Casal Aventura

Casal Aventura

1 de março de 2011

Beirando o Pacífico!

14.12.2010
Iquique - Antofagasta

Jorge e Andréa acordaram cedo para ir às compras, mas outro furo: as lojas abrem somente depois das 11h. Tiveram que procurar o que fazer, aproveitaram para andar um pouco pelo centro, que tinha apenas comércio, nada interessante, os pontos turísticos ficavam distantes. E tomar um bom café da manhã, já que o da pousada se limitou a um copo de café com leite e umas torradas e mais nada.

O rapaz dono da pousada indicou que fossem de taxi, pois gastariam menos e seria mais tranqüilo e rápido. Pagaram 500 pesos por pessoa, menos de R$2,00. E o mais importante: não foram enganados, foi cobrado exatamente o mesmo que dos outros passageiros. Isso mesmo, tanto na Argentina como no Chile, os taxis são coletivos, os motoristas param perguntam para onde os passageiros querem ir, tem um itinerário mais ou menos determinado e levam até 4 pessoas, o que permite que a tarifa seja mais em conta e que as pessoas andem sempre de taxi, já que na maioria dos percursos o valor não ultrapassa R$2,00, mais barato que o transporte coletivo no Brasil.

Iquique possui um dos maiores centros de duty-free (ou Zona Franca) da América do Sul, perdendo apenas para Cidade del Leste, no Paraguai, tem sido tradicionalmente chamado Zofri (http://www.zofri.cl/). São cerca de 2,4 quilômetros quadrados de armazéns, lojas, agências bancárias e restaurantes. Mas os preços??? nem de longe se aproximam de Cidade del Leste, o que decepcionou o casal que saiu deste “harén de consumo” com quase nada, quase porque Andréa aproveitou o preço para presentear Jorge com um canivete suiço, única peça adquirida pelo casal.


Retornaram para a pousada, arrumaram as malas e voltaram para a estrada em direção a Antofagasta, retomando os planos iniciais. Saíram de Iquique por volta das 13:30h, e programaram parar para comer no restaurante da Aduana, pois se a pegassem fechada novamente, utilizariam o tempo de espera para um bom almoço.

Mas não foi o que aconteceu, passaram rapidamente pela Aduana, que ainda estava em “paro”, mas que no momento em que os viajantes passavam, funcionava normalmente. Mesmo assim, decidiram parar para almoçar, já que estavam apenas com o café da manhã. Aproveitaram para conhecer outro prato típico, um pastel de loco, um tipo de molusco encontrado na região, de sabor forte e muito gostoso.

Situação engraçada: Enquanto almoçavam, assistiam a uma novela chilena, começaram a ouvir “É o tchan, segura o tchan, amarra o tchan!” e demoraram a perceber que a música, na verdade, vinha da novela, os jovens na novela estavam ouvindo esta música. Este fato rendeu boas risadas!!!!!

Depois de se alimentar bem, seguiram viagem, este caminho era de mais de 400 km por uma estrada em curva, beirando o Pacífico. Realmente imagens muito bonitas os acompanhavam.







Curiosidades: Durante a viagem é possível ver coisas bem diferentes, como este cemitério, todo com cruzes em madeira, que pode ser visto em diversos povoados que beiram a estrada, as cruzes são feitas do material disponível e normalmente enfeitada, como já falado anteriormente, com flores artificiais, que dão um colorido ao lugar. Este se encontra à beira do Pacífico!
“Que lugar maravilhoso para findar a vida, isto sim acho que é o paraíso!” (Andréa).

Este outro “monumento”, também pode ser visto por todas as estradas da Argentina e do Chile e, a princípio, causam estranheza, pois são muitos, em diversos pontos das estradas. Este estava de frente para o Pacífico.
Depoimento Andréa: “Como no Brasil se usa muito colocar uma cruz na estrada onde houve alguma morte, fiquei preocupada, pensando se tudo isso seriam acidentes. Em determinada estrada, paramos e fui olhar de perto e percebi que havia nomes e data de nascimento e morte, escritas nas pedras, tudo muito enfeitado, arrumado, perguntei para algumas pessoas e me explicaram que se trata de “covas”, as pessoas são enterradas nestes lugares, no meio do deserto, na beira do Pacífico, em lindos lugares, normalmente locais que as pessoas gostavam quando vivas, como faziam os Incas, que colocavam seus mortos em locais lindos, altos, para que pudessem contemplar o visual, não é fantástico. Acho que já escolhi onde quero ficar, quer dizer, onde quero minhas cinzas!!!”.

Depoimento Jorge:
“Hoje eu estava rodando no sentido contrário do dia anterior, então, moto inclinada para a direita por uns 350 kms...   Dia de gastar o lado direito do a pneu...  hehehe...  Oceano de um azul incomparável de um lado, pedras e montanhas do outro. E tome vento... Mas o mais interessante de tudo isso é que estamos acostumados a viajar de norte a sul com o mar sempre do lado esquerdo e hoje estávamos indo do norte para o sul mas com o mar do lado direito... é bem esquisita esta sensação!”

