Casal Aventura

Casal Aventura

3 de novembro de 2012

Fim da viagem!

3º. Dia – 09.09.2012

Volta pra casa

Os viajantes começaram a viagem de volta as 08h, queriam evitar o trânsito que se forma nas estradas em retorno de feriado. Saíram sob a chuva, mas que logo passou, deixando o sol escondido entre as nuvens, amenizando o calor, o que ajudou na viagem,

Jorge acordou com uma gripe enorme, que lhe davam dores no corpo e uma sensação de que não conseguiria chegar em casa, mas não tinha outro jeito se não aguentar firme e pilotar a motoca.
Pararam para um café no Posto Santo Helena em Itaberaba e decidiram parar para almoçar em ...... comeram carne de sol, comida típica da região e aproveitaram para comprar uns docinhos e queijos que podem ser encontrados nas várias “lojinhas” ao longo da estrada.

A viagem de retorno foi tranquila, um pouco de engarrafamento se formou nos pedágios, mas nada que não fosse ultrapassado pelas motocicletas, mesmo com suas malas laterais.

Chegaram a Lauro de Freitas por volta das 15h, ainda com tempo de descansar do feriadão e para buscar energias para iniciar a longa semana.

Imagens desta aventura!



Agora é só aguardar a próxima aventura!!!!!

Até breve!

23 de outubro de 2012

Cachoeira do Buracão: momento mágico!



2º. Dia – 08.09.2012

Cachoeira do Buracão

Os aventureiros tinham programado realizar uma trilha rumo à Cachoeira do Buracão, uma das principais atrações da Chapada Diamantina, mas infelizmente somente Jorge e Andréa puderam cumprir com o planejado, pois Catarina não passou bem de saúde e, junto com Motta, decidiu ficar por perto da cidade. No entanto, Motta, como bom motociclista que é, acompanhou o casal até a cidade vizinha, Ibicoara, que fica cerca de 90 km de Mucugê e de onde os turistas saem em direção à estrada de terra que leva à cachoeira.

Ibicoara é uma cidade da região conhecida pelas suas plantações de café e fábricas de cachaça. Duas iguarias apreciadas e exportadas para o mundo. Ibicoara é um vocábulo tupi que significa “buraco na terra”. A cidade surgiu no início do século XIX com a chegada de alguns garimpeiros. O povoado de São Bento, nome inicial, passou a ser ponto de descanso de tropeiros e garimpeiros que viajavam pela estrada de Mucugê para Andaraí. Surgem, então, a cultura do café e a criação do gado. O povoado passa a se chamar Igarassu, e na década de 1940, passa a distrito, com o nome de Ibicoara, sendo emancipado de Mucugê em 1962.

Ao entrar na cidade, os visitantes já se deparam com a Associação de Condutores de Visitantes de Ibicoara (ACVIB – (77)3413-2048), onde guias da região estão autorizados a levar os visitantes para conhecer as cachoeiras e trilhas da região.

A trilha para a Cachoeira do Buracão tem 3km, fica a trinta quilômetros do centro da cidade, e é considerada nível leve, por ser praticamente plana, mas surpreende ao apresentar duas escadas de madeira, que possibilitam descer pelos paredões do cânion que a envolve. Durante a caminhada é possível ver as belas paisagens de outras pequenas quedas d´água, dos Rios Manso e Espalhado, formados por pequenos poços deliciosos pra banho e pelo Rio Buracãozinho, que forma uma piscina em meio a um cânion, além das belíssimas cachoeiras das Orquídeas e do Recanto Verde, que faz o viajante maravilhar-se com sua beleza e com mistura perfeita de pedras, vegetação rasteira, árvores gigantescas e as águas cristalinas que caem dos paredões e que são coloridas pelo brilho do sol.



Seu final, com certeza, é a parte mais difícil, pois para chegar à cachoeira, o visitante tem que atravessar um cânion de dez metros de largura, 90 de altura e mais de 100 metros de comprimento, e para isso tem apenas duas opções: colocar o colete salva-vidas e nadar contra a correnteza pelo rio de água gelada ou escalar os paredões de cânion, subindo e descendo agarrado às pedras do caminho. 









