Casal Aventura

Casal Aventura

24 de fevereiro de 2012

Destino: Montevidéu!

5º. Dia – 22.12.2011
Maldonado a Montevidéu – UR


Não tiveram tempo de conhecer Maldonado, até porque não estava nos planos ficar nesta cidade. mas tiveram um tempinho para fotografar a Igreja Matriz que ficava ao lado do Hotel.

La Catedral San Fernando de Maldonado: seu edifício tem estilo neoclássico. Foi criada em 1801 e fundada em outubro de 1985 por obra do arcebispo montevideano Dr. Mariano Soler (nascido em San Carlos, província de Maldonado). O altar maior representa o trabalho de Antonio Veiga.

Como passaram pela cidade não poderíamos deixar de falar um pouco dela.


Maldonado é um departamento uruguaio situado no litoral sul do país. Também é chamada de San Fernando de Maldonado, denominação dada devido aos gentilicio chamarem seus habitantes de fernandinos. É uma cidade que por sua proximidade com Montevidéu, tem intensa atividade hoteleira e comercial. Segundo o censo de 2011, possui cerca de 160.456 habitantes. Tem como balneário Punta del Leste. A origem de seu nome data de 1530, quando o colono e navegante Sebastián Gaboto partiu rumo a Castilha, na Espanha, deixando a cidade a cargo do Tenente Francisco Maldonado.

Saíram do hotel Colonial por volta das 08h30m com destino a Punta del Leste.

Chegaram a Punta del Leste as 9h30m. Passearam pela orla, onde tiraram foto com o Monumento al Ahogado que é uma escultura de cinco dedos parcialmente enterrados na areia, localizada na Praia Brava, conhecida como Monumento Los Dedos ou La Mano.


A escultura foi feita pelo artista chileno Mario Irarrázabal durante o verão de 1982, (o mesmo que fez a Mão do Deserto em Atacama no Chile dez anos depois) enquanto ele participava do primeiro Encontro Anual Internacional de Escultura Moderna ao Ar Livre. O artista foi inspirado a fazer uma escultura de uma mão durante um “afogamento”, como uma advertência aos banhistas, uma vez que as águas das praias possuem ondas muito fortes, ideais para a prática de surfe. Durante o evento, escultores de todo o mundo trabalharam em suas criações, mas apenas a obra de Irarrázabal pode ser vista até hoje. Cartão-postal de Punta Del Leste manteve seu lugar original e se mantém intacta, exceto pela grafitagem no lado da palma dos dedos que foi feita em 2005.





Punta del Leste também é conhecida por suas belas ruas repletas de mansões e carrões, que lhe confere o título de uns dos dez balneários mais luxuosos do mundo e o mais charmoso da América Latina, oferecendo praias oceânicas e de rio.




Punta del Leste fica localizada no departamento de Maldonado e foi fundada em 1829 por Don Francisco Aguilar, que chegou ao país em 1810, dono de uma frota mercante começou a construir barcos no Rio de La Plata. Foi prefeito da cidade entre os anos de 1829 e 1830, senador em 1840, ano de sua morte. O primeiro nome da vila foi Villa Ituzaingó, passando ao nome atual somente em 1907. Em 1909 começou a construção da Igreja que foi finalizada 07 anos mais tarde. No ano de 1916 instalou-se o primeiro sistema elétrico da cidade. A população gira em torno de 10 mil habitantes, mas nas temporadas de verão ultrapassa 200 mil habitantes, em sua maioria artistas, milionários e membros da algo sociedade de diversos países.



Durante a breve passagem pela cidade, os viajantes aproveitaram para conhecer alguns de seus pontos turísticos além da “Mano”. Visitaram a imagem de Yemanjá, que cuida da orla da cidade, onde tiraram as fotos em família. Passearam por suas ruas arborizadas e impecavelmente limpas.


O Farol de Punta del Leste foi construído em novembro do ano de 1860 por Tomas Libarena com o fim de orientar as embarcações no Oceano Atlântico e no Rio del Plata. O farol foi feito com uma mistura de terra de origem vulcânica que é mais dura do que o cimento, isto faz com que ele seja perfeitamente preservado até hoje. Tem 45 metros de altura e os cristais do sistema de iluminação foram trazidos da França. O sistema funciona a eletricidade, mas no caso de emergência, usa-se gás acetileno. A subida pelo interior do farol é possível por seus 150 degraus.


Em frente ao farol fica localizada a Estação Meteorológica que faz parte da Rede Meteorológica Nacional que apóia a vigilância mundial que constantemente estuda o tempo atmosférico em todo o mundo. Seus antecedentes remontam de 1890 quando a Sociedade Meteorológica uruguaia liderada por Don Luis Lanza, registrou a primeira atividade na zona de Maldonado. No princípio não tinha caráter oficial, quando nos primeiros anos de sua segunda década o estado a oficializou como estação de Punta del Leste de onde se realizam observações de diferentes parâmetros sobre o estado do tempo, transmitindo os dados para a Oficina Central da Direção Nacional de Meteorologia em Montevidéu, onde são utilizados com fins de prognósticos de tempo e estatísticas do clima. É a terceira estação em ordem de antiguidade e seus dados sobre o clima datam de oitenta e sete anos atrás.


