Casal Aventura

Casal Aventura

28 de março de 2012

Descobrindo Colonia del Sacramento

8º. Dia – 25.12.2011
Montevidéu a Colonia del Sacramento - UR

Saíram de Montevidéu por volta das 08h30m., pela Av. del Libertador,  que tem o imponente edifício do Palácio do Governo ao fundo, uma última bela imagem da capital Montevidéu.

Chegaram a Colonia del Sacramento as 11h. A cidade parecia dormir, em virtude do feriado de Natal, tudo estava fechado e as ruas vazias. Tiveram que procurar um hotel, pois os que tinham nas anotações estavam cheios, caros ou não tinham condições de receber ninguém. 



Depois de alguma procura encontraram o Hostel El Viajero, mas os quartos e banheiros eram coletivos e, mesmo assim, não tinha nenhum que atendesse aos seis viajantes. Foi indicada a Pousada El Viajero, que tem quartos individuais, um bom preço e uma excelente localização, próxima ao centro e com uma vista fantástica para o Rio de la Plata.

Colonia del Sacramento é a capital do departamento de Colônia, tem origem na antiga cidade de Colônia do Santíssimo Sacramento, nome de sua igreja matriz. Sua colonização teve início em 22 de Janeiro de 1679, por Manual Lobo, a mando do Império Português no século XVII, com o objetivo de estender as fronteiras pelo Rio da Prata. Nesta data, as forças portuguesas iniciaram o estabelecimento da Colônia do Santíssimo Sacramento, em fronteira oposta a Buenos Aires, tendo sido fundada em 1680. O núcleo deste estabelecimento foi uma fortificação simples, iniciada com planta no formato de um polígono quadrangular. Após lutas entre os espanhóis e os portugueses pelas terras de Colônia, em 23 de janeiro de 1683, a esquadra portuguesa tomou posse da Fortaleza de São Gabriel, onde se mantiveram até 1705. A fortificação na Nova Colônia do Santíssimo Sacramento foi reconstruída a partir de 1704 com uma planta abaluartada, quando foi novamente dominada pelos espanhóis, até 1715, quando foi devolvida aos portugueses pelo segundo Tratado de Utrecht, de 06 de Fevereiro deste ano. Além da finalidade bélica, Colônia atendia aos interesses do setor mercantil. Colonia del Sacramento foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.


Os viajantes começaram a passear pelo lugarejo encantador entrando pela Puerta de la Ciudadela, que fica em frente a atual Plaza de 1811, onde tem início seu entorno histórico. A Porta foi inaugurada em 1745, período do governador português Vasconcellos, grande responsável pela construção da cidade e de suas atividades. Conheceram a praça onde se encontram as ruínas da antiga cidade, devastada pelas inúmeras batalhas entre portugueses e espanhóis pela sua posse.





A primeira visita foi a Igreja Matriz, ela é a mais antiga do Uruguai, tendo sofrido sucessivas destruições parciais devido aos ataques da guerra e outros acidentes. O edifício original nasceu em 1680 e suas paredes se misturam a história da cidade.



Os viajantes escolheram o restaurante El Drugstore para almoçar, um lugar de criativa decoração, ambiente acolhedor, além de ótima comida. Aproveitaram para comemorar o Natal e o aniversário de Lauricia, em grande estilo.



 

Depois do almoço saíram para andar pela cidade, aproveitaram para molhar os pés no Rio da Prata e visitar os principais pontos turísticos da cidade, entre eles, o Puerto de Yates, onde durante todo o ano ficam embarcações que superam sua capacidade. Do píer é possível apreciar a baía de Colônia, suas praias de águas mansas e a Ilha de San Gabriel.


A Calle de los Suspiros é outro ponto imperdível em Colônia, cartão postal da cidade retratado em diversos quadros espalhados pelos hotéis, restaurantes; remete aos tempos da colonização e leva a uma viagem a outros momentos, trazendo aos viajantes a sensação de estar participando de um filme.


