Casal Aventura

Casal Aventura

1 de fevereiro de 2011

Rumo a Santiago del Estero

6º. Dia – 06.12.2010
Corrientes – Santiago Del Estero - AR


Antes de sair, tomaram o café da manhã que era servido em uma Padaria e Confeitaria, “Tía Doris”, a cerca de duas “cuadras” do hotel e ficaram maravilhados com a “media luna”, um crossaint, que pode ser doce ou salgado, é que é comum em todo café da manhã na Argentina.
Detalhe engraçado: a atendente perguntou se as medias lunas seriam “dulces o salgadas”, mas não compreendemos bem o que ela quis dizer e pedimos salgada, depois percebemos que poderíamos ter pedido uma de cada... dificuldades da língua.

Saíram de Corrientes às 8:30h., passando pela Ponte Genereal Belgrano, que liga as cidades de Corrientes e Resistência.














Na estrada, em meio a muitos campos de plantações, após cerca de 200 km rodados, surgiu a vista mais bela: CAMPOS DE GIRASSÓIS.


Depoimento Andréa: “Para qualquer lado da estrada que se olhasse, lá estavam eles, nos acompanhando... fiquei encantada, emocionada com tamanha beleza e grandeza. Olhávamos os campos e havia girassóis até onde nossas vistas podiam alcançar!”.

Andaram entre os Girassóis por mais de 200 km, pararam para fotografar, para andar entre eles, para aproveitar um pouco mais daquela beleza.

Era uma visão diferente de tudo que tinham visto até ali.

O casal agradece a Laurindo-BA, pela dica, valeu a pena os kms a mais. Explicando melhor: Jorge tinha pensado em realizar este caminho pelo Chaco argentino, conversando com Laurindo, que já realizou esta viagem, este sugeriu que mudassem a rota, evitando passar no Chaco, devido a seu extremo calor e retas intermináveis.

Depoimento Jorge: " E eu pensava que na Bahia fazia calor. Nesta região entre Corrientes e Salta, conhecido como Chaco Argentino, o calor chega a ser quase insuportável. Ainda mais se você estiver usando jaqueta e calça pretos, de cordura com forro "impermeável", aí a coisa fica complicada mesmo. Não é a toa que existe um vilarejo nesta rota chamado : Tampa Del Infierno. E acho que a tampa fica aberta direto..."

Por volta das 12h, decidiram parar para abastecer e comer alguma coisa, porém na estrada não havia opções de onde comer, pois os postos não tinham este serviço.

Entraram então no “pueblo” de Quinilli. Depois de muito procurar, já que praticamente tudo na cidade estava fechado, encontraram um “comedor” aberto. Ao entrar perceberam que eram os únicos no lugar, os demais faziam parte da família do dono, sua esposa, filhos, netos, todos almoçavam na maior mesa do local. Questionaram o porquê de tudo fechado e então souberam que se tratava da “siesta”, tão comum nos países latinos. (Uma pena o Brasil não seguir esta tradição!!!!)

Depoimento Andréa: “Fomos super bem recebidos, o dono, um senhor super simpático, que infelizmente não me lembro o nome, nos atendeu, nos deu dicas de caminho. O engraçado: ele não enxergava o mapa, então falava e pedia ao filho para localizar as cidades que ela ia dizendo... disse para não deixarmos de passar pela região de Tucunam, contou que sua família toda é de lá e o lugar é um dos mais bonitos da região. Foi uma ótima experiência”.

Decidiram conhecer a comida local, experimentar um lanche chamado Lomito e outro chamado Milanesa, pediram os dois, acreditando que eram lanches como no Brasil. Os lanches eram feitos ali mesmo, em uma cozinha no salão do bar, coisa bem “rústica”. Surpresa: chegaram dois lanches enormes de grande, que poderiam ser comidos por uma família inteira, um com um bife gigante à milanesa e o outro grelhado, com ovos fritos, muita (ensalada) alface, tomate, maionese, queijo, presunto... Vale a pena provar!!!

Depois de uma boa conversa, em portunhol, de ambos os lados, e de conhecer um pouco daquele povo de muita simpatia e pagar um preço irrisório diante de tanta fartura, o casal decidiu seguir viagem. Ao subir na moto, perceberam que toda a família, mesmo sentada ainda lá dentro, acenava e dizia “Buen viaje y Va con Dios! Suerte!”. Frases que ouviram durante toda a viagem, de TODA pessoa com quem trocavam mesmo que apenas uma palavra.

Arrependeram-se de não tirar foto com toda a família!!! Mas levaram a foto do lugar, para guardar na lembrança.
Ao chegarem a Sancho Curral, sabiam que iriam pegar um atalho, que encurtaria a estrada, porém através de um caminho com mais cara de aventura... E que aventura!!!
Andaram por 33 km em uma estrada de cimento, isto mesmo, placas de cimento, que não cabiam dois carros ao mesmo tempo, e que é passagem de motos, carros e caminhões enormes.


Depoimento Jorge: “Esta estrada é larga, porém de rípio (terra batida e pedrisco por cima) com uma faixa da largura de um caminhão, feita de cimento. Só passa um de cada vez. Nos primeiros quilometros eu fui devagar, preocupado com os carros que cruzariam conosco e me fariam sair para o rípio, e eu tinha de estar bem devagar para não derrapar nesta transição até que pudesse voltar para a "pista". Grata surpresa: todos os veículos que se aproximavam no sentido contrário, fosse carro, caminhão ou ônibus, diminuíam sua velocidade e saíam da pista para o rípio deixando o caminho de cimento para a moto! Durante todo o percurso, todos que passavam por nós, acenavam, buzinavam e piscavam faróis nos saudando, e nos davam espaço na pista... não passamos nenhum sufoco, só emoção mesmo! É claro que acenávamos de volta, agradecendo a todos. A impressão que passava era de que todos eram amigos, todos eram gentis! Fiquei imaginando como seria se estivesse no Brasil, e lembrei das 5 vezes que os caminhões ou ônibus me jogaram para fora da pista no primeiro dia de viagem, entre Lauro de Freitas e Gov. Valadares. Quando resolviam que queriam ultrapassar algum veículo mais lento que eles, não importava se havia acostamento ou não, saíam para a contra-mão piscando faróis sem parar como que avisando: saia da frente porque eu não estou nem aí!"

Chegaram a Santiago Del Estero por volta das 17h. Após tomar um ótimo banho, colocar as roupas do avesso (o odor piorando!!!) e pegar as indicações de onde encontrar lan house, onde comer, saíram para conhecer a cidade!

Depoimento Jorge:
“Apesar de termos desviado da Ruta 16 (vide mapa no inicio desta postagem) e evitado a parte mais quente do Chaco, até aqui a viagem parecia apenas uma prova de resistência, chegando até a parecer monótona. Retas intermináveis numa planície que parecia não ter mais fim (o pneu chega a ficar quadrado) e um calor absurdo, faziam com que o dia realmente ficasse longo e muito cansativo. Se um dia fizer novamente esta viagem passando por aqui (e espero fazer) lembrarei de trazer roupas leves para pilotar e não apenas as roupas pesadas para o frio”.


Total de Km Rodados: 641
Abastecimento: 31 litros
Hospedagem: Hotel Coventry - http://www.hotelcoventry.com.ar/
Valor da diária: $ 270,00 pesos
5 Estrelas: Muito bonito, limpo, ótimo banho, excelente café da manhã, excelente localização (quatro quadras do centro), porém um pouco caro.
Gasto total (com alimentação): R$ 208,00

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