Casal Aventura

Casal Aventura

28 de março de 2011

Personagens desta história!!

Muitas foram as participações na construção desta aventura, nossas famílias, muitos amigos, muitos “viajeros de plantão”, inúmeras pessoas encontradas pelo caminho e aqueles que sequer sabem o quanto foram importantes para tudo isto dar certo.

A todos temos muito que agradecer, pois sem estes personagens, com certeza, nossa viagem não teria sido tão perfeita e tão completa. Neste capitulo buscaremos fazer uma homenagem a todas estas figuras importantes e inesquecíveis que fizeram parte do nosso caminho.

Vamos começar por nossa família, pais, irmãos, sobrinhos, cunhados (que no nosso caso fazem parte mesmo da família rsrsrsrsr), tios, entre outros.

Aos nossos amigos, que de perto ou de longe, também acompanharam nosso sonho e compartilharam conosco momentos de alegria e desespero.

Aos novos amigos de viagem, alguns conhecidos pela internet como o China, e Laurindo, apresentado por um amigo em comum, que tiveram participação fundamental em diversos momentos desta aventura e que compartilharam conosco suas experiências, dando dicas importantes sobre caminhos, segurança, entre outros. Não temos como agradecer tamanho apoio e a forma humilde com que nos receberam sempre. Sobre eles temos duas histórias interessantes:

Jorge encontrou o China, que vive em MG, em suas buscas na internet, começaram a se falar via web e passaram a trocar informações. Em um belo dia de Outubro, estávamos andando pelo comércio de artigos para moto, em São Paulo, e para nossa surpresa, quem surge andando pelo mesmo shopping??? Exatamente, o China! Impossível imaginar que duas pessoas, de estados diferentes, iriam se encontrar, sem qualquer combinação anterior, em um espaço enorme, repleto de lojas, shoppings, ruelas. Pois foi o que aconteceu, “coincidência” sem explicações! Obrigado a este aventureiro por compartilhar conosco, sua participação tornou nossa viagem mais interessante.

Um ano atrás Jorge estava tomando café em frente ao Hiper BomPreço (supermercado do bairro), quando encontrou um senhor com uma V-Strom novinha e foi conversar com ele. Queria saber sobre a moto, se era boa mesmo, pois pensava em comprar uma também, para fazer uma grande viagem. Sr. Fausto foi super gentil, explicou que iria fazer uma viagem para o Atacama (ainda não sabíamos que nós também), falou sobre alguns preparativos e deu uma camiseta do projeto, além do endereço do blog. O blog saiu do ar e Jorge ficou sem saber se a viagem tinha sido concretizada. Passado quase um ano, Jorge foi apresentado, por um amigo em comum, ao motociclista Laurindo, outra surpresa: ele foi um dos participantes do Projeto Atacama. Convidou, gentilmente, o casal para ir a sua casa e ver o vídeo da viagem, ajudou na finalização do roteiro com dicas que foram essenciais e trouxeram muitas emoções e lugares fantásticos para a viagem. Nosso muito obrigado a mais este personagem importante em nosso caminho.

Durante a aventura muitos foram os personagens que participaram, de forma incógnita ou conhecida, mas que foram de fundamental importância para que tudo corresse bem e pudéssemos aproveitar ainda mais estes momentos mágicos, NOSSOS AMIGOS de infância e adolescência, amigos de São Paulo, amigos integrantes do ROTA 99, amigos do trabalho, amigos da Bahia, pessoas que encontramos pela viagem, nos hotéis, nas pousadas, nos restaurantes, nos passeios, com sua música, nas estradas, nas ruas das cidadezinhas.
Desta forma queremos agradecer, de coração, a TODOS que ficaram na torcida e acompanharam de perto, ou de longe, todos os momentos de apreensão, dúvidas, animação que antecederam a realização deste sonho e durante sua realização, que seguiram de perto nosso dia a dia na estrada com comentários, incentivos e brincadeiras. Suas palavras e sua existência em nosso caminho foram muito importantes e serviram de estímulo e conforto durante todo o nosso percurso e, pessoas que agora cedem sua paciência para ouvir nossas histórias, ver nossas fotos, que se abrem para que possamos COMPARTILHAR a realização deste enorme sonho.



Para homenageá-los, fizemos um vídeo especial para vocês e pedimos desculpas àqueles cuja imagem não temos para mostrar.


21 de março de 2011

Chegando à Bahia de todos os Santos!!!

27.12.2010
São Paulo – Ipatinga – MG

Ficaram dos dias 23 a 26 com a família, comemorando o Natal junto às pessoas queridas e contando as emoções pelas quais passaram e jamais irão esquecer.