A cidade conta ainda com diversos museus, mas que nossos viajeiros não puderam conhecer por estarem fechados devido ao feriado. Mas fica a dica: Museu Português, Museu Municipal, Museu Indígena, Museu do Azulejo e Museu Espanhol e o Aquário.


Os aventureiros aproveitaram o pouco tempo que teriam para conhecer a cidade alugando um carrinho, aqueles iguais aos de golfe, e fizeram um tour pela cidade, passeando por sua orla, por suas ruas arborizadas e pelas belíssimas imagens que pareciam tiradas de uma pintura.


Depoimento Jorge: “A cidade tem varias empresas de aluguel desses carrinhos, e é muito engraçado ver aquele monte de turistas pra cima e pra baixo com eles. Tem carrinho pra tudo quanto é lado. Até racha de carrinho de golfe eu vi...  rs”.


A cidade também é repleta de carros antigos, que se espalham por suas ruas, aumentando ainda mais seu encanto e a transformando em algo surreal.
Em Colônia também é possível pegar um buquebus para Buenos Aires, balsa que atravessa o Rio da Prata. No entorno do terminal ficam antigas construções que um dia fizeram parte da rede ferroviária da região e hoje fazem parte de um museu.


La Puesta del Sol é outro atrativo imperdível em Colonia del Sacramento, este espetáculo da natureza pode ser apreciado em diversos pontos da cidade e é uma atração a parte, que emociona até os menos aficionados pelo show do astro rei. Um destes lugares é o Farol.
O farol de Colônia está localizado nas seculares ruínas do Convento San Francisco, que corresponde a um dos edifícios mais antigos da cidade. Muitos historiadores indicam sua construção entre os anos de 1683 a 1704. Seu muros altos e largos são de pedra e se mantém em pé até hoje. Em sua frente, avançando pela praça, se encontra a Capela de la Concepción, cujas fundações se encontram descobertas e a vista dos visitantes. Em 1857 foi agregada a torre do atual farol.








Depois de assistir ao pôr-do-sol e andar pelas ruas iluminadas do vilarejo, o que lhe confere um ar ainda mais belo, jantaram na Pulperia de Los Faroles, ao som de música ao vivo, degustando um bom vinho e boa comida.

A noite de Colonia del Sacramento é outro momento mágico, é possível andar por ruas repletas de lamparinas, que lhe dão um ar de cidade de fantasia, avistar as luzes de Buenos Aires e para completar, um céu iluminado de estrelas. Tudo neste lugar realmente parece ir além de qualquer imaginação.

Depoimento Andréa: “Colonia del Sacramento parece aquelas cidadezinhas retiradas dos filmes, para qualquer lugar que olhamos é como se estivéssemos vendo uma foto, um quadro. Um lugar incrivelmente lindo e, sem dúvida, um dos que mais gostei de toda a viagem. Um lugar mágico que adoraria rever e que talvez as palavras e, nem mesmo as imagens, consigam descrever. Pena termos ficado apenas um dia”.
Depoimento Lauricia: “Várias imagens realmente ficarão em nossa memória de tão bonitas, mas uma cidadezinha que me deixou encantada foi Colonia Del Sacramento, no Uruguay! Ao percorrer as ruas arborizadas e floridas, parecia que caminhávamos pela história da cidade cujas ruínas víamos por toda parte! E tudo preservado, contando a história de cada local! E o pôr-do-sol? Que lindo!!! Esta cidade, à beira do Mar Del Plata, é um encanto! E lá existe o "buquebus" navio que atravessa carros e pessoas para Buenos Aires na Argentina.  E, à noite um céu estrelado que me deixou mais encantada ainda!!!”.

Conhecendo Colonia del Sacramento!


Para saber mais:

Total de Km Rodados: 194
Abastecimento: 19 litros
Hospedagem: Posada El Viajero: Valor da diária: R$ 120,00
http://www.elviajerobb.com/ (tem hostel e pousada).
Melhor hotel da viagem: lindo, organizado e limpo. Excelente localização. Internet grátis.
Sem estacionamento (que não é um problema nesta cidade) e com café da manhã.

