de Igatu, Guiné, Caeté-Açu, Rio Grande, Lavrinha, Tijuca, Estiva Nova, Tapiacanga, Capão, Conceição dos Gatos, Barriguda, Pau-Ferro e outros. As bromélias e orquídeas encontraram ai um ambiente privilegiado, adaptando-se as diferenças de clima, altitude e solo. As serras que culminam a 1700 metros no Esbarrancado oferecem sustento a Jaguatiricas, onças, mocós, veados, teiús e seriemas. Ele ainda não possui controle de visitação e é possível conhecê-lo a partir de diversas localidades, principalmente de Lençóis, do Vale do Capão, de Mucugê e Andaraí.

O acesso às suas atrações é realizado por meio de caminhada que vão de fáceis a muitos difíceis, inclusive com direito a acampar nas serras. Os viajantes escolheram uma trilha de nível médio, mas esta é parte de outro capítulo desta aventura!

Mais imagens desta aventura:


Para conhecer mais:

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