Também não podiam deixar de conhecer o famoso Puerto de Punta del Leste, chamado Puerto Nuestra Señora de la Candelaria. É o porto desportivo mais destacado do país e da região. Foi descoberto em 1516 por Juan Diaz de Solís no dia de Nossa Senhora da Candelária, dia 02 de fevereiro, por isto o seu nome. Neste porto são permitidas somente embarcações de turismo e desportivas, de médio porte, contando com quase 500 amarras e um espaço de terra para aproximadamente 350 embarcações. Também possui pequenos barcos de pesca que abastecem de mercadorias as peixarias, o que atrai a presença de lobos marinhos, um espetáculo imperdível (que mostraremos no vídeo abaixo). O entorno do porto é rodeado de restaurantes, pubs e especialistas em frutos do mar. A turma aproveitou para tomar um café no Don Pascual, restaurante que permite curtir o visual das lanchas, iates e pequenas embarcações que fazem parte da paisagem (o que faz o café custar uma nota, como quase tudo nesta cidade).





Saíram de Punta del Leste por volta das 12h. Decidiram não almoçar por lá em virtude do preço pago no cafezinho rsrsrsrsrsrsrsr. Seguiram viagem em direção a Montevidéu, mas pararam para almoçar na estrada, às 13h30m, no Restaurante Solanas, parada que valeu a pena pela comida boa e bem servida, preço justo e bom atendimento.



Chegaram a Montevidéu por volta das 16h.

Depoimento Andréa: “As ruas são muito arborizadas e a orla já surge como um espetáculo a parte, super arrumada, limpa e com um calçadão de fazer inveja a muitas cidades brasileiras, entre elas, Salvador-BA.”

Vale lembrar que o que banha Montevidéu não é o mar, mas o Rio del Plata, também chamado de Mar del Plata em virtude de sua extensão que não permite que vejamos a outra margem, onde está localizada a cidade de Buenos Aires - Argentina.


O Rio da Prata é o estuário criado pelos rios Paraná e Uruguai, formado sobre a costa atlântica da América do Sul, tem cerca de 290 quilômetros de largura e possui uma superfície de aproximadamente 3.200.000 km2. Seu nome refere-se à lendária Sierra de Plata, que foi procurada por Alejo García, Sebastián Cabot e outros, ao subirem pelos rios de La Plata, Paraná, Paraguai e Uruguai, realizando expedições terrestres até Chaco e Chiquitos. É possível que a Sierra de Plata tenha sido uma evocação remota ao Cerro Rico de Potosí, que os indígenas transmitiam boca a boca, ou que tal informação tenha origem nos Incas do Peru. Em 1525 Sebastián Cabot encontrou alguns índios que acompanhavam Alejo García, que carregavam prata em sua expedição e inferiu que naquela região havia muita prata. Desde então organizaram-se várias expedições ao Rio de La Plata, em busca desta riqueza. O rio corre de noroeste a sudeste e no ponto onde as águas deixam de ser doces e se convertem no Oceano Atlântico, sua largura é de 219 km. O limite exterior entre o rio e o oceano está determinado por uma linha imaginária que uma Punta del Leste, no Uruguai, com Punta Rasa no extremo norte do Cabo San Antonio, na Argentina.


Procuram os hotéis que estavam na lista, porém tiveram certa dificuldade, possivelmente em virtude da época, pois todos estavam lotados ou tinham preços muito acima do esperado (como o Ibis).

Encontraram o Hotel The Place, onde ficaram hospedados, sendo recebidos pela dona, que foi muito acolhedora.

Depois um bom banho que revigorou os viajantes, e por ainda ser cedo, saíram para conhecer a cidade e aproveitar o dia que por estas bandas fica claro até quase 22h. Mas este será outro capítulo desta história.


Aproveite as imagens....


Total de Km Rodados: 131
Abastecimento: 14 litros
Hospedagem: Hotel The Place: Valor da diária: R$ 120,00
Hotel simples, mas organizado e limpo. Excelente localização. Internet grátis.
Sem estacionamento e com café da manhã.

Gasto total (com alimentação): R$ 220,00

21 de fevereiro de 2012

Passeios inesquecíveis!







4º. Dia – 21.12.2011

Punta del Diablo e Cabo Polonio


Seguiram até Punta del Diablo que fica a cerca de 45 km de Chuy, uma praia belíssima, com casas que variam de mansões a simples casas de madeira. Decidiram aproveitar a bela vista para almoçar no Restaurante Restobar, a beira-mar, comemorando a chegada ao país vizinho, excelente atendimento e boa comida! Foi onde conheceram uma “cerveza” uruguaia deliciosa: PATRICIA!






Punta del Diablo é um povoado de pescadores uruguaios situado ao lado do Parque Nacional de Santa Teresa, no Departamento de Rocha. Localiza-se a 298 km da capital do país, Montevidéu.

Sua população fixa é de cerca de 650 habitantes, em sua maioria, pescadores e artesãos. No verão, transforma-se em um dos principais balneários do país, recebendo grande número de turistas argentinos, brasileiros e europeus.



Originalmente era uma pequena vila de pescadores. Suas praias, emolduradas por três cabeceiras que formam o "tridente", ocupam cerca de 10 quilômetros de litoral. O balneário conta com: agências de trânsito, bares, camping, farmácias, cafés, escolas de surf, peixarias, hotéis, albergues, polícia e artesãos. As atrações turísticas próximas são: a área protegida da marinha e costeira de Cerro Verde, um ponto alto rochoso coberto por vegetação e localizada dentro da jurisdição de Santa Teresa, o spa La Coronilla, a cidade de Chuy , o Forte de San Miguel e o Spa La Esmeralda. Nas águas de Punta del Diablo vivem tartarugas verdes e antigos animais marinhos que estão em perigo de extinção.