Dia 27 Jorge decidiu sair de São Paulo rumo à Bahia, mas como a ida em apenas dois dias foi muito cansativa, resolveu fazer a volta em três dias, com uma parada a mais nestes 2.000 km que ainda restavam para chegar a casa. Andréa iria voltar nesta mesma data, porém à noite e de avião.

Depoimento Andréa: “Ver Jorge sair sozinho, de manhã, rumo a ultima parte da viagem deu uma vontade enorme de ir com ele, engraçado como tinha um sentimento de quero mais, um desejo de continuar em cima de duas rodas, sensação estranha”.

Andréa aproveitou o dia para rever suas grandes amigas, irmãs de coração: Marilene e Fabíola, as amigas passaram o dia juntas, conversando, passeando e colocando as fofocas em dia! As amigas a levaram ao Aeroporto de Congonhas, onde pegou seu vôo de volta para casa.

Depoimento Jorge:
“A viagem rendeu bem, feita em pista dupla pela Fernão Dias até Betim. Depois disso pista simples, e com ela a triste constatação de que no Brasil os motoristas não têm um pingo de educação e respeito para com os outros veículos. A comparação com as estradas e os motoristas argentinos é inevitável. Começa novamente um verdadeiro show de horrores, com acidentes gravíssimos, ultrapassagens absurdas feitas em curvas e todo o tipo de irresponsabilidades que colocam todos que por ali estão passando em perigo de morte. Não há dúvidas, estou no Brasil!”

Jorge chegou a Ipatinga por volta das 18h.

Depoimento Jorge:
“Não há muito que falar desta parte da viagem. A partir da saída de São Paulo até a chegada na Bahia é só rodar com cuidado e procurar chegar são e salvo ao destino do dia. Agora sou só eu, a motoca e Deus (sempre).
A parceira de viagem, que encarou com tanta bravura o calor, o frio, o cansaço e o temor do desconhecido, não está na garupa. Não tem nenhum amigo te acompanhando na moto ao lado. É estranho.
Boa hora para refletir sobre tudo o que aconteceu nos últimos dias.
Apesar de toda a alegria de ter feito uma viagem maravilhosa, da sensação de realização de um sonho, da felicidade de tudo ter corrido conforme o planejado (e bote planejamento aí) e da gratidão a Deus por tudo ter dado absolutamente certo, é impossível não sentir certa tristeza por saber que a aventura está nos quilômetros finais. Como diria o Rei Roberto, são tantas emoções... É nessa hora, sobre uma moto, sozinho e com muitos quilômetros à frente numa estrada, que o motociclista pensa na vida.”

Total de Km Rodados: 800
Abastecimento: 37 litros
Hospedagem: Hotel Abrantes
Valor da diária: R$ 50,00
2 Estrelas: Simples, bom exclusivamente para tomar banho e dormir para seguir viagem. Café da manhã razoável.
Gasto total (com alimentação): R$ 195,00



28.12.2010
Ipatinga - MG – Jequié - BA

Jorge saiu de Ipatinga por volta das 7h., e chegou a Jequié por volta das 17h.

Depoimento Jorge:
“Dia sem novidades, apenas rodar e passar muuuito calor. Chegando a Jequié tratei logo de encontrar um hotel para tomar um merecido (e necessário) banho. Feito isso, fui procurar um lugar para jantar e descobri que vários restaurantes estavam fechados por se tratar de uma terça feira. Me recomendaram procurar um tal de Sabores da Terra. Assim que cheguei nele, percebi que não tinha ninguém comendo, mas como ainda era um pouco cedo, achei normal. Pedi uma merecida cerveja. Depois de 5 longos minutos o rapaz garçom veio meio sem graça e disse que não tinha nenhuma gelada. Pensei, putz, um restaurante que não tem uma cerveja gelada? –Tá bom, então me traz uma coca cola mesmo. Passaram-se mais 3 minutos e ele voltou e disse que não tinha também. Finalmente entendi por que não tinha nenhum cliente...  Que tipo de restaurante não teria cerveja nem coca cola??? Caí fora dali e depois de andar por mais meia hora encontrei um lugar super aconchegante, o restaurante Casa Della Mamma onde fui muito bem atendido. Depois de matar a fome que estava me matando, voltei para o hotel e fui dormir para acordar cedo no dia seguinte e encarar o último dia desta grande viagem”.