Mas a visão depois dos obstáculos é inacreditável, uma queda d´água de 90 metros de altura, que deixa pra trás todas as dificuldades vividas até ali. Para os mais corajosos e “atléticos” é possível nadar até a cachoeira, ficando abaixo de sua queda. Para os que preferem apenas admirá-la, sentar em sua frente e sentir sua força, já é suficiente para não esquecê-la jamais.








Na volta é possível parar em dois mirantes naturais que possibilitam ver a queda e o “buracão” de cima, outro ponto emocionante do passeio e que deixam ainda mais deslumbrados os que a viram tão de perto. Toda a caminhada e o cansaço parecem desaparecer diante da imagem da água caindo por aquele paredão. Mas é preciso coragem para se deitar na beira do penhasco, só assim o aventureiro consegue a melhor imagem da Cachoeira do Buracão.
No caminho de volta também é possível parar para apreciar a Cachoeira do Buracãozinho, e tomar banho nas piscinas naturais formadas pelas pedras.

















Depoimento Jorge: “Ir para a chapada Diamantina, especialmente para Mucugê e não visitar a Cachoeira do Buracão é como ir a Roma e não ver o Papa... rs. Apesar de a trilha ser considerada leve, é necessário estar em boa forma física para conseguir escalar a descida (e consequentemente a subida na volta) sem colocar literalmente os bofes pra fora. Mas garanto que nadar na piscina natural formada pela queda d’agua desta enorme cachoeira e ficar admirando-a durante algum tempo é algo que renova as energias e recarrega as baterias por um bom tempo. Sem dúvida nenhuma, vale a pena todo o sacrifício”.


Depoimento Andréa: “Realizamos esta trilha pela segunda vez, mas a emoção e a tensão de percorrê-la, e se deparar com suas maravilhosas paisagens, é algo que podemos fazer um milhão de vezes e teremos novas sensações diante beleza da natureza que se impõe. Chegar à cachoeira é uma aventura única (mesmo que feita por mais de uma vez) e o impacto de ver aquela gigantesca queda d´água é algo que emociona e nos permite estar mais próximo das energias do Universo”.



Acompanhe mais desta aventura!!!


Para saber mais:

18 de outubro de 2012

Conhecendo Mucugê


1º. Dia – 07.09.2012

Mucugê


Chegaram ao hotel Alpina, na cidade de Mucugê por volta 13h30m. O hotel fica a cerca de 8 km do centro da cidade, em um espaço privilegiado, com uma vista espetacular. Porém seu preço não condiz com sua estrutura, bastante degradado pelo tempo e sem a manutenção necessária. 





Ele vale pela beleza externa, pelas áreas comuns e pelo bom banho depois de uma viagem de moto.  


Mucugê é uma cidadezinha cravada na cordilheira do Sincorá, de uma beleza ímpar e com ares de cidade que manteve suas raízes e seu encanto natural. Foi a primeira cidade baiana onde foram encontrados diamantes de real valor. O primeiro foi descoberto por Cazuza do Prado, no leito do Rio Mucugê, sendo que em meados do século XIX, em junho de 1844, deu-se início as lavras de diamante em seus sítios, tornando-se importante ponto de referência econômica do Estado da Bahia, devido aos grandes garimpos da pedra preciosa e do metal dourado. A cidade de Mucugê é uma das mais antigas da região da Chapada Diamantina, fundada no fim do século XVIII.

O nome Mucugê vem de uma fruta silvestre (Couma rígida), nativa da região. Possui uma área de 2491,82 km², localizada a uma altitude aproximada de 1.000m acima do nível do mar e sua temperatura varia entre 7º a 20º no inverno e 22º a 30º graus no verão. Faz parte do Circuito do Diamante, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1980, por seu conjunto arquitetônico de estilo colonial português, destacando-se o Prédio da Prefeitura, o Centro de Cultura, a Igreja Matriz de Santa Isabel, o cemitério em estilo Bizantino e o belo casario, construído pelos jesuítas. Mucugê é, ainda, dona de um grande patrimônio Natural, abrigando 52% de todo Parque Nacional da Chapada Diamantina e o Parque Municipal de Mucugê.