Gasto total (com alimentação): R$ 297,00

25 de março de 2012

Noite em Montevidéu

Após os passeios realizados durante o dia para conhecer as belezas de Montevidéu, o pessoal não poderia deixar de apreciar a famosa noite desta cidade, com seus cassinos, bares e shows típicos, onde o tango é atração principal, tanto na dança como no canto.

Escolheram o dia 23 para uma saída noturna, chovia muito e optaram por ir de carro, mesmo com a proximidade do hotel às principais atrações. Receberam a indicação de Léo (o do restaurante Facal) para assistir um show típico de tango em uma casa de apresentação voltada aos turistas. Mas buscando na internet encontraram algo mais interessante: um bar freqüentado pela população local, mas com atrativos de “turista”. Mas antes decidiram dar uma passadinha no Cassino, para que Jorge e Andréa pudessem conhecer e para uma aventura chamada de “aposta”.

 Um casino (português europeu) ou cassino (português brasileiro) é um local onde se pode jogar através do uso do dinheiro. Os clientes dos cassinos podem jogar nas slot machines (caça-níqueis), roleta, blackjack, poker e outros jogos de fortuna e azar. Os cassinos eram originalmente locais públicos de música e dança. O termo só passou a ter o significado que conhecemos hoje na segunda metade do século 19. O primeiro e mais conhecido cassino foi inaugurado em 1861 em Monte Carlo. Hoje os cassinos têm uma característica quase uniforme em todo o mundo. Vários jogos de azar tiveram origem na China antiga. O quino em sua forma original, por exemplo, era um jogo de loteria chinês popular. O pôquer Pai Gow é a forma adaptada e simplificada do antigo jogo chinês Pai Gow. No entanto, a China não foi o único país a contribuir com as modalidades de jogos. Com a invenção da roda na Babilônia em 3500 B.C, os jogos com forma de roleta provavelmente já eram conhecidos e sabe-se que os soldados da Grécia antiga jogavam dados. Jogos como dados, bacará, roleta e vinte-e-um tiveram sua raiz em diferentes partes da Europa.

 Os Cassinos são liberados em toda América do Sul, exceto no Brasil, por aqui o Governo é quem “cuida” dos jogos de aposta, sendo que até os bingos foram fechados, pois ameaçavam esta “galinha dos ovos de ouro” que são as inúmeras loterias, criadas a partir de 1962.

No Brasil, os cassinos foram proibidos pelo decreto-lei no. 9215 de 30 de abril de 1946, assinado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra. Os jogos de azar continuam proibidos em todo o território federal, todavia, navios que possuem cassinos podem aportar no Brasil e seus passageiros, quando em águas internacional, podem jogar.

Chegaram ao Cassino e foram jogar roleta, onde Douglas se deu bem e ganhou um dinheirinho. Depois a diversão ficou por conta dos caça-níqueis, nome que define bem a característica daquelas maquininhas coloridas que fazem um barulho danada e prejudicam a vida dos mais desavisados e daqueles que não conseguem se controlar na hora de apostar.

Jorge posou de bacana tomando uma dose de uísque no bar do cassino e Andréa se divertiu conhecendo os desenhos de todos os caça-níqueis que custavam até 5 centavos de dólares, assim dava pra aproveitar mais e gastar menos. As fotos são proibidas em todos os cassinos, mas os aventureiros deram uma escapadinha ás regras e conseguiram algumas imagens.

