Casal Aventura

Casal Aventura

21 de fevereiro de 2012

Passeios inesquecíveis!







4º. Dia – 21.12.2011

Punta del Diablo e Cabo Polonio


Seguiram até Punta del Diablo que fica a cerca de 45 km de Chuy, uma praia belíssima, com casas que variam de mansões a simples casas de madeira. Decidiram aproveitar a bela vista para almoçar no Restaurante Restobar, a beira-mar, comemorando a chegada ao país vizinho, excelente atendimento e boa comida! Foi onde conheceram uma “cerveza” uruguaia deliciosa: PATRICIA!






Punta del Diablo é um povoado de pescadores uruguaios situado ao lado do Parque Nacional de Santa Teresa, no Departamento de Rocha. Localiza-se a 298 km da capital do país, Montevidéu.

Sua população fixa é de cerca de 650 habitantes, em sua maioria, pescadores e artesãos. No verão, transforma-se em um dos principais balneários do país, recebendo grande número de turistas argentinos, brasileiros e europeus.



Originalmente era uma pequena vila de pescadores. Suas praias, emolduradas por três cabeceiras que formam o "tridente", ocupam cerca de 10 quilômetros de litoral. O balneário conta com: agências de trânsito, bares, camping, farmácias, cafés, escolas de surf, peixarias, hotéis, albergues, polícia e artesãos. As atrações turísticas próximas são: a área protegida da marinha e costeira de Cerro Verde, um ponto alto rochoso coberto por vegetação e localizada dentro da jurisdição de Santa Teresa, o spa La Coronilla, a cidade de Chuy , o Forte de San Miguel e o Spa La Esmeralda. Nas águas de Punta del Diablo vivem tartarugas verdes e antigos animais marinhos que estão em perigo de extinção.

“El dedo pétreo de la PUNTA DEL DIABLO, se hunde fino y elegante entre las aguas verde-azuladas de la mar y desde el Cerro Rivero la vista es esplendorosa.
La bahía, mansa, descuelga el vaivén de las olas, festoneadas de espuma blanca, que llegan tímidamente a morir en la arena de la costa...
En las zonas rocosas trepan, pulen se deshacen y vuelven, mueren y renacen... una y mil veces, en un juego repetido y ancestral...
El multicolor despliegue de casas, ranchos y cabañas cuelga del Cerro, en un caótico muestrario de inventiva y posibilidades...
Techos de paja, grises de tiempo, se mezclan con tejas, fibrocemento, cinc o cartón...
Los tonos verdes, celestes, marrones, naranjas y rojos se trepan a los techos y contrastan con las paredes encaladas o pintadas de colores pastel...”



Durante milênios, esta zona da costa oceânica que hoje faz parte do Uruguai, esteve sob domínio dos elementos naturais, únicos ao seu entorno. O vento é o arquiteto responsável pela paisagem atual, pois foi modelando a enorme extensão de dunas, que desde a beira do mar até a borda da Laguna Negra ou dos Defuntos, se estende como uma enorme e desolada tapeçaria formando uma franja, larga e dourada que contorna a costa do mar. Junto com a chuva se transformou em um agente erosivo que foi dando forma às enormes dunas de fina areia voadora.  Entre as encostas de algumas dunas se formam pequenas lagunas , provenientes dos mananciais de zonas mais altas ou de depósitos de chuva, que propiciam o crescimento de plantas e arbustos, além de variada fauna.
 
Em fevereiro de 1935, a família de Laureano Rocha, que tinha um pequeno campo em Vuelta del Palmar e uma numerosa descendência, composta por 10 filhos, ante a enfermidade de um deles, que sofria de asma, aconselhado por seu médico de que a solução para ele era levado à costa, resolveu construir um pequeno rancho na zona dos Cerros, em campo de propriedade da família Martinez, que colaborou com a edificação da rudimentária vivenda.

Nos verões, a família se mudava para a costa do mar, onde a saúde do jovem começou a estabilizar-se, fazendo com que o chefe da família se mudasse também nos meses de inverno, por ser um grande aficionado pela pesca, muito abundante nesta época, e que realizava com o uso do aparelho e servia para aliviar o sustento da numerosa família de recursos humildes.


O ingresso na zona do Cerro se realizava com carros tirados por cavalos, por caminhos de barro e água, até chegar às dunas onde o, por vezes, o veículo virava por causa da dificuldade das areias moles, devido ao vento que mudava o trajeto das dunas, era preciso marcar uma trilha para poder encontrar o caminho de volta.