“El dedo pétreo de la PUNTA DEL DIABLO, se hunde fino y elegante entre las aguas verde-azuladas de la mar y desde el Cerro Rivero la vista es esplendorosa.
La bahía, mansa, descuelga el vaivén de las olas, festoneadas de espuma blanca, que llegan tímidamente a morir en la arena de la costa...
En las zonas rocosas trepan, pulen se deshacen y vuelven, mueren y renacen... una y mil veces, en un juego repetido y ancestral...
El multicolor despliegue de casas, ranchos y cabañas cuelga del Cerro, en un caótico muestrario de inventiva y posibilidades...
Techos de paja, grises de tiempo, se mezclan con tejas, fibrocemento, cinc o cartón...
Los tonos verdes, celestes, marrones, naranjas y rojos se trepan a los techos y contrastan con las paredes encaladas o pintadas de colores pastel...”



Durante milênios, esta zona da costa oceânica que hoje faz parte do Uruguai, esteve sob domínio dos elementos naturais, únicos ao seu entorno. O vento é o arquiteto responsável pela paisagem atual, pois foi modelando a enorme extensão de dunas, que desde a beira do mar até a borda da Laguna Negra ou dos Defuntos, se estende como uma enorme e desolada tapeçaria formando uma franja, larga e dourada que contorna a costa do mar. Junto com a chuva se transformou em um agente erosivo que foi dando forma às enormes dunas de fina areia voadora.  Entre as encostas de algumas dunas se formam pequenas lagunas , provenientes dos mananciais de zonas mais altas ou de depósitos de chuva, que propiciam o crescimento de plantas e arbustos, além de variada fauna.
 
Em fevereiro de 1935, a família de Laureano Rocha, que tinha um pequeno campo em Vuelta del Palmar e uma numerosa descendência, composta por 10 filhos, ante a enfermidade de um deles, que sofria de asma, aconselhado por seu médico de que a solução para ele era levado à costa, resolveu construir um pequeno rancho na zona dos Cerros, em campo de propriedade da família Martinez, que colaborou com a edificação da rudimentária vivenda.

Nos verões, a família se mudava para a costa do mar, onde a saúde do jovem começou a estabilizar-se, fazendo com que o chefe da família se mudasse também nos meses de inverno, por ser um grande aficionado pela pesca, muito abundante nesta época, e que realizava com o uso do aparelho e servia para aliviar o sustento da numerosa família de recursos humildes.


O ingresso na zona do Cerro se realizava com carros tirados por cavalos, por caminhos de barro e água, até chegar às dunas onde o, por vezes, o veículo virava por causa da dificuldade das areias moles, devido ao vento que mudava o trajeto das dunas, era preciso marcar uma trilha para poder encontrar o caminho de volta.

No ano de 1942, se fixaram alguns pescadores que vieram de Valizas e começaram a pescar tubarão para vender ao mercado asiático. Os pescadores saíam para o mar em chalanas a remo, sem nenhum instrumento de guia ou orientação. O valor dos homens e a abnegação das mulheres foram dando forma a uma estirpe de pescadores temperados ao mar e ao vento, que deram uma identidade muito especial ao precário assentamento que se formava ao longo do Cerro.

Saíram de Punta del Diablo por volta as 15h15m, em direção a outra aventura: CABO POLONIO.


Chegam à região pela Ruta 9, saindo pela Ruta 16 em direção a Ruta 10, estrada a beira-mar, logo se avistam as casas que guardam as bilheterias que vendem as passagens ($150) para o passeio que leva os turistas até o vilarejo. Nestas casinhas também é possível usar os banheiros que são preparados para a troca de roupa, necessária principalmente aos motociclistas que chegam de longe.

Pegaram a traineira por volta das 16h, após andar por cerca de 15min se tem a primeira vista do mar e ao fundo surgem as primeiras “habitaciones” de Cabo Polonio. Em sua maioria são brancas e se destacam em meio à areia e ao céu de um azul celeste.

São muitos os passeios que podem ser feitos na região, como a volta pelas dunas, conhecer escavações ou naufrágios, mas a escolha é feita somente ao se chegar na vila de Cabo Polonio, na agência de turismo que atende por lá, não podendo ser contratado antecipadamente.

A vila conta com restaurantes, bares, “tiendas” de artesanato local, hostel e muita, muita areia.


Chegando mais perto do vilarejo se pode notar algum colorido, aquele típico da América do Sul. A traineira leva turistas e uruguaios que aproveitam a época das férias para acampar ou se hospedar na vila que mais parece tirada de um filme.

Em Cabo Polônio, conta-se o tempo pelo número de barcos naufragados ou encalhados. Chegar a esse vilarejo "escondido" a 300 km de Montevidéu, capital do Uruguai, é roteiro para poucos, mas é capaz de surpreender até o viajante mais experiente.

Localizado no Estado de Rocha, a nordeste do país, Polônio abriga aproximadamente 60 moradores fixos e chega a receber centenas de turistas uruguaios e argentinos durante os meses do verão. A região está ligada ao continente por uma faixa de areia rodeada de dunas e já foi habitada pelos índios da tribo Charruas entre os séculos 16 e 19.