Total de Km Rodados: 800
Abastecimento: 52 litros
Hospedagem: Hotel Real Jequié
Valor da diária: R$ 80,00
04 Estrelas: arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã
Gasto total (com alimentação): R$ 220,00




29.12.2010
Jequié – Lauro de Freitas

Jorge saiu de Jequié por volta das 8h., este sim seria o último trecho antes de chegar definitivamente a sua casa.

Chegou a Lauro de Freitas por volta das 12:30, Andréa tinha ido buscar sua família no Aeroporto, que chegava para passar o Ano Novo na Bahia, e não pode fotografar o retorno triunfal de Jorge, após percorrer mais de 13.200 kms. Realmente uma aventura sem precedentes para o casal.

Total de Km Rodados: 420
Abastecimento: 18 litros
Hospedagem: NOSSA CASA
Valor da diária: NÃO TEM PREÇO!!!
10 Estrelas: melhor lugar do mundo para chegar após mais de 13.000 kms de estrada
Gasto total (com alimentação): R$ 55,00

20 de março de 2011

Voltando para a família!!!

21.12.2010
Foz do Iguaçu - Curitiba

Saíram de Foz do Iguaçu por volta das 8:15h, através de estradas bem sinalizadas e bem cuidadas, podendo retornar às paisagens tropicais, repletas de vegetação, característica desta região e da maior parte do país, além das infinitas plantações de milho e soja que podem ser vistas por campos que se perdem à vista.
A parada em Curitiba foi uma alternativa ao trajeto da ida que, além de ter sido muito cansativo, foi realizado por outra estrada. Realizar este trecho possibilitou ao casal percorrer um caminho diferente e ser “recebido” por dois grandes amigos, que fizeram questão de “escoltar” os viajantes em seu último trecho de volta.

Ao chegarem a Curitiba, se dirigiram ao Hotel Ibis, onde já estavam hospedados Sandro e Alexandre, os “amigos de estrada” que se propuseram a ir encontrar o casal e realizar este percurso. Mas surpresa e fato engraçado: os amigos estavam dando uma volta pela cidade e não havia mais quartos disponíveis, o hotel estava lotado e foram informados que não havia qualquer reserva em nome de Padovani. Começaram então a buscar alternativas. Andréa decidiu retornar à recepção e pedir auxílio para localizar outros hotéis, sendo prontamente atendida pela recepcionista.

Logo os meninos chegaram e era momento de colocar as novidades em dia! Mas eram muitas, decidiram então tomar um bom banho e ir para um barzinho, indicação de Sandro, para bater papo e matar saudades.

Depoimento Andréa: “Enquanto eu falava mal dos meninos e buscava onde ficar, outra funcionária chegou e vendo minha roupa tipicamente “motociclística”, perguntou se eu era a Andréa, esposa de Jorge, pois os nossos “espertos” amigos haviam deixado um quarto reservado, porém com nossos primeiros nomes e não sobrenome como é de costume e como eu havia perguntado. Ufa!!! Ficamos felizes e aliviados, umas das partes mais difíceis da viagem é chegar em uma cidade, cansado e louco por um banho e ter que conseguir hotel. Depois pedi desculpas por ter “xingado” nossos amigos rsrsrsrsrsr”.



Foram ao Mustang Sally, um lugar super aconchegante, temático, que serve comida americana e mexicana de muita qualidade, possui cervejas de vários lugares, tem um pessoal animado e gente muito bonita. Ao chegarem descobriram que era dia de tudo dobrado até as 20h., aproveitaram para comer e beber, sem economia rsrsrsr 

Depois de uma ótima conversa, ver um pouco das fotos da viagem, os amigos decidiram descansar... A viagem estava acabando, mas ainda faltava chegar a São Paulo.

Total de Km Rodados: 650
Abastecimento: 25 litros
Hospedagem: Hotel Ibis - http://www.ibis.com.br/
Valor da diária: R$ 119,00
04 Estrelas: arrumado, limpo, aconchegante, café da manhã a parte
Gasto total (com alimentação): R$ 255,00






 22.12.2010
Curitiba – São Paulo

Combinaram saída para cerca de 8h., como o hotel não oferecia café da manhã, acertaram tomar café em uma parada na estrada. Saíram de Curitiba as 8:15h. na companhia dos amigos que deram uma emoção a mais ao final da viagem de volta.


Saíram de Curitiba as 8:15h. na companhia dos amigos que deram uma emoção a mais ao final da viagem de volta.



Depoimento Jorge: “Sandro já tinha feito parte de toda essa aventura quando junto de sua esposa, a Paty, nos acompanhou entre São Paulo e Foz no caminho de ida.