No ano de 1942, se fixaram alguns pescadores que vieram de Valizas e começaram a pescar tubarão para vender ao mercado asiático. Os pescadores saíam para o mar em chalanas a remo, sem nenhum instrumento de guia ou orientação. O valor dos homens e a abnegação das mulheres foram dando forma a uma estirpe de pescadores temperados ao mar e ao vento, que deram uma identidade muito especial ao precário assentamento que se formava ao longo do Cerro.

Saíram de Punta del Diablo por volta as 15h15m, em direção a outra aventura: CABO POLONIO.


Chegam à região pela Ruta 9, saindo pela Ruta 16 em direção a Ruta 10, estrada a beira-mar, logo se avistam as casas que guardam as bilheterias que vendem as passagens ($150) para o passeio que leva os turistas até o vilarejo. Nestas casinhas também é possível usar os banheiros que são preparados para a troca de roupa, necessária principalmente aos motociclistas que chegam de longe.

Pegaram a traineira por volta das 16h, após andar por cerca de 15min se tem a primeira vista do mar e ao fundo surgem as primeiras “habitaciones” de Cabo Polonio. Em sua maioria são brancas e se destacam em meio à areia e ao céu de um azul celeste.

São muitos os passeios que podem ser feitos na região, como a volta pelas dunas, conhecer escavações ou naufrágios, mas a escolha é feita somente ao se chegar na vila de Cabo Polonio, na agência de turismo que atende por lá, não podendo ser contratado antecipadamente.

A vila conta com restaurantes, bares, “tiendas” de artesanato local, hostel e muita, muita areia.


Chegando mais perto do vilarejo se pode notar algum colorido, aquele típico da América do Sul. A traineira leva turistas e uruguaios que aproveitam a época das férias para acampar ou se hospedar na vila que mais parece tirada de um filme.

Em Cabo Polônio, conta-se o tempo pelo número de barcos naufragados ou encalhados. Chegar a esse vilarejo "escondido" a 300 km de Montevidéu, capital do Uruguai, é roteiro para poucos, mas é capaz de surpreender até o viajante mais experiente.

Localizado no Estado de Rocha, a nordeste do país, Polônio abriga aproximadamente 60 moradores fixos e chega a receber centenas de turistas uruguaios e argentinos durante os meses do verão. A região está ligada ao continente por uma faixa de areia rodeada de dunas e já foi habitada pelos índios da tribo Charruas entre os séculos 16 e 19.

O nome da cidade é uma homenagem a Joseph Polloni, o capitão de um barco que, como muitos outros, naufragou na região. A força das águas dali encanta e assusta ao mesmo tempo até o mais destemido navegador. A região é responsável por naufrágios que, de acordo com o nível da maré, podem ser vistos enterrados nas areias sob a água fria e azulada da praia Sul. Os relatos da época contam que, ao passarem por aquela área, os navegadores entravam em pânico ao verem as bússolas sem direção girando descontroladamente. A fama de "Inferno dos Navegantes" é justa.

Sem luz elétrica, Cabo Polônio tem como única iluminação artificial: a luz do farol localizado entre as praias Norte e Sul. Ao anoitecer, a península fica em total escuridão por 12 segundos, tempo que a luz do farol demora a dar uma volta completa.

As cores que pintam Polônio são tão poéticas que até inspiram artistas, como o urguaio Jorge Drexler, que dedicou seu último trabalho à região, o CD "12 Segundos de Escuridão" (disponível em http://letras.terra.com.br/jorge-drexler/797711/). O artista chega a passar semanas no local para encontrar inspiração para as suas próximas composições.

Uma das atrações da região é a morada natural de “lobos marinhos”, formada por três pequenas ilhas: La Rosa, La Encantada e El Islote, que abrigam mais de 3000. Existem várias espécies que se utilizam das rochas para realizar a troca dos pelos ou aguardar o nascimento de seus filhotes. O barulho de seus gritos ressoa na pacata vila e trás uma beleza ainda mais exuberante ao já tão belo visual de Cabo Polonio.