O nome da cidade é uma homenagem a Joseph Polloni, o capitão de um barco que, como muitos outros, naufragou na região. A força das águas dali encanta e assusta ao mesmo tempo até o mais destemido navegador. A região é responsável por naufrágios que, de acordo com o nível da maré, podem ser vistos enterrados nas areias sob a água fria e azulada da praia Sul. Os relatos da época contam que, ao passarem por aquela área, os navegadores entravam em pânico ao verem as bússolas sem direção girando descontroladamente. A fama de "Inferno dos Navegantes" é justa.

Sem luz elétrica, Cabo Polônio tem como única iluminação artificial: a luz do farol localizado entre as praias Norte e Sul. Ao anoitecer, a península fica em total escuridão por 12 segundos, tempo que a luz do farol demora a dar uma volta completa.

As cores que pintam Polônio são tão poéticas que até inspiram artistas, como o urguaio Jorge Drexler, que dedicou seu último trabalho à região, o CD "12 Segundos de Escuridão" (disponível em http://letras.terra.com.br/jorge-drexler/797711/). O artista chega a passar semanas no local para encontrar inspiração para as suas próximas composições.

Uma das atrações da região é a morada natural de “lobos marinhos”, formada por três pequenas ilhas: La Rosa, La Encantada e El Islote, que abrigam mais de 3000. Existem várias espécies que se utilizam das rochas para realizar a troca dos pelos ou aguardar o nascimento de seus filhotes. O barulho de seus gritos ressoa na pacata vila e trás uma beleza ainda mais exuberante ao já tão belo visual de Cabo Polonio.




Uma das espécies encontrada é o lobo marinho de dois pelos, também chamado de lobo fino sudamericano, pertence à sub-ordem dos Pinípedes (palavra derivada do termos em latim pinna e pedis - que significa "pé em forma de pena"), caracterizado como otarídeo, por sua orelha externa e membros posteriores tencionados para fora do corpo. Corpo delgado, com coloração variando de negro a marrom, com tons cinza prateados. Ventre ligeiramente mais claro. Focinho fino e pontudo, orelhas visíveis. Pelagem dupla, com pelos escuros e grossos e abaixo desses, pelos superficiais mais curtos. Machos adultos sempre maiores que as fêmeas. Dentes pós-caninos com formato tricúspide. Os machos adultos pesam cerca de 200 kg, enquanto as fêmeas 60 kg sendo que, os machos adultos atingem 1,8m, enquanto as fêmeas, em geral, não ultrapassam 1,5m.


Ocorre ao longo de toda a costa da América do Sul, desde o Peru até o sul do Brasil. No Brasil, a espécie ocorre principalmente nos meses de inverno e primavera, sendo os animais, em sua grande maioria, machos sub-adultos ou adultos, provavelmente oriundos do Uruguai.


A reprodução ocorre em ilhas no Uruguai, Argentina, Peru e Chile. O acasalamento e os nascimentos ocorrem durante a primavera e o verão, com início em outubro. Durante a estação reprodutiva, os machos podem formar e defender haréns com inúmeras fêmeas ou ainda defender áreas específicas dentro da colônias, chamadas de territórios. A fêmea dá a luz somente a um filho depois de 12 meses de gestação. O período de amamentação fura em média de 8 a 10 meses. Os lobos-marinhos podem viver de 15 a 20 anos.



Outra espécie existente em Cabo Polonio é leão marinho, também chamado de lobo marinho de um pelo, lobo marino chusco, león marino del sur, león marino sudamericano, também é uma espécie de mamífero pinnípedo da família dos otáridos, mas sua cor parda escura quando adultos e negra quando jovens, os diferencia dos lobos de dois pelos. Os machos pesam cerca de 300kg, o dobro das fêmeas e possuem uma capa de pelo castanho avermelhado sobre o pescoço, por isso são chamados de leões marinhos.

Vivem em colônias de cerca de 18 fêmeas, formando um harén, e uns poucos jovens. Durante o verão, entre dezembro e fevereiro, se mudam para sítios protegidos, como Cabo Polonio, para parir, chegando a alguns mil exemplares. A gestação é de 11 meses e meio e durante a reprodução, os machos entram em combate pelo controle do território e por suas fêmeas, o fazendo através de rugidos e lutas corporais que vão depender do número de fêmeas a serem vencidas. Vivem entre 25 e 50 anos.

No entanto, nem sempre os machos sub-adultos são capazes de acasalar e, às vezes, sequestram os filhotes, como forma de controlar as fêmeas. Quando isso acontece, os filhotes estão seriamente feridos ou mesmo mortos. Ambas as espécies alimentam-se principalmente de peixes e lulas.


Os viajantes puderam presenciar, enquanto visitavam a reserva, a luta entre machos por seu territórios, com rugidos e brigas corporais. Também tiveram acesso a um filhote, provavelmente vítima de um "sequestro". Ambas as situações foram filmadas e estão presentes no vídeo abaixo.