Depoimento Andréa: “Adorei conhecer um cassino, joguei na roleta e nos caça-níqueis. O mais divertido são as cores e as musiquinhas. Na roleta comecei com sorte, mas logo perdi o que apostei rsrsrsrsrs na máquinas foi mais divertido. Não entendia nada porque perdia ou ganhava. De repente a máquina mostrou que eu havia ganho, começou a tocar uma música alta e a fazer muito barulho de moedas (as moedas não existem mais, com a tecnologia ficou apenas o barulho e papéis rsrsrsrsr). Todos em volta me olhavam e eu não entendia o que estava acontecendo. De repente surgiu que meus créditos tinha ido de 20 e pouco para mais de 300, foi legal, recuperei o que investi e ainda me diverti rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr”.





Do cassino foram ao Bar Fun Fun, típico bar local, com atrações de vão desde sua alegre e divertida decoração até bons shows de “parejas” de tango e músicos e cantores da famosa música típica.








O tango é um tipo musical e de dança a par que tem forma musical binária e compasso de dois por quatro, é tradicional na Argentina e no Uruguai, sua origem não é muito clara, mas encontra-se na área do Rio da Prata, nas cidades de Buenos Aires e Montevidéu. O bandoneón, que atualmente caracteriza o tango, chegou à região do Rio da Prata por volta do ano 1900, nas maletas de imigrantes alemães. Não existem muitas partituras da época, pois os músicos de tango não sabiam escrever a música e provavelmente interpretavam sobre a base de melodias já existentes, tanto de habaneras como de polcas. Nascida da fusão cultural entre vários estilos musicais trazidos pelos imigrantes, está baseado em estilos como a payada, a milonga campera pampeana, o candombe afroargentino e a habanera cubana. Segundo numerosa documentação, o tango descenderia da habanera e se interpretava nos prostíbulos destas cidades, nas duas últimas décadas do século XIX, com violino, flauta e guitarra (violão).


O termo parece provir da língua ibibio (idioma da família de línguas Níger-Congo, tamgú: “tambor” e “bailar” (ao som do tambor). No século XIX, na ilha de El Hierro (das Ilhas Canarias) e em outros lugares da América, a palavra “tango” significava “reunião dos negros para dançar tambor”. 

 

Sua coreografia é complexa e as habilidades dos bailarinos são celebradas pelos aficionados. O Tango mescla o drama, a paixão, a sexualidade, a agressividade, é sempre e totalmente triste. Como dança é "duro", masculino, sem meneios femininos, a mulher é sempre submissa.




O Tango foi considerado um Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO em 30 de setembro de 2009, em Dubai. Segundo Discépolo, “o tango é um pensamento triste que se pode dançar”.
A noite durou até o dia seguinte, e foi super divertida. As apresentações musicais e de dança foram incríveis e podem ser vistas no vídeo, pois mais valem as imagens que mil palavras para descrever a emoção de assistir a uma bela apresentação de tango em sua terra natal.






As imagens falam mais que as palavras!


Para saber mais:

12 de março de 2012

Conhecendo Montevidéu - Parte 3

Passeando pela Rambla 25 de Agosto de 1825!

 A turma também aproveitou para conhecer a avenida da orla, chamada de Rambla. Além de belíssima, também é muito organizada e limpa. Ela circula toda a cidade de Montevidéu, banhada pelo Rio de la Plata, que mais parece um mar, pois tudo por ali lembra as praias banhadas pelo Oceano Atlântico.

O nome dado a esta avenida beira-mar é uma homenagem à data mais importante do Uruguai ou República Oriental, como também é chamada, pois foi a data em que foi proclamada sua independência. Conhecida como Banda Oriental do Uruguai, ou Província Cisplatina, rebela-se, sob o comando de seu maior líder, Artigas, culminando em 25 de agosto de 1825 com o raiar do sol da independência, sol este que faz parte da bandeira uruguaia, contudo este momento é oficializado somente com o Tratado de Montevidéu em 1828.





De vários pontos da Ciudad Vieja se pode avistar as águas do Mar del Plata, como também é chamado por aqui. Suas águas azuis acolhem o Terminal de Cargas e de Turismo de Montevidéu, onde também se pode conhecer a Sede do Mercosul que fica instalada na zona portuária, o Porto Naval e toda sua estrutura como a Aduana Uruguaia.





