Já que participou da ida, queria participar também da volta, e tratou de nos buscar em Curitiba, mas como a Paty não poderia acompanhá-lo neste “passeio”, ele trouxe mais um parceiro para esta aventura, o Alexandre com sua Sporster novinha.



Mais uma feliz surpresa para nós, e ter a companhia dos amigos neste último trecho da viagem foi realmente muito gratificante e divertido. Último trecho é maneira de dizer, pois faremos uma parada para o Natal, já que ainda faltará voltar à Bahia, coisa que farei sozinho, pois minha esposa/parceira/co-pilota/navegadora/ fotografa/tradutora e assessora para assuntos aleatórios em geral, voltaria de avião”.


Chegaram a São Paulo por volta das 14:30h., ligaram para os familiares avisando da chegada, já que aproveitaram para conhecer a casa de Sandro e Paty e decidiram almoçar com os amigos no Shopping Plaza Sul. Chegaram à casa dos pais de Jorge por volta das 17h. Enfim estavam voltando ao conhecido, mas ainda faltava um bom trecho para chegar em casa.


O vídeo é nossa homenagem aos "companheiros de viagem".

 


Total de Km Rodados: 444
Abastecimento: 28 litros
Hospedagem: Casa da Familia
Valor da diária: Grátis
06 Estrelas: arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã e muito carinho com os viajantes
Gasto total (com alimentação): R$ 120,00

Mais belezas de Foz do Iguaçu

20.12.2010
Foz do Iguaçu

Já na ida o casal planejou uma nova parada em Foz do Iguaçu na volta, pois gostariam de conhecer um pouco mais desta cidade e dos seus pontos turísticos, prestigiando o que o Brasil tem de beleza e atrativos. E seria bom descansar depois de 7 dias contínuos andando cerca de 600 km diários.

Acordaram cedo para aproveitar bem o dia, tinham planos de voltar a Ciudad Del Leste, Paraguai para aquisição de umas coisinhas, e conhecer o Parque das Aves, que não foi possível da outra vez.

O hotel sempre indica um taxista para levar os seus hóspedes ao Paraguai, acreditam ser mais seguro, porém o valor é sempre caro, contudo a experiência da ida não foi boa, já que o taxista deixou seu carro no lado brasileiro da Ponte da Amizade e fez o grupo atravessar andando, o que o casal descobriu que é terminantemente proibido. Voltaram à terra do jeitinho, do ganhar fácil, do levar vantagem.

Depoimento Andréa: “Enquanto estávamos discutindo na recepção sobre o que fazer, como ir, fomos abordados por um casal (Daniele e Júnior) que deu a dica de irmos até uma rua próxima tomar um táxi, que seria muito mais em conta do que optar pelo do hotel. Percebi um sotaque conhecido e como o mundo é pequeno, descobrimos que somos praticamente vizinhos, moramos no mesmo bairro, imaginem, e nos encontramos em Foz!”.

Decidiram seguir a dica do casal e procurar um taxi na rua ao lado, porém outra opção era ir de ônibus “internacional”. Enquanto negociavam com o taxista, que também queria cobrar uma “fortuna” para levá-los ao outro lado da fronteira, viram o ônibus Ciudad Del Leste se aproximar, não tiveram dúvidas, correram para pegá-lo. Andaram pelas ruas repletas de comércio, muita gente de fora e muitos camelôs, fizeram uma pesquisa de preço do que desejavam e acabaram comprando na mesma loja que visitaram na ida.

Para voltar decidiram se aventurar novamente, mas agora com uma “muambinha” a tira-colo. Pegaram o ônibus novamente, e desta vez puderam sentir o gostinho de serem “sacoleiros”, pois o ônibus era uma lata de sardinha, repleta de gente e sacolas de todos os tamanhos e andando para todos os lados. Realmente a cara da Andréa, que adora momentos como este rsrsrsrsr. A fronteira foi ultrapassada sem qualquer dificuldade e a aduana sequer fez qualquer menção de parar aquele transporte lotado! Muitas pessoas falam do perigo de atravessar a pé e de ônibus, sobre o risco de assalto, bem o casal conseguiu realizar as duas coisas mais perigosas sem qualquer dificuldade ou iminência de transtorno. Ainda bem!!! Após “arriscar-se” no Paraguai, retornaram ao hotel e almoçaram em um restaurante por quilo em frente ao mesmo, uma comida caseira, barata e gostosa. Ainda tinham mais passeio pela frente.