Depoimento Andréa: “Para visitar Cabo Polonio é preciso pegar uma “traineira”, um caminhão de tração 4x4, que irá ultrapassar a barreira imposta pelas belas dunas que separam a estrada e o mar. Pura aventura, já que em vários momentos ele parece que não vai conseguir rsrsrsrs.  Cabo Polonio é uma vila cravada na areia, suas casinhas brancas parecem, ao longe, uma miragem em meio ao azul do mar. O tempo parece ter parado neste lugar maravilhoso. Este lugar vai entrar para o meu rol de visuais fantásticos!”.

Depoimento de um Lascado (Douglas): “Punta del Diablo e Cabo Polônio são bem legais, vou deixar para os companheiros de viagem descrevê-los, guardo ótimas lembranças de lá e se um dia esquecê-las, fotos, vídeos e este blog vão me ajudar a revivê-las”.







Emoções em Vídeo!


Para saber mais:

16 de fevereiro de 2012

Chegando ao solo uruguaio


4º. Dia – 21.12.2011

Rio Grande – RS 
a Maldonado - UR

Saíram da Praia do Cassino às 07h30m. Destino: Chui, onde a turma queria passear e quem sabe fazer umas comprinhas, pois ouviram de outros viajantes que a fronteira com o Uruguai tem ótimos preços e menos risco que a fronteira com o Paraguai. O objetivo era passar a aduana e almoçar em solo uruguaio.



A aventura do dia contava com a passagem pela Reserva do Taim, reserva ecológica famosa por suas retas infinitas e por sua fauna, flora e pelas aves e pequenos aviões que cortam o céu, além da belez.a dos campos de arroz. Imagens que encantaram os viajantes.


A paisagem ainda contou com a passagem de preás, belas flores, muita pastagem de gado, ovelhas e muitos gansos e garças que se amontoavam na beira dos campos encharcados para manter as plantações de arroz.

Depoimento Motociclistas: “A estrada é bem pavimentada e bem sinalizada em todo seu percurso e o visual surpreende por tanta beleza e por suas retas intermináveis. O clima ameno, embora ensolarado, é outro fator que deixa a viagem agradável”.



Passaram a aduana brasileira sem ao menos serem parados. Logo em frente ficava a fronteira entre os dois países.




Chegaram ao Chui (lado brasileiro) e Chuy (lado uruguaio), por volta das 10h30m. e aproveitaram para sacar dinheiro na agência do Bradesco e para fazer a troca de reais por pesos uruguaios, trocados na proporção 10 pesos/1 real.





Chegaram com tempo de visitar algumas lojas, onde já puderam se sentir em outro país e verificar o bom preço, mas optaram por fazer compras no momento da saída, em Rivera.



A divisa entre os dois países é feita por um canteiro que separa a Av.Uruguai, do lado brasileiro da Av. Brasil, lado uruguaio. A circulação entre os dois países é feita.

Chui é um município brasileiro do extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. É a cidade mais meridional do país, a qual faz fronteira com a cidade do Chuy, no Uruguai. Possui uma população de 5 919 habitantes, constituída por brasileiros, uruguaios e árabes palestinos (estes últimos muito ligados ao comércio).

Situado no extremo-sul do Brasil, o Chuí é exaltado e conhecido por todo o povo brasileiro por ser o ponto mais meridional do país. É um município recém formado através de um processo emancipacionista realizado no ano de 1995 e iniciou sua primeira gestão administrativa em 1º de janeiro de 1997, sendo antes, vila do município de Santa Vitória do Palmar.

É uma das principais portas de ingresso aos grandes centros urbanos do Mercosul.

Tudo se inicia com os primeiros visitantes que pisaram desarvorados nas barrancas do Arroio Chuí ante ao naufrágio da nau-capitânia de Martim Afonso de Souza em 1531, passando por vários tratados feitos e desfeitos, sendo o primeiro – o Tratado de Madrid – de 1750 e o segundo – o Tratado de Santo Ildefonso - que transformou o atual município de Santa Vitória do Palmar em campos neutrais até 1814, a fim de amortecer as disputas entre portugueses e espanhóis.

 A povoação do Chui se iniciou com alguns ranchos e casas isoladas, nas voltas da antiga guarda, às margens do Arroio Chui estabelecida pelo coronel de ordenança Cristóvão Pereira em 1737. Hoje, o único resquício desta antiga guarda, é uma cacimba (cisterna) quase oculta pelos altos pastos do terreno.

Nas décadas de 30 e 40, o Chuí uruguaio estabeleceu certa superioridade em todos os aspectos, principalmente no comércio, em relação ao lado brasileiro, ante ao fato de que a região se encontrava isolada do resto do Brasil, sendo mais fácil se chegar a Montevidéu através da Ruta 9.

A partir da década de 60, o governo brasileiro adotou uma política nacional de fazer com que os municípios de fronteira se desenvolvessem economicamente. Este fato se concretizou com a construção da BR 471 e a vinda de imigrantes palestinos e libaneses na década de 70, passando o comércio do lado brasileiro a se desenvolver intensamente, sendo até hoje a base da economia do município.

O primeiro povoado a ser elevado à categoria de vila foi o chuí uruguaio em 1938, sendo governado por uma junta administrativa subordinada ao conselho departamental de Rocha. Logo em seguida, no dia 30 de junho de 1939, por ato do governo do estado, sob número 1824, o Chuí brasileiro foi elevado à categoria de vila. Sua ata de instalação foi lavrada em 1º de janeiro de 1940, sendo o prefeito de Santa Vitória o Dr João Mário Dêntice.