Destaca-se a vastidão da Serra do Capa Bode, onde a vista se perde ao longo do horizonte, descortinando um belíssimo panorama com os mais variados matizes de azul - o céu, à noite, no ar rarefeito, pontilhado por incontáveis estrelas -, tornando esse local imantado, o que propicia os mais diversos relatos sobre “aparições” de Ovnis, foco crescente de interesse de pesquisadores, ufólogos e curiosos.



Entre suas maiores atrações turísticas, destaca-se o exótico Cemitério de Santa Isabel, em estilo bizantino – o único das Américas nesse estilo -, construído e encravado sobre a rocha, na encosta do Morro do Cruzeiro, nos arredores da cidade. Esse conjunto artístico, de espetacular beleza, pode ser visto também à noite, com efeitos de iluminação sobre o branco de suas tumbas, contrastando com o fundo negro da serra, o que proporciona aos visitantes uma cena impressionante e inesquecível, permeada de enigmático e profundo silêncio.


Com o declínio do Ciclo Diamantífero, também surge a coleta das sempre vivas exportadas principalmente para o Japão, Estados Unidos e Europa, tornou-se a principal atividade econômica das populações carentes de Mucugê e de seu entorno, que durou por mais de trinta anos. Devido a uma atividade de extração sem controle, a espécie foi dizimada em muitos campos, pondo em risco de extinção esta planta.  Assim, o Projeto Sempre Viva veio com o propósito de proporcionar uma atividade de reprodução, suficiente para criar uma alternativa na geração de renda para a população carente, através do artesanato com caráter sustentável, econômica e ambientalmente, garantindo a sobrevivência da espécie, repovoando os campos onde a espécie quase que desapareceu.

   
O Projeto Sempre Viva ocupa uma área de 270 há e trabalha em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana e com a Universidade Católica do Salvador, na preservação da sempre viva de Mucugê (syngonanthus mucugensis giulietti).  O herbário do Parque conta com mais de 1000 plantas catalogadas e identificadas. A área de preservação do Parque também é estratégica para o abastecimento hídrico do Estado da Bahia, constituindo a principal área de mananciais. O parque ainda abriga diversos registros históricos do período diamantífero da região.



As cachoeiras do  Tiburtino  e  Piabinha formam o restante do cenário e representam atualmente grandes atrativos ecoturísticos.




A Cachoeira do Tiburtino está localizada dentro do Parque Municipal Projeto Sempre Viva e pode ser visitada diariamente. Possui várias quedas d´água do rio Cumbuca e culmina num poço conhecido como Zé Leandro, que é fantástico para banho. O rio Cumbuca faz parte da história da cidade, pois foi o primeiro local onde diamantes foram encontrados no século XIX, dando origem ao garimpo que originou as cidades de Lençóis, Mucugê e Igatu, além de outras áreas ligadas ao Rio de Contas.





Depois de um dia repleto de belíssimas imagens e muito passeio, não poderiam terminar sem contemplar o pôr do sol e estar no alto da serra foi essencial para poder desfrutar deste inesquecível momento.






Depoimento Andréa: “Caminhar pelas trilhas do Projeto Sempre Viva, que levam a estas belas cachoeiras, é uma experiência fantástica e deliciosa, pois as trilhas são tranquilas e é possível ouvir o barulho das águas caindo pelas pedras, enquanto se pode ver imagens belíssimas ao longo da caminhada. Visitar o projeto e ver aquele mundo de florzinhas coloridas foi incrível. Daqueles passeios que eu adoro!!!”




Mucugê em Imagens!!!



Para saber mais:

11 de outubro de 2012

A caminho da Chapada Diamantina - BA


1º. Dia – 07.09.2012

Lauro de Freitas – Mucugê

O dia ainda não tinha acordado quando os motociclistas saíram em direção a mais uma aventura. Agora na companhia especial de Motta e Catarina, vizinhos e amigos de motociclismo.






As estradas até Mucugê já são velhas conhecidas dos viajantes. A diferença estava no meio de locomoção: a moto!