Depoimento Jorge e Andréa: “Aventura total, atravessar a fronteira de ônibus, esperamos para ver o que iria acontecer, mas foi tão tranqüilo e tão rápido, que valeu a pena, até porque o gasto é quase 10 vezes menor”.

Chegaram ao Parque das Aves, de ônibus, por volta das 14h, após uma chuva torrencial e um abrir de sol repentino, que trouxe um a mais ao passeio, já que as aves estavam todas se enxugando da chuva e, para isso, saíram de seus abrigos em busca do sol.

O parque das aves possui uma área de 16,5 hectares, quatro dos quais abrigam viveiros e suas instalações. A área restante é de proteção ambiental. Uma trilha percorre os viveiros de pássaros nativos, em sua maioria, da América do Sul. Os viveiros denominados “floresta e pantanal” têm uma área de 630 metros quadrados e oito metros de altura, e representa o habitat natural destes ecossistemas e proporcionam aos visitantes a possibilidade de entrar e experimentar como é a vida nestes ambientes. O parque fica localizado a 8 km do centro de Foz e abriga mais de 500 aves, entre as brasileiras e de outros continentes, além de jacarés, sagüis, cobras e outros animais florestais, além de um borboletário onde é possível estar entre borboletas e beija-flores.

Depoimento Andréa: “Este passeio também é imperdível, conhecer aves que nunca vimos, de coloridos exuberantes, sendo possível estar entre elas é realmente incrível. Com certeza, a cada momento uma nova emoção e novas experiências que iremos carregar em nossas lembranças e na alma”.

Mas a melhor forma compartilhar isto será através do vídeo abaixo.




Para conhecer mais:

Total de Km Rodados: 0
Hospedagem: Hotel Três Fronteiras (www.hotel3fronteiras.com.br)
Valor da diária: R$ 130,00
3 Estrelas: Simples mas limpo, bom café da manhã, excelente localização, com restaurantes próximos e condução fácil.
Gasto total (com alimentação): R$ 250,00*
*Não incluso valor das entradas dos passeios:
Parque das Aves: R$ 18,00 por pessoa

19 de março de 2011

Chegando à Terra Brasilis!!!

19.12.2010
Corrientes – Ar – Foz do Iguaçu - Br


Último dia de viagem em território estrangeiro, hoje é dia de chegar “em casa”, após 15 dias fora do Brasil. A saída de Corrientes foi às 9:45h. O casal pretendia chegar cedo à fronteira, para ter tempo de passar no Duty Free Argentino.



No primeiro posto que pararam para abastecer aproveitaram para tirar foto de um “objeto” interessante, encontrado em praticamente todos os postos de serviço nas estradas: uma máquina de água quente, onde se coloca uma moeda para aquisição de água para preparar chá, utilizado por inúmeros viajantes como forma de se aquecer no inverno, mas que também é bastante utilizada no verão.
As estradas sempre em perfeitas condições e bem sinalizadas. Por todas as estradas da Argentina é possível ver esta placa que sinaliza o perigo de incêndio, tudo isso devido às altas temperaturas climáticas que podem ocasionar incêndios nas poucas áreas florestais.

Outras placas de sinalização nunca tinham sido vistas pelos viajantes em estradas brasileiras, como esta que demonstra a quantidade de faixas.

Definitivamente pode-se dizer que as estradas argentinas e chilenas são muito bem sinalizadas e sempre bem pavimentadas, em nada lembram a maioria das estradas brasileiras, e o imposto pago pelos cidadãos é bem menor que o nosso, mas estas diferenças merecem outro capítulo nesta história.

Pararam para almoçar em Ituzaingó, em um posto de abastecimento, comeram uma comida caseira e muito gostosa, por um precinho melhor ainda.




A paisagem logo trouxe água, através dos grandes rios que cercam esta região, água em abundância que há tempos não eram vistas pelos viajantes.

Como as do Rio Paraná que anuncia a chegada à fronteira com o Brasil.
Chegaram ao Duty Free por volta das 17:30, ao entrarem na loja, com a roupa imunda, capacetes e jaquetas, logo foram abordados por um segurança que indicou armários onde deveriam guardar as coisas, tudo com muita educação, mas certa desconfiança.






Enquanto andavam pelas pouquíssimas lojas, perceberam que TODAS as pessoas, super bem vestidas, os olhavam com muita estranheza e iam se afastando quando passavam! Não compraram nada, decepção total: poucas opções, preços altos e muitos produtos chineses!







Logo após o Duty Free fica a ponte da Fraternidade, que é dividida ao meio, do lado brasileiro é verde e amarela e do lado argentino é azul e branca.