Uma das espécies encontrada é o lobo marinho de dois pelos, também chamado de lobo fino sudamericano, pertence à sub-ordem dos Pinípedes (palavra derivada do termos em latim pinna e pedis - que significa "pé em forma de pena"), caracterizado como otarídeo, por sua orelha externa e membros posteriores tencionados para fora do corpo. Corpo delgado, com coloração variando de negro a marrom, com tons cinza prateados. Ventre ligeiramente mais claro. Focinho fino e pontudo, orelhas visíveis. Pelagem dupla, com pelos escuros e grossos e abaixo desses, pelos superficiais mais curtos. Machos adultos sempre maiores que as fêmeas. Dentes pós-caninos com formato tricúspide. Os machos adultos pesam cerca de 200 kg, enquanto as fêmeas 60 kg sendo que, os machos adultos atingem 1,8m, enquanto as fêmeas, em geral, não ultrapassam 1,5m.


Ocorre ao longo de toda a costa da América do Sul, desde o Peru até o sul do Brasil. No Brasil, a espécie ocorre principalmente nos meses de inverno e primavera, sendo os animais, em sua grande maioria, machos sub-adultos ou adultos, provavelmente oriundos do Uruguai.


A reprodução ocorre em ilhas no Uruguai, Argentina, Peru e Chile. O acasalamento e os nascimentos ocorrem durante a primavera e o verão, com início em outubro. Durante a estação reprodutiva, os machos podem formar e defender haréns com inúmeras fêmeas ou ainda defender áreas específicas dentro da colônias, chamadas de territórios. A fêmea dá a luz somente a um filho depois de 12 meses de gestação. O período de amamentação fura em média de 8 a 10 meses. Os lobos-marinhos podem viver de 15 a 20 anos.



Outra espécie existente em Cabo Polonio é leão marinho, também chamado de lobo marinho de um pelo, lobo marino chusco, león marino del sur, león marino sudamericano, também é uma espécie de mamífero pinnípedo da família dos otáridos, mas sua cor parda escura quando adultos e negra quando jovens, os diferencia dos lobos de dois pelos. Os machos pesam cerca de 300kg, o dobro das fêmeas e possuem uma capa de pelo castanho avermelhado sobre o pescoço, por isso são chamados de leões marinhos.

Vivem em colônias de cerca de 18 fêmeas, formando um harén, e uns poucos jovens. Durante o verão, entre dezembro e fevereiro, se mudam para sítios protegidos, como Cabo Polonio, para parir, chegando a alguns mil exemplares. A gestação é de 11 meses e meio e durante a reprodução, os machos entram em combate pelo controle do território e por suas fêmeas, o fazendo através de rugidos e lutas corporais que vão depender do número de fêmeas a serem vencidas. Vivem entre 25 e 50 anos.

No entanto, nem sempre os machos sub-adultos são capazes de acasalar e, às vezes, sequestram os filhotes, como forma de controlar as fêmeas. Quando isso acontece, os filhotes estão seriamente feridos ou mesmo mortos. Ambas as espécies alimentam-se principalmente de peixes e lulas.


Os viajantes puderam presenciar, enquanto visitavam a reserva, a luta entre machos por seu territórios, com rugidos e brigas corporais. Também tiveram acesso a um filhote, provavelmente vítima de um "sequestro". Ambas as situações foram filmadas e estão presentes no vídeo abaixo.


Depoimento Andréa: “Para visitar Cabo Polonio é preciso pegar uma “traineira”, um caminhão de tração 4x4, que irá ultrapassar a barreira imposta pelas belas dunas que separam a estrada e o mar. Pura aventura, já que em vários momentos ele parece que não vai conseguir rsrsrsrs.  Cabo Polonio é uma vila cravada na areia, suas casinhas brancas parecem, ao longe, uma miragem em meio ao azul do mar. O tempo parece ter parado neste lugar maravilhoso. Este lugar vai entrar para o meu rol de visuais fantásticos!”.

Depoimento de um Lascado (Douglas): “Punta del Diablo e Cabo Polônio são bem legais, vou deixar para os companheiros de viagem descrevê-los, guardo ótimas lembranças de lá e se um dia esquecê-las, fotos, vídeos e este blog vão me ajudar a revivê-las”.







Emoções em Vídeo!


Para saber mais:

Um comentário:

  1. Olá Padovani

    Muito legal o seu blog. As fotos deste post ficaram realmente incríveis.
    Pretendo fazer um passeio pelo Uruguai daqui a algumas semanas e depois desta leitura fiquei muito entusiasmado.
    Uma dúvida: estas passagens de $150 que citaste, é um valor por pessoa? São dólares ou pesos?
    Um abraço
    Tiago

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