Decidiram sair cedo tentando evitar o trânsito que se forma nestes feriados rumo ao interior do Estado da Bahia. Diante da fila que se formava no pedágio, paulistanos que são, Andréa e Jorge brincaram sobre terem descoberto a verdadeira diferença entre paulistas e baianos: os primeiros pegam longos congestionamentos para chegar à praia; os segundos pegam este mesmo congestionamento para fugir dela. Algo em comum: todos estão em busca de novas emoções!!!


A primeira parada foi para o Café da Manhã. Afinal, o caminho era longo e não basta abastecer somente as motocas.









Durante a viagem puderam ver de perto os estragos causados pela seca do Nordeste e os mistérios que não se explicam com a razão: mesmo em meio ao solo árido, o verde se impõe e brota do solo seco.


Uma parada imperdível para quem viaja em direção à Chapada Diamantina é o Posto de Santa Helena em Itaberaba (www.postosantahelena.com.br). Local agradável e limpo, bom para um bom descanso e com excelentes opções de alimentação. Este posto se destaca em meio a tantos outros das estradas baianas que não apresentam qualquer estrutura para os viajantes. Vale conhecer!



Por volta das 12h30m entraram no Parque Nacional da Chapada Diamantina.





A primeira parada na região foi para experimentar a famosa esfiha de Palma, vegetação típica da região que serve de base para diversos pratos.

A Chapada Diamantina é uma região de serra, situada no Estado da Bahia e constitui, com outras serras, o Maciço do Espinhaço (Serra do Espinhaço), que se estende até Belo Horizonte – MG. Suas altitudes variam entre 800 a 1.700m. Nesta região nascem os rios das bacias do Rio de Contas, do Paraguaçu, do Jacuípe e de afluentes do Rio São Francisco. Essas correntes brotam nos cumes e deslizam pelo relevo, criando belíssimas cachoeiras e piscinas naturais.

 A Chapada Diamantina nem sempre foi uma cadeia de serras. Há cerca de um bilhão e setecentos milhões de anos, iniciou-se a formação da bacia sedimentar do Espinhaço, a partir de uma série de extensas depressões que foram preenchidas com materiais expelidos por vulcões, areia soprada pelo vento e cascalhos que caíam de suas bordas. Estes sedimentos, sob a influência de rios, depositaram-se na região em forma de bacia. Posteriormente, aconteceu o soerguimento, fenômeno que eleva as camadas de sedimentos acima do nível do mar, pressionada pela força epirogenética, erguendo-se ao longo dos milhões de anos. As inúmeras camadas, hoje expostas por toda Chapada Diamantina, representam os depósitos sedimentares primitivos e são produtos das atividades dos agentes climáticos ao longo do tempo geológico. As ruas e calçadas, características das cidades desta região, com suas lajes de superfícies onduladas, revelam a ação dos ventos e das águas que passaram sobre este solo. Os maciços de quartzito resistiram à erosão iniciada no Pré- Cambriano formando torres minerais ou morros. Os índios Maracás e Cariris dominaram a região antes da chegada dos primeiros bandeirantes por volta de 1750.


Os primeiros garimpos se instalaram por volta de 1844, ocasião em que foram descobertos os primeiros valiosos diamantes nos veios do Riacho Mucugê. Os garimpeiros, compradores, vinham de Minas Gerais e de outros centros de mineração de ouro e diamante. Os caminhos criados pelos garimpeiros hoje levam a belas cachoeiras, poços, praias fluviais, grutas, sítios históricos, que garantem ao local uma excelente atividade eco turística. As cidades que rodeiam o Parque Nacional abundam em prédios de arquitetura colonial, lembranças vivas da riqueza do ciclo do diamante que fez do Brasil o primeiro produtor mundial no início do século XX.