Ao chegar à Aduana Brasileira já sabiam que estavam perto de casa, olhem a fila de carros para ultrapassar a fronteira. Como estavam de moto, cortaram pela direita, chegaram a um funcionário aduaneiro que informou que poderiam passar direto, que estavam parando somente estrangeiros. Mas como o casal havia carimbado o passaporte com a data de saída (lembram da idéia da atendente de colocar o primeiro carimbo) precisavam passar pela aduana para carimbar o retorno ao país. Ainda bem que as motos têm preferência.



O dia estava quase no fim quando chegaram à terra Brasilis....

As 19h. estavam em Foz do Iguaçu, no mesmo hotel que ficaram na ida. Foram super bem recebidos por Adelino, gerente do hotel, que resolveu fazer um agrado e os colocou na suíte máster pelo preço da comum.

Jorge e Andréa decidiram jantar no restaurante em frente, aquele da feijoada na ida... comeram pizza para matar a saudade!

Veja o vídeo deste trecho da viagem.


Total de Km Rodados: 648
Abastecimento: 59 litros
Hospedagem: Hotel Três Fronteiras (www.hotel3fronteiras.com.br)
Valor da diária: R$ 130,00
03 Estrelas: Simples mas limpo, bom café da manhã, excelente localização, com restaurantes próximos e condução fácil.
Gasto total (com alimentação): R$ 313,00

17 de março de 2011

Mais perto da fronteira!

18.12.2010
Santiago Del Estero - Corrientes


Jorge e Andréa saíram de Santiago às 09h, agora a estrada já era familiar e os caminhos conhecidos, a sensação de volta, de realmente fim de viajem, já se tornava mais evidente, deixando aquele gostinho que quero mais.

Acreditavam que nada iria lhes chamar a atenção, já que tinham passado por aqueles lugares, conheciam suas belezas e dificuldades, como este caminho de cimento, que dividiram com carros e caminhões, lembram????

Mas outro engano!
Primeiro um susto, ao chegar a Quimili para abastecer, o posto da estrada não tinha combustível, conversaram com alguns caminheiros que informaram a possibilidade de um atraso na reposição e que o ideal seria tentar abastecer o mais rápido possível, pois correriam o risco de não encontrar postos abastecidos pelo caminho.

Novamente entraram em Quimili (aquele cidadezinha onde experimentaram Lomito pela primeira vez....) e o único posto da cidade tinha uma fila enorme de motos e carros tentando abastecer, os viajantes entraram na fila e logo perceberam que a maior moto era a deles, todos olhavam, vinham conversar, perguntar sobre a viagem, as outras, motos dos moradores, todas de baixas cilindradas. 

Após o susto, seguiram viagem, iriam passar novamente pelos belos campos de girassóis... outra surpresa!!!


Muitos dos campos já não existiam mais, eram vales gigantes, sem qualquer vestígio dos grandes girassóis... eles haviam sido colhidos! Os que ainda estavam por lá, estavam murchos, com suas flores caídas, talvez aguardando a colheita e todos virados para o lado contrário da estrada... como que se despedindo dos viajantes que passavam por ali!

Depoimento Andréa: “Foi interessante, mas ao mesmo tempo triste ver aquilo, na ida os girassóis estavam lindos, floridos, “olhando para nós”, vê-los caídos, ver os campos limpos, foi uma sensação estranha, não consegui nem fotografar... Sabemos que faz parte da natureza, mas parecia que estavam demonstrando a mesma sensação que tínhamos de que a aventura estava acabando, comentei com Jorge: eles também estão tristes!!! Rsrsrsrsr Ainda bem que na vida, como na plantação, sempre há o recomeço!”.

Chegaram a Corrientes por volta das 17:30h, ficaram no mesmo hotel da ida, afinal o melhor de todos eles. Aproveitaram para mandar lavar a roupa, já que havia uma lavanderia próxima. Como chegaram mais cedo, após um bom banho e já com o dia terminando, foram dar uma volta na cidade, conhecer um pouco mais e tiveram novamente a certeza de que adorariam viver ali.

Procuraram onde jantar e encontraram o Restaurante La Fiorela, mas outro fato engraçado: enquanto estavam parados na porta do restaurante (carregando um saco gigante de roupas lavadas) verificando se estava aberto ou não, afinal “ainda” eram 19h. um rapaz chegou e entrou, então o casal entrou atrás dele, acreditando que seria outro cliente, mas não, era um dos funcionários do restaurante. Ao entrarem, perceberam que TODOS os funcionários os olhavam intrigados, mas ninguém falou nada, logo os viajantes notaram que, na verdade, o estabelecimento ainda não tinha aberto para os clientes e inclusive acontecia uma reunião e o pagamento dos funcionários. Mas isso, em momento algum, impossibilitou de serem bem e prontamente atendidos.