Situado no coração da Ciudad Vieja, em frente ao Terminal Turístico e Portuário encontra-se o Mercado del Puerto, repleto de restaurantes, bares e lojas de artesanatos e “lembrancinhas”, passeio imperdível.


O mercado surgiu como iniciativa do comerciante espanhol Pedro Saenz de Zumarán (que dá nome a diversas ruas de Montevidéu), ele é quem concebe e organiza uma empresa privada com o objetivo de construir o maior mercado da América do Sul. Denominado Mercado del Puerto, foi inaugurado em 10 de outubro de 1868. O projeto e a construção ficaram a cargo do engenheiro R.V.Mesures, que também foi responsável por controlar a fabricação das peças em fundição metálica que foram desenhadas e executadas em Liverpool, Inglaterra e montadas em Montevidéu.




Em seu centro existiu até 1897 uma fonte de ferro de forma circular, mas em 25 de agosto do mesmo ano se inaugurou em seu lugar um posto coroado por um relógio, nos anos 80, o relógio ficou sem funcionar, porém em 1996, a administração do mercado encomendou seu reparado ao relojoeiro artesanal Dardo Sánchez, que o ressuscitou em uma semana de trabalho intenso. Embora conserve as características originais da cobertura e fachadas exteriores, foi se transformando ao longo do tempo. Mas por sua arquitetura característica de uma época e por estar vinculada à evolução histórica do país, esta obra foi tombada como Monumento Histórico Nacional em 07 de agosto de 1975.






Os viajantes andaram por todo o mercado, tiraram fotos, aproveitaram para degustar o pastel típico do mercado e comprar algumas lembrancinhas. 




Após este passeio decidiram retornar às ruas da Ciudad Vieja, para continuar a conhecê-la. Porém depois de mais alguns quilômetros de andanças, optaram por retornar ao Mercado para almoçar por lá, aproveitando para experimentar, de fato, a culinária local, já que todos os restaurantes do Mercado possuem as típicas churrasqueiras uruguaias. Mas qual não foi a surpresa ao perceberam que as ruas calmas de horas antes estavam repletas de gente por todos os lados e que o mercado, tão tranqüilo, tinha se transformado em uma praça de festa.

Na véspera de Natal conhecer o Mercado del Puerto teve um sabor todo especial, já que as pessoas lotam todo o espaço do mercado e das ruas ao seu redor para comemorar a data. Além de muita música, dança e muita alegria, a festa é regada (literalmente) a Sidra. Garrafas e garrafas são abertas e seu líquido doce serve de chuva para banhar os participantes da festa.


Após comerem um típico churrasco uruguaio, tomar mais “cervezas” e um bom vinho, decidiram continuar o passeio. Andando pela Rambla 25 de Agosto de 1825 chegaram a Plazoneta de las Bóvedas onde se encontra a Casa de los Ximénez.




A Casa de los Ximénez é destinada atualmente a uma seção do Museu Histórico Nacional. Ela foi construída no início do período de ocupação portuguesa, entre 1817 e 1824. A casa evoca a tradição de Montevidéu com uma praça forte e o porto do mar. Sua fachada dialoga com as sólidas muralhas colonias da praça Las Bóvedas, que cerravam o casco urbano do primeiro assentamento de frente defensiva dos domínios espanhóis do Rio de La Plata, em uma zona de premante luta com os portugueses.


As antigas construções de Las Bóvedas é uma obra monumental de arquitetura militar realizada entre 1794 e 1806, que eram paredes paralelas que foram baseadas em bunkers, primeiro utilizadas como lojas e alojamentos das trocas e depois como depósitos.