O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em setembro de 1985, através do Decreto n.º 91.655, com o objetivo de proteger amostras dos ecossistemas da Serra do Sincorá, assegurando a preservação de seus recursos naturais, além de proporcionar oportunidades controladas para uso público na educação, na pesquisa científica e, sobretudo, contribuindo para a preservação de sítios e estruturas de interesse histórico-cultural existentes naquela região. Porém, o grande objetivo da manutenção desta área está na conservação das suas nascentes, com destaque para o principal rio baiano, o Paraguaçu, responsável pelo abastecimento de 60% da população da capital baiana. Além de resguardar um banco genético importantíssimo para a pesquisa científica e conservação da biodiversidade. A cada ano, pelo menos quatro ou cinco novas espécies de plantas endêmicas e três espécies de animais são descobertas na região.

Situado numa área de, aproximadamente, 152.000 hectares, o Parque Nacional compreende os municípios de Lençóis, Andaraí, Palmeiras, Mucugê, uma faixa estreita de Ibicoara, além da proximidade das localidades de Igatu, Guiné, Caeté-Açu, Rio Grande, Lavrinha, Tijuca, Estiva Nova, Tapiacanga, Capão, Conceição dos Gatos, Barriguda, Pau-Ferro e outros. As bromélias e orquídeas encontraram ai um ambiente privilegiado, adaptando-se as diferenças de clima, altitude e solo. As serras que culminam a 1700 metros no Esbarrancado oferecem sustento a Jaguatiricas, onças, mocós, veados, teiús e seriemas. Ele ainda não possui controle de visitação e é possível conhecê-lo a partir de diversas localidades, principalmente de Lençóis, do Vale do Capão, de Mucugê e Andaraí.

O acesso às suas atrações é realizado por meio de caminhada que vão de fáceis a muitos difíceis, inclusive com direito a acampar nas serras. Os viajantes escolheram uma trilha de nível médio, mas esta é parte de outro capítulo desta aventura!

Mais imagens desta aventura:


Para conhecer mais:

2 de setembro de 2012

Aventura em miniatura


Aqui estão eles novamente: Jorge e Andréa se preparando para mais uma viagem de moto. Esta mais parecida com um passeio, em virtude dos quilômetros a serem rodados.

Jorge foi buscar a moto no feriado de 1º. De maio, vocês lembram que ela havia ficado em São Paulo após a aventura ao Uruguai, e até agora não tinham aproveitado o retorno da motocicleta.

Já que a próxima aventura ainda está sendo planejada, os motociclistas decidiram fazer uma pequena viagem ao lado do casal, também de motoaventureiros, Catarina e Alexandre. Se tudo der certo, eles serão os parceiros da próxima grande aventura que está prevista para Dezembro de 2012 pelo Nordeste Brasileiro e este será um pequeno treino do que está por vir.

Os motociclistas escolheram a Chapada Diamantina, exatamente a cidade de Mucugê, como cenário para a viagem, e o feriado de 07 de setembro para colocá-la em prática. Lugar lindo, no qual já estiveram todos juntos no São João de 2011, porém sempre quiseram fazer esta viagem de moto e agora surge a oportunidade.


Pousada reservada, motocas preparadas, animação, e aqui vamos nós de novo!!!

Aguardem as imagens e histórias desta aventura.

22 de junho de 2012

Depoimentos Finais da Viagem!!!


Depoimento Jorge: “Esta viagem para o Uruguai foi muito legal e prazerosa, como uma boa viagem de moto deve ser, mas foi muito diferente da viagem que fizemos em dezembro de 2010 para o Atacama. Acho que a maior diferença se deve ao fato de esta ter sido feita com a companhia dos familiares. Outra coisa que me surpreendeu bastante foram os gastos no Uruguai. Eita lugar caro. Antes da viagem ter inicio, eu acreditava que o ponto alto seria o trecho uruguaio. Estava errado. O segundo dia de viagem (que teve inicio em São Paulo) foi o dia mais cansativo da viagem, mas o mais gratificante também. As serras catarinenses, em especial a serra do Corvo Branco e a do Rio do Rastro são um passeio imperdível. 
Gostaria de ter tido mais tempo para conhecer melhor as cidades de Urubici, Bom Jardim da Serra e região. São lugares lindos. Outro ponto alto desta viagem foi a estadia em Gramado e Canela, nas serras gaúchas. Nem parecia que estávamos no Brasil. O lugar é muito bonito e arrumado, especialmente na época de Natal, mas a exploração comercial é uma constante. Tudo é muuuito caro. O que nos ajudou demais neste quesito foi a casa emprestada pela família Zini. Gostei bastante do Uruguai, pais bonito, arrumado, povo simpático, lugares como o Cabo Polonio, Punta Del Leste, Montevidéu, Colonia Del Sacramento, tudo muito legal, mas confesso que não me sinto atraído a viajar para lá outras vezes, diferentemente do Deserto do Atacama, no Chile, para onde não vejo a hora de voltar, e também das serras catarinenses e gaúchas, que deixam nos turistas que para lá vão o desejo de voltarem o quanto antes”.
  