A importância histórica dessa região deve-se ao fato de ter sido palco de muitas disputas entre portugueses e espanhóis, até a demarcação final da fronteira extremo-sul do país, que por anos e anos foi flutuante, ora pertencente à Espanha, ora à Portugal, sendo também “território neutro” ou “campos neutrais” por muito tempo. Região esta, que até a inauguração da BR 471, ficou isolada do resto do Brasil, e contra tudo e todos, manteve-se vinculada ao país, pelo forte fio de patriotismo e brasilidade, visto que material e culturalmente, foi-lhe sobremodo adverso manter essa ligação.


Quis o destino, felizmente, estreitar cada vez mais os laços de amizade entre brasileiros e uruguaios, fato claramente observado na Avenida Internacional do Chuí/Chuy, avenida esta que divide os dois países. No Chui, é muito forte o sentimento de nacionalidade. Mas a amizade entre os dois povos é tão grande, que se formou uma crença popular que diz que: “Nesta localidade, fronteira e linha divisória servem sempre para unir as pessoas e nunca separá-las”.

Passaram a Aduana Uruguai por volta das 12h30m., sem qualquer dificuldade, o carro teve o porta-malas vistoriado, tivemos os documentos verificados, mas nenhuma mala foi aberta.

Depoimento de um Lascado (Douglas): “O Chuí que faz a divisa entre Brasil e Uruguai não é bonito, mas é excelente para comprar algumas coisinhas, é onde você pode se livrar, mesmo que por pouco tempo, dos pesadíssimos impostos brazucas, tem de tudo por lá, mas eu aproveitei e comprei muitos vinhos chilenos bons por 1/3 do preço daqui e até menos”.

Colocaram as rodas em solo uruguaio e seguiram para as primeiras aventuras em terras estrangeiras: Punta del Diablo e Cabo Polonio (aguarde os detalhes!!!).

Fizeram o primeiro abastecimento no Uruguai em um posto com um pessoal super-simpático que mostrou a receptividade do povo uruguaio, mas para tudo dar certo combinaram em não falar em futebol, até porque estamos em desvantagem ultimamente.


Imagens!





Total de Km Rodados: 456


Abastecimento: 18 litros
Hospedagem: Hotel Colonia: Valor da diária: R$ 90,00
Hotel simples, mas organizado e limpo. Excelente localização.
Sem estacionamento e com café da manhã.

Gasto total (com alimentação): R$ 333,00

Para saber mais:

http://www.bertellichuihotel.com.br/ várias dicas e informações

12 de fevereiro de 2012

Despedida das serras catarinenses




3º. Dia – 20.12.2011

Criciúma - SC 
ao Rio Grande (Praia do Cassino) - RS


Saíram de Criciúma por volta das 07h do hotel, mas as 08h de Criciúma, após tomar café da manhã em um restaurante na estrada. O roteiro inicial deste dia era de 748 km e os levaria até o Chuí, mas “confusões” do caminho permitiram que chegassem apenas até Rio Grande, onde tiveram que ficar hospedados na Praia do Cassino, mas esta é a história que vamos contar hoje.


Criciúma é um município localizado no estado de Santa Catarina. É a principal cidade da Região Metropolitana Carbonífera e a quinta cidade mais populosa do estado, com mais de 194 mil habitantes.

O nome Criciúma deriva de uma gramínea brasileira (Criciuma asymmetrica, que é aparentada com a Chusquea ramosissima), que parece um bambu e era bastante encontrada na região. No idioma indígena local, o nome Criciúma corresponde a "taquara pequena".

A fundação de Criciúma aconteceu somente no final do século XIX, durante o ciclo da imigração européia. A data de 6 de janeiro de 1880 é considerada como aquela da fundação e início da colonização do município, com a chegada das primeiras famílias de italianos provenientes da região do Vêneto, norte da Itália. Era um total de 22 famílias, que somavam 141 pessoas. Esses imigrantes, apesar de encontrarem inúmeras dificuldades, foram responsáveis por desbravar a região, construindo casas, estradas e escolas e tendo no princípio a agricultura como principal atividade econômica.

Em 1913, tem início o ciclo do carvão, com a descoberta das primeiras jazidas do minério. Este fato foi o grande propulsor do desenvolvimento econômico do município, gerando empregos e atraindo investimentos, tendo seu auge entre as décadas de 1940 a 1970. Durante este período, Criciúma ficou conhecida como a “Capital Brasileira do Carvão”. Em Criciúma fica uma das maiores reservas de carvão mineral do país, famosa também pela produção de pisos e azulejos. Lá fica a primeira mina-modelo do Brasil, aberta à visitação desde 1984 e que funcionou entre 1920 a 1955. O percurso de 150 metros é percorrido em vagonetas e termina em um museu onde os visitantes encontram fotografias, documentos e ferramentas.

A emancipação de Criciúma ocorre em 1925, com o seu desmembramento da comarca de Araranguá. A partir de 1947, a indústria cerâmica passa a desenvolver-se no município, assumindo papel de fundamental importância no contexto econômico da região, elevando Criciúma a um dos grandes pólos produtores mundiais, sendo a cerâmica criciumense reconhecida pela sua qualidade.

Em 07 de dezembro de 2000, resgatando suas origens, Criciúma tornou-se cidade-irmã de Vittorio Veneto, cidade italiana berço de muitos imigrantes que contribuíram para a fundação do município.