Outro fato engraçado e comum: ao perceberam tratar-se de brasileiros, logo colocaram “nossa música” para tocar, no início MPB, mas não podia faltar o principal grupo de música brasileira: “É o tchan”, exatamente, de novo tiveram que ouvir este grupo “fantástico”, agora jantavam embalados pela boquinha da garrafa. Por que será que os argentinos insistem em colocar este grupo para tocar, será que acreditam mesmo que a música é boa?????

Para comemorar a parte final da viagem tomaram cerveja Argentina e, como não poderia faltar, um bom vinho!

Acompanhem um pouco mais deste trecho:



Total de Km Rodados: 646
Abastecimento: 52 litros
Hospedagem: Hotel Confianza
Valor da diária: $ 185,00 pesos
05 Estrelas: bonito, limpo, excelente localização, melhor hotel da viagem
Gasto total (com alimentação): R$ 234,00

15 de março de 2011

Encontrando o caminho de volta...

17.12.2010
Fiambalá – Santiago Del Estero


Acordaram por volta das 07h., Jorge aproveitou para lavar a moto que estava em situação catastrófica de tanta areia, e também para trocar os pesos chilenos por argentinos. Enquanto isso, Andréa procurava uma lan house para dar notícias à família, mas a única existente na cidade só abriria após as 10h, então ela saiu em busca de outros pontos, que na cidade se resumem a dois, como ela logo descobriria.

 
A hosteria onde ficaram já não é mais como está nesta foto retirada da internet, sofreu reformas e agora conta com uma varanda em toda a sua lateral, inclusive seu interior ainda está sendo reformado para melhorar o atendimento aos turistas.


Enquanto caminhava em busca de informações sobre onde acessar a internet, perguntou para um senhor em frente a um prédio antigo, este senhor convidou-a a entrar, levando até uma sala, explicou que ali “na secretaria” ela poderia usar o computador e acessar a internet, pediu que uma senhora a auxiliasse.

Depoimento Andréa: “Entrei no prédio, sem saber ao certo o que era, mas logo percebi que estava na prefeitura de Fiambalá e o senhor, muito gentil, tinha me levado até a secretária do prefeito, que também muito gentil, saiu da mesa e me deixou usar o computador. Enquanto estava ali, num entra e sai de gente, sai um senhor de dentro da sala, me cumprimenta e então percebo que é o mesmo que está na foto da parede: era o prefeito rsrsrsrsrsrsrsrrs. Imaginem minha cara, foi muito engraçado... como o acesso estava mmmuuiiittttooo lento, decidi deixar pra depois. Agradeci a ajuda e todos que estavam na sala, falando de “coisas da prefeitura” desejaram “buena suerte e buen viaje”. Fui até a praça principal, onde me informaram que o único lugar fora a lan house e prefeitura que tinha internet na cidade era a agência de turismo. Fui até lá e me emprestaram o computador, sem cobrar nada...fiquei tão sem graça que acabei comprando um livrinho de informações turísticas da cidade...o guia, escrito por Walter Bustamante, é ótimo!!!”.



Fiambalá é uma cidadezinha encravada no final da Cordilheira dos Andes e da Cordilheira de San Buenaventura, fica a 320 km da capital de Catamarca, San Fernando Del Valle, fica a 1.550 m.s.n.m., é cercada de altas montanhas que dão a impressão de estarem guardando aquele povoado, onde a areia se mistura com o ar puro. Tem cerca de 5.000 habitantes que vivem em harmonia com a natureza e em uma atmosfera de tranqüilidade e paz. Seus antigos habitantes eram Cacan (população nativa da alta altitude), que batizaram a área de Pianwallá, que significa que “astúcia da alta montanha”. Foi palco do Dakar de 2009 e 2010, orgulho de seus moradores que exibem os adesivos das equipes participantes por todos os vidros da cidade.

Saíram de Fiambalá às 11h, em direção a Santiago Del Estero, sem levar consigo sequer uma foto do hotel ou da cidade, o cansaço começava a fazer estragos... começavam a ir em direção a lugares já conhecidos, mas tinha que ultrapassar a Cordilheira San Buenaventura, através de outra serra, com curvas fechadas, mas bem menos animais na pista.