Depoimento Andréa: “Sem dúvida o mais tocante nesta viagem foi a participação familiar! Uma novidade que trouxe um quê a mais para esta aventura. A emoção também ficou por conta de lugares belíssimos, daqueles de tirar o fôlego, como as Serras Catarinenses (Rio do Rastro e Corvo Branco), Punta del Diablo, Cabo Polônio e Colonia del Sacramento no Uruguai, e o mar de Hortênsias em Canela. 
Pra mim os lugares mais fantásticos da viagem, aqueles que se tornam indescritíveis diante dos sentimentos que despertam. Montevidéu é um show de cultura e passado, além de ser uma cidade linda e organizada. Passar o Natal em outro país foi um diferencial que nos colocou em contato com novas formas de celebração. Enfim, novamente só tenho a agradecer, a minha família por deixar-se levar nesta viagem e ter confiado nos nossos roteiros, ao amigo Sandro por ter novamente embarcado conosco e aos Deuses e Orixás por nos permitir realizar outro sonho e vivenciar esta outra grande e inesquecível aventura!”.




Depoimento de um Lascado (Douglas):
“Foi muito interessante acompanhar o casal de motoqueiros numa viagem longa, eles pilotam vários kms por dia, debaixo de sol e chuva, cheio de roupas e equipamentos, um trabalhão danado e é justamente o trajeto que os fazem felizes, as paisagens são só um premio e um pretexto para irem até la, é como gente escalando montanha, surfando pelo mundo afora, viajando de bicicleta, só quem pratica entende”.



Depoimento Fred:
“Adorei a viagem inteira, as serras catarinenses, apraia do cassino, Chui, Cabo Polonio, Montevideu, Colonia Del Sagramento, Canela, Gramado, enfim, todos os lugares por onde passamos. Agradeço minhas filhas e genros, pelo passeio maravilhoso!!!!! Beijos”.




Depoimento de Lauricia: “Tudo o que vocês colocarem da viagem, será muito pouco... porque o que a gente sente nem sempre dá para colocar no papel, a não ser que seja um escritor ou poeta, mas, a aventura que partilhamos com vocês, jamais esquecerei... foi simplesmente MARAVILHOSA. Todo o cansaço que sentimos, ao término da viagem, valeu a pena! O seu pai e eu já não somos tão jovens para partilhar caminhos tão distantes... por essa razão a nossa aventura tem um valor muito maior... é aquela aventura que guardaremos para sempre no coração, é a mesma sensação de felicidade de quando viajamos para a Austrália!!! Não dá para contar sobre ela, dá para sentir enorme gratidão pela paciência de vocês, pelo carinho e preocupação para conosco. Percorremos caminhos lindíssimos, às vezes até perigosos como a subida à Serra do Rio do Rastro! As cidades que conhecemos, as pessoas maravilhosas, a Bárbara, sua mãe e irmã que ofereceram sua casa em Canela para que ficássemos mais perto de Gramado... são coisas assim que nos faz pensar que existem sim seres humanos que são iluminados! Então mais uma vez, e não será a ultima que, agradeço a Deus por colocar em nosso caminho filhas e genros maravilhosos! Obrigada!!!”