Chegaram a Antofagasta por volta das 19h, o sol já começava se pôr, e tiveram uma dificuldade enorme em encontrar hotel, os que tinham anotado estavam lotados, logo ficaram sabendo que isto era comum em dias de semana, devido aos funcionários das mineradoras, que lotavam a cidade. Depois de tentar mais de cinco hotéis, pararam em uma esquina e Andréa foi tentar encontrar um banheiro, já que estava super apertada. Enquanto isso Jorge ficou esperando, quando um senhor, dono de um comércio no local, se ofereceu para ajudá-lo, ligando para os hotéis que conhecia para localizar vagas.

Situação engraçada: “Após tentar ir ao banheiro em dois hotéis que não tinham banheiro na recepção, um supermercado que também não tinha banheiro para clientes, vi uma “choperia” do outro lado da rua, pensei: é ali mesmo, não vou conseguir esperar mais. A “choperia” tinha uma porta de madeira, daquelas que a gente entra pelo lado, entrei e perguntei para uma senhora que estava no caixa se podia usar o banheiro, ela pediu que eu aguardasse e veio até mim, pedindo que a acompanhasse, achei um pouco estranho, mas... só tinha olhos para o banheiro que ficava no final do lugar... Pediu que eu não encostasse em nada, novamente estranhei, mas só pensava em me aliviar rsrsrsrsrsr Nossa que alívio mesmo!!! Mas qual não foi minha surpresa ao abrir a porta do banheiro para sair e dar de cara com algumas “garotas”, isso mesmo, “prostitutas” com uma tanguinha minúscula e um bustiê menor ainda, isso mesmo: eu estava num prostíbulo!!!!!!!!!! Elas me olhavam não sei se com pena, com admiração, ou exclamação hehehehehehe Parte mais engraçada: os homens, que eram únicos nas mesas, fato que também só percebi ao sair, começaram a assobiar enquanto eu passava... aí lembrei que quando entrei, TODOS pararam de falar!!!!!!!!!!! Será que eles pensaram que era um show temático: MOTOQUEIRA!!!!! KKKKKKKKKKKKKKK”.

O hotel indicado pelo comerciante e único que tinha vaga, ficava na mesma rua em que estavam, inclusive o casal já tinha passado por ele, mas Andréa nem quis olhar, já que por fora estava todo sem pintura, com jeito de abandono, ficou preocupada, mas fazer o quê? Outra surpresa, agora agradável: o hotel Puerto Mayor era uma graça, todo arrumado, quartos e banheiro bem equipado e limpo. Como pode alguém deixar o lado de fora tão abandonado e dentro tão bem cuidado?? Imagino que todos que passem pensem como Andréa e nem cheguem a entrar...

Antofagasta é uma comuna e cidade do norte de Chile. É capital provincial da Província de Antofagasta e capital regional da Região de Antofagasta. A cidade de Antofagasta se encontra a 1.371,48 km de Santiago, capital de Chile. Limita ao norte com Serra Gorda, Mejillones e San Pedro de Atacama, ao sul com Taltal, ao oeste com o Oceano Pacífico e ao este com o Departamento dos Andes da Argentina. É a quinta cidade mais povoada do país, e é conhecida popularmente no Chile como a Pérola do Norte.

 
Há uma série de teorias para explicar a origem da palavra Antofagasta, provavelmente trata-se de uma palavra composta que provém do diaguita ou kakán meridional "anto" (ou hattun, que significa grande), "faya" (ou tenha, que significa salgar) e "gasta" (que significa povo), sendo um topônimo que significa "Povo do Salgar Grande".Segundo outra teoria, pode ser uma palavra composta que provém do quechua "anta" (que significa cobre) e "pakai" (que significa esconder), sendo um topônimo que significa "Esconderijo de Cobre". Outra teoria a relaciona com o chango "Antofagasti" (que significa Porta do Sol), forma em que os changos chamavam ao atual Monumento Natural La Portada. Diz-se também que o nome Antofagasta se deve a uma decisão de Manuel Mariano Melgarejo, quem renomeou a cidade em honra a uma estância que possuía em Antofagasta da Serra, por volta do ano 1870.

Segundo registros arqueológicos, Antofagasta foi habitada em primeiro lugar pelos changos, recolhedores marinhos. A cidade de Antofagasta foi fundada pelo governo boliviano em 1868, e já se encontrava previamente povoada como porto de desembarque e como um lugar de refúgio e descanso sobre a costa boliviana para os exploradores chilenos. Por isso, a fundação é algo que ainda não foi estabelecido e aceitado oficialmente.




Antofagasta é uma cidade linda, bem organizada, com uma orla arrumada, arborizada e muito limpa, aliás, consenso em todas as cidades até aqui. Consegue combinar antigos prédios com a modernidade de forma harmônica.










Depoimento Andréa: “Ficamos encantados em esta cidade, é linda, se não tivéssemos ido a Iquique teríamos ficado mais um dia nela, para conhecer melhor. Infelizmente não conseguimos nem colocar os pés na água gelada do Pacífico. Único arrependimento desta parte da viagem! Mas viajar beirando o mar do Pacífico é fantástico, mesmo sem entrar nele; a mistura da cordilheira, repleta de pedras e o azul forte do mar é algo fascinante”.

Para conhecer mais:



Total de Km Rodados: 434
Abastecimento: 33 litros
Hospedagem: Puerto Mayor Hotel
Valor da diária: $ 25.000 pesos
3 Estrelas: Arrumado, limpo, excelente banho, mas sem café da manhã
Gasto total (com alimentação): R$ 190,00

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