Na praça se encontra o monumento histórico chamado de “Hernandarias”, inaugurado em 18 de maio de 1953, pelo uruguaio Antonio Pena. A estátua feita em bronze é uma homenagem a Hernando Arias de Saavedra, também conhecido como Hernandarias. Foi um crioulo descendente de colonizadores espanhóis, nascido em Assunção, Paraguai, mas que foi designado Governador da área colônia do Rio de La Plata em três períodos. Se dedicou de forma intensa a explorar territórios, principalmente nas planícies situadas ao sul do Paraguai, entre os rios Paraná e Uruguai. Depois de um ano cruzando o rio Uruguai, Hernandarias voltou a viajar para a “Banda Oriental” com uma importante tropa de gado dando origem a uma rica agricultura, cuja exploração foi uma das razões determinantes do importante processo histórico que culminou na efetiva colonização do território uruguaio, que havia sido despovoado pelos espanhóis. Ele também determinou que os portugueses fundassem posteriormente Colonia del Sacramento (lugar que iremos conhecer em outro capítulo).


Montevidéu em Imagens!



Para saber mais:


Total de Km Rodados: 0
Abastecimento: 0 litros
Hospedagem: Hotel The Place: Valor da diária: R$ 120,00
Hotel simples, mas organizado e limpo. Excelente localização. Internet grátis.
Sem estacionamento e com café da manhã.

Gasto total (dias 23 e 24 - com alimentação e passeios): R$ 572,00

5 de março de 2012

Conhecendo Montevidéu - Parte 2

Viajando pelo passado!


A leste fica a Puerta de la Ciudadela, um dos portões da antiga muralha que cercava a cidade, onde tem início a Peatonal (nome dado a vias exclusivas de pedestres) Sarandí que é uma obra recente, de 1992, que permite o acesso a Ciudad Vieja. A “peatonal” é formada de um qualificado passeio com uma variedade de arquiteturas que conecta os pontos da antiga cidade, como a Praça Matriz, do período colonial, e a Praça da Independência.
Na Peatonal Sarandi é possível ver o Espacio Solis. Inaugurado em 28 de abril de 2010, pela Junta Departamental de Montevidéu, é um projeto que tem como objetivo divulgar diferentes personalidades de relevância a nível nacional e internacional, como ocorre em cidades como Buenos Aires, Paris, Los Angeles etc. Se trata da colocação de “lozas” de bronze, que tem gravados o Sol da bandeira uruguaia e o nome da figura homenageada. 

A Puerta de la Ciudadela foi restaurada por 4 anos, sendo reinaugurada em março de 2009. Atualmente é possível ver de um lado o estilo mais moderno e do outro a construção original, onde se colocou uma placa que diz: “Documento material directo del complejo de fortificaciones Hispano-Montevideano”. A porta era um baluarte encarregado de resistir ao embate de qualquer ataque inimigo e que possibilitava a única entrada para o setor interior da cidade, quando esta era fortificada. Para ingressar era necessário cruzar uma ponte elevadiça. A sua construção levou mais de 40 anos e as obras se iniciaram em 1741, sob a direção de Diego Cardoso, finalizando em 1780. 
A arquitetura da época se conserva na Ciudad Vieja e responde ao estilo neoclássico espanhol. La Ciudadela era uma formidável fortificação de pedra com uma grande praça de armas rodeada de muralhas com muros de granito de 6 metros de espessura, 4 fortalezas dotadas de 50 canhões. Em 1877 foi completamente demolida para logo ser a base da atual Praça da Independência.

Caminhando pela Peatonal Sarandí se chega a Plaza da la Constitución, a praça mais antiga de Montevidéu, também conhecida como Praça Matriz por localizar-se em frente à Catedral Metropolitana de Montevidéu. A praça recebe o nome oficial por ter sido neste local que se jurou, em 18 de Julho de 1830, a primeira constituição da recém-nascida Republica Oriental do Uruguai. Esta praça foi centro da vida nacional. Atualmente ela é o centro comercial e turístico do bairro.