Depoimento Paula"Uma vez eu li uma frase de Mario Quintana que dizia: "Viajar eh mudar a roupa da alma” e foi isso que aconteceu nesta aventura em família! Passamos por lugares lindos e feios, encontramos pessoas amigáveis e outras nem tanto, comemos delicias e outras vezes nem tanto, vimos culturas diferentes, trocamos informações, diários, vídeos e fotos, muitas fotos e também aprendemos com todos os momentos juntos: os bons, os tranquilos e os mais exaltados; dividimos até a música: por uma caaaabbbeeeçççççaaa!!! rsrsrsrs Aprendemos com as emoções ao vermos paisagens, ao vermos animais no caminho, a cada brincadeira, cada risada e cada lágrima (mesmo que uma lágrima feliz) e descobrimos que o importante eh estar junto! Foi uma viagem inesquecível!".





Depoimento Sandro Hofer:
"O que posso esperar de mais um passeio com o casal mais aventureiro que eu conheço além de muita diversão e camaradagem. Mesmo com 2400 km de distância essa amizade continua firme , forte e cheia de histórias pra contar... Muitos kms de boas estradas para nós ...”






 


 Assistam aos Melhores Momentos desta Aventura!!!



16 de junho de 2012

Voltando pra casa...ou quase!




14º. Dia

31.12.2011

Curitiba – PR 

a Santos – SP





A aventura chegava ao seu último trecho, já deixando saudades. Os motociclistas saíram de Curitiba por volta das 7h, e a turma do carro saiu de Joinville por volta das 7h30m. Sob uma chuva incansável fizeram todo o percurso.






Sandro acompanhou o casal até Miracatu, onde se despediram. A partir dali tinham destinos diferentes. Sandro seguiu para sua casa em São Paulo (Capital), mas Jorge e Andréa tinham como destino a cidade de Santos, litoral paulista, onde passariam o Ano Novo na casa dos pais de Andréa. Para isso, seguiram pela Rodovia Padre Manual da Nóbrega, também conhecido pela Estrada da Banana.


O casal de aventureiros atravessou a Ponte Pênsil, por volta das 13h30m. 

Ponte pênsil, ou ponte suspensa é um tipo de ponte sustentada por cabos e tirantes, construídas de acordo com as antigas pontes de corda Incas. As primeiras pontes são datadas do século XIX, mas existem relatos de pontes deste modelo desde o século III, que eram pontes de suspensão mais simples, utilizadas por pedestres e rebanhos. As sucessoras modernas são as pontes estaiadas.

A Ponte Pênsil de São Vicente liga a ilha ao continente. Foi construída em 1914 com a principal finalidade de conduzir o esgoto coletado nas cidades de Santos e São Vicente para o seu lançamento no Oceano Atlântico, na Ponta de Itaipu, hoje município de Praia Grande. Fez parte do conjunto de obras de saneamento da ilha, conduzido pelo engenheiro Saturnino de Brito. Em sua inauguração, o então prefeito de São Paulo, Washington Luis Pereira de Sousa, atravessou a ponte em um automóvel, acompanhado de sua comitiva. Embora o objetivo fosse o saneamento, desde sua construção, a ponte sempre foi utilizada para travessia de veículos e pedestres.

A chegada até a Ponta da Praia (bairro daquele último prédio na foto ao lado), onde moram os pais de Andréa deveria levar cerca de 15m, mas chegaram ao apartamento as 14h30m, depois de se perder entre São Vicente e Santos, cidades que conhecem há décadas, e levar a única multa da viagem. O pessoal do carro chegou às 15h. Todos exaustos, mas felizes.


Santos é uma cidade litorânea, que fica a cerca de 60 km da capital paulista. Abriga o maior complexo portuário da América Latina, principal responsável pela sua economia, ao lado do turismo, da pesca e do comércio. É a 18º. Cidade mais rica do país e durante um bom tempo sua economia centrou-se no comércio do café, abrigando a Bolsa Oficial do Café, inaugurada em 1922, onde, atualmente, encontra-se o Museu do Café. Santos é uma das cidades mais antigas do país. Seu povoamento começou por volta de 1540 e o passado deixou casarões, museus e igrejas, monumentos povoados de história. Tem sua origem relacionada à chegada dos primeiros colonizadores portugueses, na expedição de Martim Afonso de Souza, que distribuiu entre os fidalgos que o acompanhavam, as terras ao redor da Ilha de São Vicente. Dentre os fidalgos estava Brás Cubas, fundador oficial de Santos. 