Pararam para almoçar em Aimogasta, no restaurante Don Jaime, ótima comida caseira, a quilo e bom preço. Lá foram abordados por um cliente do restaurante e então conheceram Salim, filho de mãe brasileira e pai libanês, contou adorar o Brasil e sonhar em viver no país, disse que está fazendo planos para se mudar em 2011, acredita no crescimento do país com a Copa e Olimpíadas e que não vê futuro na Argentina. Foi super atencioso em ver o mapa, traçar rota. Em minutos, o restaurante todo participava da elaboração do caminho até Santiago. Cada um dizia para fazer um caminho diferente, caminho este que já estava definido pelos viajantes.





Na estrada, quase chegando a Santiago Del Estero, puderam reencontrar com os famosos Los Cardones, floridos e gigantes, tomavam conta de vários trechos do caminho, se perdendo nas montanhas.






A moto, em determinado trecho da viagem começou a não querer ligar. Apresentou defeito no botão de partida, em alguns momentos tiveram que empurrar (Andréa teve) ou fazê-la pegar embalada em descidas. Chegaram a Santiago Del Estero às 19h., e Jorge, logo na chegada, já procurou uma mecânica para tentar solucionar o problema da partida, foi indicada uma oficina que ficava na avenida de chegada na cidade, mas precisam ver a cara do rapaz ao sair de dentro da mecânica e ver o tamanho da moto, já que todas as que estavam na oficina não passavam de 150 cilindradas. O dono da mecânica indicou uma oficina maior, que ficava a algumas quadras.


Encontraram a oficina, cujo responsável era Pablo, um argentino simpático, atencioso e que já foi logo avisando não conhecer muito bem de motos Suzuki, visto que aquela era uma oficina credenciada da Honda, mas se prontificou de imediato a tentar solucionar o problema.

Chegou a pedir o manual da moto, o que deixou Jorge um pouco apreensivo. Aproveitaram para tomar um lanche em um posto próximo da oficina, pois o trabalho dava sinais de que ia demorar.

Depoimento Jorge:
“Chegando à Santiago Del Estero, a primeira coisa que quis fazer foi consertar a partida da moto, pois não era nada fácil fazê-la pegar “no tranco” quando não havia nenhuma descida por perto, alem de ser extremamente desaconselhável para o motor esta prática. Chegamos à oficina (Motogar: Av. Saenz Peña 111 - Teléfono: 0385-4240588/4218269) pouco antes dela fechar, com uma moto de outra marca, e precisávamos que o serviço fosse realizado de imediato, pois no dia seguinte iríamos seguir viagem para outra cidade. O que vocês acham que aconteceu???? ..................

Expliquei a situação para o Pablo, o chefe da oficina, e ele prontamente mandou colocar a moto pra dentro da oficina. Parou o que estava fazendo, tirou a outra moto em que estava trabalhando de cima do elevador (que era o maior da oficina e o único que agüentaria levantar aquela moto com malas e tudo) e começou a procurar o defeito, que parecia ser um mau-contato no motor de arranque. Recomendou que fôssemos comer e beber alguma coisa na loja Select do posto Petrobras logo ali na esquina, e foi o que fizemos. Lá não demorou muito e já havia dois senhores nos ajudando a encontrar um hotel ali por perto. Depois de duas horas a moto estava pronta. Era um defeito numa peça de plástico dentro do botão de partida, e Pablo teve de refazer a peça que teve desgaste prematuro. Aproveitei e troquei o óleo do motor.
Na hora de pagar, pensei que iria receber uma facada, dado todo o contexto da situação. Pablo me cobrou o equivalente a 2 horas de serviço de oficina, além do valor do óleo. O equivalente a 20 reais, aproximadamente. É ou não é igualzinho ao Brasil???”

Moto arrumada, problema resolvido; foram procurar os hotéis indicados na lojinha. Encontraram alguns, bem simples, bem diferentes da parada de ida, acabaram escolhendo o Hotel Santa Rita. Saíram para comer e encontraram um fast food (Sr. Lomo), onde era servido o tão adorado LOMITO!! Na TV um programa de calouros e dançarinas... que mais queriam mostrar o corpo do que dançar!!! E todas as pessoas paralisadas assistindo, era a final do programa!

Curta um pouco mais deste trecho da viagem...




Para conhecer mais:

Total de Km Rodados: 494
Abastecimento: 38 litros
Hospedagem: Hotel Santa Rita
Valor da diária: $ 140,00 pesos
01 Estrela: bom para dormir e tomar banho depois de um dia cansativo, sem café da manhã
Gasto Total (com alimentação): R$ 190,00