 No centro da praça encontra-se uma fonte, que alguns denominam de Fuente Messianica, inaugurada em 18 de Julho de 1871, que foi construída pelo italiano Juan Ferrari, por ocasião da inauguração dos serviços de água potável da cidade de Montevidéu, a carga da empresa privada que tinha a concessão. O contrato previa a construção de uma fonte de mármore no centro da praça que abasteceria de água a população.


Faz parte da praça vários bancos onde as pessoas se acomodam para conversar, para olhar o movimento das ruas laterais, para tomar um café e onde é possível passear em uma feira de artesanato, artigos de coleção e produtos típicos. Na praça também é possível ver o Club Uruguay, o Cabildo, e outros prédios antigos.


Mas sua atração principal é a Iglesia Matriz da Inmaculada Concepción. Já em 1730 foi construída uma igreja matriz de tijolos na praça principal, que foi inaugurada em 1740, preservando-se a imagem de Nossa Senhora da Fundação na igreja atual. Essa primeira matriz ruiu em 1788, decidiu-se então reconstruí-la no mesmo local. Sua construção se concretizou em várias etapas, partindo do projeto original de 1790 quando foi colocada a pedra fundamental. Em 1804 a igreja foi inaugurada, mas em 1807 a igreja, ainda inacabada, foi danificada por fogo de artilharia na invasão inglesa. As duas torres da fachada só foram terminadas por volta de 1818. Em 1858 foi realizada uma grande reforma e o edifício foi restaurado em 1903 e em 1940. Em 1870, o Papa Pio IX elevou a igreja a Basílica, reconhecimento por sua relevância religiosa e cultural. Em 1878 transformou-se em Catedral e em 1897, pelo Papa Leão XIII, em Catedral Metropolitana.



No dia 23 uma parte dos viajantes visitou o Museu Nacional, onde se conta a história da independência da cidade, sua construção, suas guerras, através de pinturas, mapas, que retratam as batalhas, as personalidades e onde General Artigas é figura corriqueira. Enquanto os viajantes passeavam pela cidade, por volta das 11h, houve uma mudança de clima com ventos fortes e queda brusca de temperatura, o que os fez retornar rapidamente ao hotel para colocar roupas de frio. Aproveitaram para almoçar no Bar Hispano e para comer doces maravilhosos na Doceria Costa Brava. O resto da tarde a turma ficou no hotel onde descansaram, pois queriam aproveitar a noite de Montevidéu, mas está é outra parte da história que contaremos nos próximos capítulos.

Ainda na Cidade Velha é possível conhecer a Bolsa de Valores, o Banco de La República Oriental e a praça Zabala, rodeada pelo Palacio Taranco, pela Casa de Sáenz de Sumarán. Seu nome homenageia Bruno Mauricio de Zabala, considerado o fundador de Montevidéu. Nascido em Durango, militar desde muito jovem, participou de muitas companhas, entre elas a Guerra da Sucessão, perdendo o braço direito em combate, o que o levou a usar um de prata. Em 1716 foi designado Governador de Buenos Aires e Capitão Geral do Rio da Prata. Em 12 de outubro do mesmo ano o monarca lhe encomendou a vigilância e cercania de Montevidéu e Maldonado, impedindo os portugueses de ter contato com a população de Buenos Aires. Em julho de 1722, Zabala aceitou fazer diligências a banda oriental (Montevidéu) a fim de conseguir povoar a região. 

Em janeiro de 1724 Zabala embarcou rumo a Montevidéu com o objetivo de ocupar a península, ordenou a construção de um forte e estabeleceu o primeiro esboço do que depois seria a base primária da cidade. Ao retornar a Buenos Aires foi felicitado por sua atuação e informou sua disposição de enviar 50 famílias, de Galícia e de Islas Canarias para povoar o lugar, começando o longo processo de fundação de Montevidéu. A estátua em sua homenagem se encontra no centro da praça, foi construída pelo espanhol Lorenzo Valera com a colaboração de Pedro Muguruza Otaño, em bronze, pedras e mármore e foi inaugurada em dezembro de 1931.


Continua....