A arte Sacra se manifesta em igrejas coloniais, barrocas, neogóticas e no museu instalado no Mosteiro de São Bento. Conta ainda com o Museu da Pesca, o Museu do Mar e o Museu Marítimo. Em 1998, a Organização das Nações Unidas apontou a cidade de Santos como a primeira no estado de São Paulo em qualidade de vida, e a terceira do Brasil.



Seu principal cartão postal são os 7 km de praia, onde podemos desfrutar do maior jardim frontal de praia em extensão do mundo, os Jardins da Orla de Santos fazem parte do Livro dos Recordes.






Uma de suas principais atrações é o Aquário Municipal, primeiro aquário público do Brasil, foi inaugurado em 1945, pelo então Presidente Getúlio Vargas. É o segundo parque mais visitado do estado, superado apenas pelo Zoológico de São Paulo. Em 2004 teve início uma importante reforma que triplicou sua área e criou novos e modernos espaços para os animais, além de propiciar melhor estrutura para o setor administrativo. Reaberto em janeiro de 2006, apresenta mais de 200 espécies de água doce e salgada, num total de 4000 animais aquáticos ocupando seus 30 tanques. São garoupas, moreias, carpas, piranhas, tartarugas, tubarões, corais, etc. Todos os tanques apresentam cenografia representando o habitat das espécies ali presentes, como o Amazônico, Asiático, Mangue, Praia Arenosa, etc. Também foi criado o “Tanque de Toque”, onde os visitantes têm contato com anêmonas e ouriços, sempre orientados por um monitor. O lobo-marinho Macaezinho é a maior atração, realizando traquinadas e acrobacias em seu tanque de 134m². O novo tanque para os pinguins possui um espaço para banho de sol e uma área totalmente refrigerada. Ali, o visitante pode ver o único pinguim nascido em cativeiro, no Brasil. O antigo espaço do lobo-marinho foi transformado em um “Tanque Oceânico”, com 350 mil litros de água, onde estão expostos tubarões, meros, raias e cardumes de grande porte.

Outra atração, que chama a atenção de todos que passeiam por sua orla, são os prédios tortos. Mais de 90 edifícios das décadas de 40, 50 e 60, estão tortos, principalmente entre os canais 3 ao 6, onde a composição do solo da cidade, formado por areia e argila, é a principal causa da inclinação dos prédios. Pelo seu caráter litorâneo e pelo fato de ter sido construída em parte sobre antigos terrenos de manguezais, a cidade de Santos tem um perfil de solos dos mais difíceis no país para a construção de fundações. Por este motivo, uma série de edifícios foi erigida, ao longo do século XX (especialmente a partir da década de 1960) com fundações executadas a partir de equívocos de sondagem ou de projeto. Com o tempo, tais edifícios passaram a sofrer acentuados recalques diferenciais: tornam-se "tortos" (ou seja, perdem o prumo) aos olhos dos pedestres situados na praia. O reaprumo ou a implosão e reconstrução são soluções possíveis. A primeira opção, menos impactante que a segunda, já foi executada com sucesso no edifício que era considerado o mais inclinado da orla (o denominado 'Núncio Malzoni', no bairro do Boqueirão), o qual tinha mais de 2 metros de inclinação do topo em relação à base (a inclinação da  Torre de Pisa é de aproximadamente 4 metros).



Enfim, a aventura de 4.800 km chegou ao fim. Mas tinham ainda uma última missão pela frente: preparar a ceia de Ano Novo: peixe, arroz e salada, regada, claro, a um bom vinho uruguaio.










A turma celebrou a chegada do novo Ano Bom, mas também, o sucesso da grande aventura em família.






Assista a um pouco mais deste último dia de viagem...



Para saber mais:


Total de Km Rodados: 414
Abastecimento: 17 litros
Hospedagem: Casa dos Pais.
Ainda não é a chegada em casa, mas, sem dúvida, é como se fosse.

Gasto total (com alimentação): R$ 50,00