Ao sair de Criciúma pegamos a BR 101 e por todo o tempo temos a companhia das serras catarinenses que nos acompanham ao longe. 

Para chegar a Rio Grande, temos duas opções de estrada, a BR 101 e a BR 116. Os motociclistas tinham decidido que iriam pela BR 101, pois queriam passar pela Lagoa dos Patos, que pelo mapa parece beirar a estrada em vários pontos. 

Porém, por volta das 09 h, moto e carro se separam quando a moto fez uma parada em Sombrio para troca do óleo. Encontraram na beira da estrada, bem na entrada da cidade, a Oficina Tuba Motos, cujo dono, o Tuba (Vagner - este aí deitado ao lado da moto), os recebeu super bem, foi muito simpático e contou o motivo de seu apelido: Tubarão, dizendo que seus pais viviam na cidade que leva este nome e na escola todos os amigos o chamavam assim, com o tempo mudou para Tuba, apelido que carrega até hoje e que deu o nome a sua oficina. Contou que é casado e pai de dois filhos. Enquanto os viajantes de carro seguiam à frente, a moto ficou parada por uma hora e meia na oficina e acabaram se separando pelo caminho. 

Em Osório, por volta das 11h, a moto pegou a saída para a BR101, Estrada do Mar, mas ao falar com o pessoal do carro, souberam que eles já estavam em Gravataí, e seguiam pela BR116, não valendo a pena retornar. Combinaram que cada um faria seu caminho até Rio Grande e lá seguiriam juntos ao Chui.
Uma das primeiras vistas da estrada é o Parque Eólico de Osório. Uma usina de produção de energia eólica com 75 aerogeradores de 2MW. A produção efetiva média é de aproximadamente 51MW (suficiente para uma cidade de 240 mil habitantes). É a maior usina eólica da América Latina e a segunda maior do mundo (em 2006). As torres do parque podem ser vistas das auto-estradas BR-290 e RS-030 e de praticamente todos os bairros da cidade.



O parque tem 75 torres geradoras, dispostas no terreno de Osório em uma única linha reta, e nos de Índios e Sangradouro em duas linhas paralelas, com espaçamento de 175 m entre as torres.  Cada torre tem 98 metros de altura e 810 toneladas de peso; é formada por 24 segmentos de concreto pré-moldado e um de aço, construídos em Gravataí e montados no local. Cada torre está assentada em uma base de concreto de 430 m3 suportada por 32 estacas de 20 a 35 m de profundidade e 50 cm de diâmetro. As hélices têm diâmetro de mais de 70 metros e atingem até 140 metros acima do solo. As pás das hélices, de 35 metros de comprimento, foram fabricadas em Sorocaba (SP) pela Wobben Windpower.

Após percorrer alguns quilômetros e já com a fome típica do horário do almoço, os motociclistas pararam em uma Lancheria (nome dado às lanchonetes no RS), em um Posto Ipiranga, localizado em Capivari do Sul. O garçom ofereceu várias “torradas” da simples a mais recheada, mas como não sabiam o que era, decidiram não arriscar e comeram algo mais conhecido: um pastel e um hambúrguer. Mas não resistiram em pedir a bebida que estava na mesa de todos que almoçavam por ali: um refrigerante local, bem adocicado mas gostoso, com opção de vários sabores, entre eles uva, limão, laranja: Fruki. 

A opção em pegar esta estrada, além da indicação de muitos “viajeiros” que falam de sua beleza e da possibilidade de ver espécies de pássaros e até jacarés. Além de o mapa mostrar a proximidade da estrada à Lagoa dos Patos. Mas a realidade não conseguiu superar as expectativas. 


Depoimento dos motociclistas: “A lagoa não pode ser vista, a não ser que se pegue alguma estradinha de areia fofa por cerca de uns 5 km, o que seria impossível para fazer com esta moto. E a BR101 é em sua maior parte boa, bem pavimentada, mas com pedaços ruins que surgem de repente, sem qualquer sinalização. No fundo, no fundo, foi uma decepção, pois ficamos o tempo todo na expectativa de que a lagoa surgiria aos nossos olhos a qualquer momento, o que não aconteceu".


Depoimento Andréa: “A estrada é muito bonita e realmente podemos ver inúmeros pássaros, plantações de arroz e cebola (embaladas nestes sacos coloridos da foto) e inúmeros aviões coloridos que sobrevoam as fazendas. Pude até ver um jacaré na beira da estrada, na parte alagada, mas infelizmente não deu tempo de fotografar. Vocês terão que acreditar em mim rsrsrsrsrsrsrsrsr”.


Enquanto os motociclistas tinham suas aventuras, o pessoal do carro também curtia a viagem e suas belezas. Por estarem de carro, conseguiram sair da estrada principal e visitaram a Lagoa dos Patos na altura de São Lourenço do Sul. Em função de estarem cansados e dos km que ainda faltavam para chegar ao Chuí, optaram por parar em Rio Grande e foram informados que o melhor lugar para se hospedar era na Praia do Cassino, para onde seguiram viagem.


O casal sob duas rodas chegou a São José do Norte às 16h, e ao chegarem à balsa, a viram saindo do cais, não estava a mais que alguns metros de distância, mas não teria como retornar, foram informados que a próxima seria somente depois de 1h30m. Indicaram que tentassem colocar a moto em uma escuna, uma lancha, que também faz a travessia, mas dos pedestres. Todos se mobilizaram para ajudá-los a passar a moto pela cabine de cobrança, mas impossível, o guidão era grande demais. Motos pequenas com certeza conseguem fazer esta façanha. 

Aproveitaram que iriam ter que esperar e foram tomar um lanche num “boteco” chamado Lancheria Recanto do Café, daqueles bares de interior, onde as atendentes são jovens meninas, os homens bebem no balcão, com direito a fumar dentro do bar e jogar as cinzas no chão. Forma de conhecer a realidade local de perto! 

Mas neste local foi que souberam o que são as famosas “torradas”, pois Andréa decidiu se informar e pedir uma para cada um para experimentar. Aprenderam que as torradas simples são lanches de presunto e queijo, feitos em um pão de forma gigante, um só já teria alimentado o casal. As mais sofisticadas são acompanhadas de ovos, bacon, tomate e outros recheios a gosto do freguês. 

Depoimento Andréa: “Demos muita risada ao lembrar-se do garçom na hora do almoço tentando dizer as inúmeras opções de torradas que o restaurante oferecia e a gente não conseguia imaginar o que era e pensávamos somente na torrada que conhecemos kkkkkkkkkk".


Retornaram ao local de saída da balsa e acharam divertido que todas as pessoas que se encontravam por lá já sabiam que eles eram o casal de motociclistas da Bahia que tinham perdido a balsa anterior. 

Enquanto aguardavam a balsa que só chegou às 17:45h, se divertiram com os cães que são a atração do lugar e que se jogam na água para pegar as madeiras que são jogadas pelos passageiros que usam a balsa diariamente para trabalhar. O mais engraçado é que depois de sair da água, os cachorros se secam aos chacoalhões, molhando as pessoas e veículos que estão à espera da travessia. 

A balsa carrega o pessoal que faz a travessia diariamente para trabalhar, estudar, ou fazer compras. Mas o que impressiona é a quantidade de carretas, isso mesmo, carretas enormes e pesadas que são levadas de um lado a outro. As carretas ficam esperando na estrada o aviso de seguirem em direção à balsa, pois não caberiam dentro da cidade caso decidissem esperar por lá. A balsa saiu carregada às 18h, atrasando o roteiro do dia, chegaram ao outro lado, em Rio Grande, as 18h25m. 

Decidiram se unir aos companheiros de viagem e indo encontrá-los na Praia do Cassino, aonde chegaram por volta das 19h. Aproveitaram para dar uma volta na vila, formada por um belo canteiro em forma de praça, muito movimentada, onde as pessoas assistiam a apresentações de Natal. Comeram em uma Doceria e Lancheria.

A Praia do Cassino está localizada na cidade do Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul. Com mais de cem anos, é considerado o balneário marítimo mais antigo do Brasil (1890). Foi criada para ser um centro de turismo, pela Companhia de Bondes Suburbanos da Mangueira, subsidiária da Companhia Carris Urbanos, tomou vantagem da linha férrea entre Bagé e Rio Grande, que foi depois expandida até a então Costa da Mangueira. 

Ao ser inaugurada em 26 de janeiro de 1890, abrangia três quilômetros ao longo da costa por dois quilômetros de largura, cortados ao meio por uma linha férrea que levava ao Rio Grande. Mais tarde, recebeu a denominação de Villa Sequeira, em homenagem ao seu idealizador. 

O balneário do Cassino tornou-se o centro de lazer de grandes empresários - em geral descendentes de alemães, portugueses, ingleses ou italianos que vinham com muito dinheiro para se deliciar com luxuosidade do Hotel Atlântico. Sendo assim, a origem do nome Cassino, seria justamente por causa dos jogos que eram realizados no hotel. A perseguição a italianos e alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, e a proibição do jogo de roleta, em 1946, causou danos à economia local. Nos últimos anos, o balneário conseguiu reverter essa situação com uma série de atrações e curiosidades turísticas. Em 12 de novembro de 1966, foi cenário de lançamentos de foguetes da NASA, durante um eclipse total do sol, reunindo cientistas e populares. Nos últimos anos, o carnaval de rua na Av. Rio Grande tem atraído bastante o público e os blocos.

Consta no Guiness Book (Livro dos Recordes) como a maior praia em extensão do mundo - tendo assim mais de 240 km de comprimento, se estendendo desde a cidade do Rio Grande até o Chuí. A praia começa em Molhes da Barra (muros de pedras mar adentro), no Balneário Cassino, aproximadamente 18 km de Rio Grande, até a Barra do Chuí, em Santa Vitória do Palmar. 

A imensa praia é marcada pela presença de milhares de aves nativas e migratórias e a vigilância de 04 faróis: Sarita, Verga, Albardão e Chuí. Repleta de lagoas que se ligam com o mar e uma grande faixa de dunas, também é conhecida como Cemitério de Navios. A maior parte da Praia do Cassino ainda permanece intacta. Suas areias continuam sendo visitadas por pingüins, leões e lobos marinhos que fogem do inverno antártico.

Mais imagens!


Para saber mais:


Total de Km Rodados: 533
Abastecimento: 37 litros
Hospedagem: Hotel Cassino: Valor da diária: R$ 91,00
Hotel simples, mas organizado e limpo. Excelente localização.
Com estacionamento e café da manhã.

Gasto total (com alimentação): R$ 248,00